A Prefeitura do Município de São Paulo, por intermédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) e da São Paulo Urbanismo (SP Urbanismo) apresenta nesta Consulta Pública a proposta do Projeto de Intervenção Urbana do Hipódromo de Cidade Jardim (PIU Jockey Club), o qual define os parâmetros urbanísticos aplicáveis à Zona de Ocupação Especial onde se localiza este equipamento.
Na Primeira Consulta Pública, foram apresentados os elementos prévios ao desenvolvimento do projeto, os Diagnósticos Socio-territorial e Ambiental e o Programa de Interesse Público, para que o público pudesse contribuir e subsidiar as propostas que estão sendo agora apresentadas.
Esta Segunda Consulta Pública, que se inicia em 10 de dezembro de 2020, com término previsto para o dia 26 de fevereiro de 2021, apresenta a Proposta de Ordenamento Urbanístico, a Modelagem Econômica, o Modelo de Gestão Democrática e a Minuta do Decreto Regulamentador do PIU Jockey Club.
O Processo de elaboração do PIU Jockey Club segue os passos definidos no Decreto Municipal n° 56.901/2016, que regulamenta os projetos de intervenção urbana e que prevê a participação da população em todas as etapas de seu desenvolvimento. Desta forma, as contribuições a serem colhidas nesta Consulta Pública irão colaborar para o seu aperfeiçoamento, assim como aquelas advindas de Audiência Pública e dos debates nos conselhos municipais cujas competências estejam associadas à política urbana do município.
O lote onde está situado o Hipódromo de Cidade Jardim foi classificado como uma Zona de Ocupação Especial – ZOE pela Lei de Zoneamento (Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo – LPUOS - nº 16.402/2016). As Zonas de Ocupação Especial são porções do território destinadas a abrigar predominantemente atividades que, por suas características únicas, necessitem de parâmetros especiais de parcelamento, uso e ocupação do solo, como aeroportos, centros de convenção, grandes áreas de lazer, recreação e esportes.
O artigo 15 da Lei de Zoneamento determina que os parâmetros urbanísticos especiais das ZOEs sejam definidos através de Projetos de Intervenção Urbana (PIUs). Os PIUs são estudos técnicos que embasam a proposição de parâmetros urbanísticos em perímetros específicos do território do município e, em determinados casos, de intervenções destinadas a desenvolver e melhorar as condições urbanas, ambientais e sociais no contexto urbano desses projetos.
O artigo 4º do Decreto Municipal nº 56.901/2016, que regulamenta os PIUs, traz a composição referencial do conteúdo desses projetos, englobando a Proposta de Ordenamento Urbanístico, a Modelagem Econômica, o Modelo de Gestão Democrática e demais itens que se façam necessários em cada caso. A partir desta composição básica, o processo específico de desenvolvimento de cada PIU revelará o conteúdo mais apropriado a suas características, apresentando os critérios adotados para a composição definitiva.
O Projeto de Intervenção Urbana do Hipódromo de Cidade Jardim – PIU Jockey Club, a ser apresentado neste volume, tem como objetivo a regulação dos parâmetros urbanísticos especiais aplicáveis na ZOE correspondente ao lote onde se situa este importante equipamento, possibilitando que seu ordenamento e desenvolvimento ocorra em consonância com a política urbana do município. Assim, o PIU Jockey Club não deve ser confundido com o licenciamento de um empreendimento concreto a ser implantado no Hipódromo de Cidade Jardim, mas sim como um processo técnico e participativo que definirá as regras para o desenvolvimento deste equipamento nos próximos anos.
O PIU Jockey Club é uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo que incidirá sobre um dos maiores equipamentos privados da cidade, cujas características funcionais, arquitetônicas, históricas e paisagísticas excepcionais são de interesse público, constituindo-se como um patrimônio paulistano e uma importante referência para a região onde se situa.
O PIU Jockey Club é desenvolvido conforme a estrutura definida no decreto regulamentador dos Projetos de Intervenção Urbana, estando previstas duas principais fases.
O início do processo se dá antes mesmo do desenvolvimento do PIU. A partir de uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo ou de um ente externo, que pode ser uma organização privada, da sociedade civil organizada ou mesmo de outra esfera de governo e, estando a área objeto da proposta enquadrada dentro das condições previstas na legislação para a realização deste tipo de projeto, é realizada uma fase prévia.
Nesta fase prévia, a Prefeitura ou o proponente externo apresentam um Diagnóstico Socio-territorial e Ambiental e o Programa de Interesse Público, buscando identificar as principais características da área e de seu entorno, as carências, qualidades e potencialidades e, a partir destas características, identificar qual é o programa do projeto, ou seja, qual é o papel daquela área, região ou equipamento para a cidade e quais seriam suas contribuições para o desenvolvimento urbano na escala do município ou do bairro. Esse conteúdo, chamado Elementos Prévios, é então submetido a uma Consulta Pública.
A partir dos elementos prévios e das contribuições recebidas nesta Consulta Pública inicial, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano avalia se o Projeto de Intervenção Urbana proposto é compatível com as diretrizes definidas no Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo – PDE (Lei nº16.050/2014) e decide se o projeto deverá ser desenvolvido ou arquivado.
Caso seja autorizado, tem-se início a segunda fase por meio da qual o PIU é desenvolvido e submetido a uma nova Consulta Pública, onde os parâmetros e intervenções propostas são apresentados e justificados para que a população possa opinar e contribuir para seu aperfeiçoamento. Esta fase pode ser realizada em uma única etapa ou quantas mais forem necessárias, de modo que, ao final, seja consolidado o documento técnico que apresenta as propostas do PIU, bem como a peça jurídica que possibilitará a aplicação das regras específicas e a implantação do programa de intervenções do projeto. A peça jurídica pode ser um Projeto de Lei ou um Decreto Municipal, ambos de iniciativa exclusiva do Poder Executivo Municipal, que define a modalidade mais adequada a cada PIU, conforme as regras vigentes na legislação e as melhores técnicas jurídicas.
Seguindo esse roteiro, o PIU Jockey Club teve início em outubro de 2019, com a determinação da Prefeitura para a elaboração dos elementos prévios pela equipe técnica da SP Urbanismo. A Consulta Pública Prévia foi realizada entre os dias 18 de outubro e 9 de novembro de 2019, tendo recebido 107 contribuições de 56 cidadãos e pode ser acessada em
Após analisar os elementos prévios e as contribuições recebidas, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano – SMDU autorizou o desenvolvimento do PIU Jockey Club em janeiro de 2020. No mesmo mês, foi constituído um Grupo Técnico composto por representantes de diversos órgãos municipais, com objetivo de discutir o conteúdo do PIU Jockey. Fazem parte deste grupo as Secretarias Municipais de Desenvolvimento Urbano, Cultura, Verde e Meio Ambiente, Transportes e Subprefeituras.
Dando sequência ao rito previsto no decreto regulamentador, a SP Urbanismo publicou em abril de 2020 no Diário oficial da Cidade – D.O.C., conforme as disposições do artigo 3º, as informações básicas do projeto a ser desenvolvido: o perímetro de intervenções, as características básicas da proposta e as fases de elaboração do projeto. Estas informações são apresentadas a seguir.
Em cumprimento à determinação do artigo 3º do Decreto 56.901/2016, foram publicadas no Diário Oficial da Cidade - DOC de 09 de abril de 2020 as informações contidas nos itens 2.1, 2.2 e 2.3 desta presente Seção. A publicação foi transcrita na íntegra nos itens seguintes, complementados por uma justificativa técnica para a adoção de uma nova estratégia para a disponibilização dos materiais de elaboração do PIU Jockey Club à segunda consulta pública.
A condição para demarcação do Hipódromo de Cidade Jardim como uma ZOE – Zona de Ocupação Especial - pela LPUOS (Lei nº 16.402/2016) é a excepcionalidade que caracteriza o equipamento, considerando aspectos históricos, funcionais, arquitetônicos, paisagísticos e ambientais, demandando, conforme determina o art. 15 desta lei, a instituição deste projeto de intervenção urbana para definição de seus parâmetros urbanísticos. Assim, o PIU Jockey Club terá um perímetro de regulação urbanística excepcional, correspondente ao próprio perímetro da ZOE, onde deverão ser definidos parâmetros urbanísticos adequados às diretrizes de desenvolvimento urbano do projeto e às características do equipamento.
O perímetro de intervenção do PIU Jockey Club deverá abarcar as áreas públicas do entorno do hipódromo em ambas as margens do Rio Pinheiros e junto às estações do metrô e da CPTM, possibilitando a implantação de melhoramentos urbanísticos, conforme o Mapa a seguir:
As propostas constituintes do PIU Jockey Club deverão ser compatíveis com a Política Urbana Municipal, buscando contribuir para a utilização mais intensiva o ordenada do Hipódromo de Cidade Jardim pela população, para o desenvolvimento urbano e ambiental da região e para o atendimento mais amplo das demandas da população.
As características básicas do PIU Jockey Club são as seguintes:
Os parâmetros urbanísticos aplicáveis à ZOE do Hipódromo de Cidade Jardim estarão limitados aos parâmetros definidos pelo Quadro 2A do Plano Diretor Estratégico – PDE (Lei nº 16.050/2014) para a Macroárea de Estruturação Metropolitana, subsetor Faria Lima/ Águas Espraiadas/ Chucri Zaidan. O PIU Jockey Club poderá definir parâmetros específicos de parcelamento, uso e ocupação do solo para diferentes setores inseridos no perímetro da ZOE, fundamentando e justificando suas implicações urbanísticas.
Tendo por base o Programa de Interesse Público e as contribuições do Processo participativo, o PIU deverá ser desenvolvido conforme as seguintes diretrizes:
Garantir a preservação do patrimônio histórico e dos atributos paisagísticos do hipódromo;
Preservar o funcionamento do hipódromo, possibilitando a inserção de novos usos que possam conviver com a atividade principal do turfe e dar maior dinamismo ao equipamento e ao entorno, ampliando sua utilização pela população fora dos períodos de treinamentos e corridas;
Possibilitar a transformação de áreas dissociadas do funcionamento do hipódromo, situadas no mesmo lote, preservando a qualidade urbana e ambiental do entorno e impedindo o agravamento dos padrões de incomodidade atuais em decorrência de novas atividades;
Possibilitar a qualificação da micro acessibilidade de pedestres e ciclistas no entorno, nas travessias e nos acessos ao Jockey Club, considerando a necessidade de promover transposições qualificadas sobre o Rio Pinheiros, a partir das estações Hebraica-Rebouças e Cidade Jardim da CPTM, e nos percursos entre o hipódromo, a Estação Butantã do Metrô, o Corredor da Av. Prof. Francisco Morato e os principais equipamentos da região;
Promover maior permeabilidade visual entre o hipódromo e o entorno e a ativação de fachadas na Av. Lineu de Paula Machado e na Rua Dr. José Augusto de Queiroz;
Possibilitar a ampliação dos serviços ambientais prestados pelo hipódromo à cidade, relativos a áreas verdes e soluções de drenagem;
Possibilitar a conexão entre o hipódromo e a margem oeste do Rio Pinheiros, contribuindo para a fruição pública do patrimônio ambiental da cidade.
O Projeto de Intervenção Urbana Hipódromo de Cidade Jardim – PIU Jockey Club - será conduzido pela SP URBANISMO em conformidade com as disposições do Decreto nº 56.901/2016, assegurando o processo participativo em todas as fases de elaboração do projeto.
A Etapa Prévia ao desenvolvimento do projeto foi realizada entre outubro e novembro de 2019. Após a autorização de SMDU e a publicação dos elementos constantes no Art. 3º do decreto regulamentador, o PIU Jockey Club será desenvolvido em duas etapas, com o seguinte conteúdo:
Fase | Conteúdo | Processo Participativo |
---|---|---|
1 | PIU – Proposta Preliminar: Ordenamento urbanístico, programa de intervenções, fases de implantação, parâmetros urbanísticos, instrumentos de gestão ambiental, modelagem econômica e modelo de gestão democrática | Consulta Pública. Diálogos temáticos |
2 | PIU – Proposta Final: Minuta de Decreto de regulação do perímetro e ajustes técnicos dos elementos constituintes do PIU | Consulta Pública. Diálogos colegiados. Reunião Devolutiva |
Na Etapa 1 será desenvolvida a proposta preliminar do PIU, conforme o conteúdo referencial presente no art. 4º do decreto regulamentador. Após novo ciclo de submissão à consulta pública, debates públicos e ajustes técnicos, as propostas que constituem o projeto serão revisadas e consolidadas em uma versão final do PIU, correspondente à Etapa 2.
As consultas públicas, realizadas por meios eletrônicos através da disponibilização do conteúdo na rede mundial de computadores – internet - serão divulgadas no portal da Prefeitura de São Paulo (http://www.capital.sp.gov.br/), na página da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano – SMDU (https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade
/secretarias/urbanismo/), e na plataforma Gestão Urbana SP (https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/). O conteúdo a ser publicado constará da integralidade dos estudos e propostas técnicas desenvolvidos para embasar a propositura dos parâmetros urbanísticos incidentes na ZOE do Hipódromo de Cidade Jardim, com linguagem acessível e simplificada, podendo ser apoiada por outros conteúdos que auxiliem na comunicação das propostas à população.
Os diálogos colegiados serão realizados com os conselhos municipais instituídos para a finalidade de discussão e fiscalização da política urbana municipal, o CMPU – Conselho Municipal de Política Urbana, de regulação urbanística, a CTLU – Câmara Técnica de Legislação Urbanística, e das políticas públicas municipais incidentes nos territórios das subprefeituras, o CPM-BT – Conselho Participativo Municipal da Subprefeitura do Butantã, o CADES-BT – Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Subprefeitura do Butantã. O desenvolvimento do projeto e o processo participativo poderão ainda demandar a oitiva de outros colegiados competentes.
Os diálogos temáticos serão realizados com:
As secretarias e demais órgãos municipais competentes, cujas atribuições se relacionem ao escopo de desenvolvimento do PIU Jockey Club, subsidiando a propositura conjunta de intervenções no âmbito do projeto ou o planejamento de políticas setoriais complementares ao PIU, incidentes no mesmo território;
Entidades de classe, associações de moradores e demais organizações participantes dos debates do projeto, subsidiando a propositura de intervenções que promovam o desenvolvimento urbano e ambiental sustentável e atendam de forma mais ampla as demandas da sociedade.
Toda a documentação técnica e relativa ao registro das reuniões, debates e contribuições individuais deverão ser publicadas na página do PIU Jockey Club no sítio eletrônico Gestão urbana SP (gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/piu-jockey-club/) e no Sistema de Monitoramento dos PIUs (gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/piu-monitoramento/), garantindo a necessária transparência ao processo.
(Fim da Publicação de 09 de abril de 2020)
Na publicação transcrita nos itens 2.1, 2.2 e 2.3 da presente Seção, o PIU Jockey Club seria elaborado em duas fases: Proposta Preliminar e Proposta Final. Nesta estrutura, o debate público abarcaria os parâmetros urbanísticos e o programa de intervenções, sendo este conteúdo revisto e reapresentado em conjunto com o decreto de regulação do perímetro na fase 2. No entanto, com o decorrer do processo de desenvolvimento do PIU, conforme se verá na Proposta de Ordenamento Urbanístico, algumas das premissas iniciais não se confirmaram e o programa de intervenções revelou-se inviável. Com isso, o PIU Jockey Club passou a tratar unicamente das diretrizes e parâmetros urbanísticos aplicáveis na ZOE do hipódromo, possibilitando que o respectivo decreto fosse apresentado à população em conjunto com a Proposta de Ordenamento Urbanístico do PIU, ou seja, mediante uma única fase que abarcasse tanto a formulação quanto a consolidação do PIU, sem prejuízo do procedimento cabível aos PIU nos termos do Decreto nº 56.901/2016.
Em função das mesmas motivações, o Perímetro de Intervenções, que no momento da publicação abarcava as áreas públicas do entorno do hipódromo em ambas as margens do Rio Pinheiros e junto às estações do metrô e da CPTM, perdeu sua função no projeto, já que não haverá mais um programa de intervenções como previsto nas diretrizes iniciais, e os recursos obtidos através da alienação da outorga do direito de construir serão revertidos em sua integralidade ao FUNDURB. Assim, o PIU Jockey passa a ter como único perímetro o de “Regulação Urbanística Excepcional”, indicado no mesmo mapa da publicação.
Destaca-se que esta alteração não traz prejuízos à discussão pública do projeto, pois a oferta de materiais contendo a íntegra do conteúdo específico deste PIU - conteúdo técnico urbanístico e econômico em conjunto com proposta de regulação mediante Decreto - permitirá maior foco na apresentação dos elementos do PIU para a população, favorecendo a compreensão sobre suas implicações regulatórias para o desenvolvimento do hipódromo e de seu entorno urbano, possibilitando assim que as contribuições do processo participativo sejam mais aprofundadas e assertivas.
As contribuições da população na Consulta Pública da Etapa Prévia trouxeram sugestões de atividades potenciais que possam funcionar de forma compatível com as atividades do hipódromo, como atividades culturais, educativas, de gastronomia e conveniência e, principalmente, a criação de um parque público. A melhoria das condições de acessibilidade de pedestres e ciclistas ao hipódromo também foi destacada, assim como as questões ambientais, com sugestões relativas à arborização, drenagem e à conexão do hipódromo com as margens do Rio Pinheiros.
Contudo, a maioria das contribuições alertaram para os impactos dos eventos realizados pelo Jockey Club de São Paulo no cotidiano dos moradores de residências vizinhas, com queixas relativas a ruídos, trânsito, insegurança e atividades ilícitas.
Assim, o desafio deste projeto consiste na formulação de propostas equilibradas entre parâmetros e intervenções que possibilitem o uso mais intensivo do hipódromo enquanto equipamento de interesse público para a cidade no contexto contemporâneo, além da compatibilidade com as características do entorno, buscando a diminuição dos conflitos atuais e o desenvolvimento urbano sustentável da região.
Com base nas informações dos diagnósticos, do Programa de Interesse Público e das contribuições da Etapa Prévia, a SP Urbanismo formulou a Proposta de Ordenamento Urbanístico, submetida à análise das secretarias participantes do Grupo Técnico do PIU Jockey.
A proposta de ordenamento urbanístico é o principal componente do Projeto de Intervenção Urbana, definindo as diretrizes e os parâmetros urbanísticos compatíveis com os cenários de transformação do Hipódromo de Cidade Jardim. Esta proposta está formulada a partir dos seguintes condicionantes: Situação Fundiária, Tombamento, Transferência de Potencial Construtivo e o Plano Diretor do Jockey Club de São Paulo.
O atual Jockey Club de São Paulo (JCSP) foi fundado em 14 de março 1875 como Clube de Corridas Paulistano, começando suas atividades no bairro da Mooca. Após a retificação do Rio Pinheiros a partir de 1928, teve início o processo de urbanização dos bairros do Butantã e Jardim Guedala, executados pela Companhia City a partir dos anos 1930. Nesta época, a Companhia doou ao Jockey, com interveniência da Prefeitura de São Paulo, o terreno de cerca de 600 mil m² na margem oeste do rio, com o objetivo de trazer uma opção de lazer atraente à elite paulistana e valorizar os novos bairros. Em 25 de janeiro 1941 foi inaugurado o Hipódromo de Cidade Jardim, concebido por Fábio Prado, prefeito da cidade e presidente do Jockey à época. Ao mesmo tempo, o JCSP doou o terreno na Mooca para o município.
Este histórico é relevante para o projeto porque explica em parte a viabilização da transferência do atual terreno do Hipódromo de Cidade Jardim à titularidade do JCSP, a qual acontecera mediante interveniência da Prefeitura de São Paulo que comprou a porção do terreno de propriedade do JCSP, e suas respectivas benfeitorias, em que estava instalado o antigo Hipódromo da Mooca. Tal condição, como se demonstrará adiante, é fundamental para a formulação de cenários no contexto de desenvolvimento deste projeto urbano. Os registros cartoriais do imóvel, destacados a seguir, trazem aspectos que subsidiam o desenvolvimento das propostas preliminares aqui apresentadas:
Transcrição 15.339 de 11/11/1936 (4º Oficial de Registro de Imóveis): Área do Terreno: 600.000 m²;
Transmitido da Companhia Cidade Jardim para o Jockey Club de São Paulo, com interveniência da Municipalidade de São Paulo e do Banco do Comércio e Indústria de São Paulo;
Averbação 11/11/1936: Consta do título de que a transmitente doou ao adquirente a área de 600.000,00 m² de terrenos acima descrita, para que sobre os mesmos o adquirente pudesse construir e manter o seu novo hipódromo, fazendo a construção com o produto da alienação, à Prefeitura, de tudo quanto, em bens e direitos ele possuía no hipódromo da Moóca, alienação essa que por preço correspondente ao custo do novo hipódromo. Em razão de tais condições de doação e da finalidade de uso da propriedade, consta na mesma averbação que o imóvel do Hipódromo de Cidade Jardim ficou “gravado com as cláusulas de inalienabilidade e impenhorabilidade, a fim de jamais responder pela solução de qualquer obrigação porventura assumida pelo Clube, a não ser que, com prévia anuência da Municipalidade, ele adquirente houver de assumir para uma eventual remoção do novo hipódromo para outro mais amplo, que, num futuro remoto, venha a ser exigido pelo desenvolvimento e progresso da cidade e pela necessidade de adoção de novas condições técnicas, porventura então existentes;”. A averbação ainda prevê que, “não obstante a indissolubilidade do Club adquirente expressamente estipulada em seus estatutos, se ainda assim um dia ocorrer a hipótese de dissolução legal, a parcela de seu patrimônio, então representada pelo novo hipódromo, com seus terrenos e edificações, reverterá para o patrimônio da Municipalidade de São Paulo”. Trata-se de averbação que replica as condições constantes no título de doação do terreno da Companhia City ao JCSP que interferem no exercício do direito de propriedade do Clube sobre a área do atual Hipódromo.
Demais Averbações de 16/10/1937 a 28/03/2001: após sucessivas supressões de área do imóvel para implantação e adequações geométricas do sistema viário da região, sua área remanescente foi retificada para 586.634,68 m².
Matrícula 194.337 de 16/06/2009 (18º CRI):
Área do Terreno: 586.634,68 m²;
Averbação 21 (24/10/2016): “... Declaração de Potencial Construtivo Passível de Transferência SMDU/DEUSO 0065/15 de 03/06/2015... com fundamento nos arts. 122 a 132 da Lei 16.050/2014, ... para constar que o imóvel objeto desta matrícula dispõe de 351.981,00 m² de POTENCIAL CONSTRUTIVO passível de transferência, originado sem a doação de terreno, visto o mesmo ser enquadrado como ZEPEC...”
O conjunto arquitetônico do Jockey Club de São Paulo foi tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) através da Resolução SC97/10, de 19/11/2010 e também pelo CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo), através da Resolução 05/2013. Os dois documentos destacam o papel arquitetônico, histórico e simbólico do Jockey Club para a cidade de São Paulo e descrevem os bens tombados, edificações cadastradas, áreas non aedificandi e área envoltória, conforme Mapa 2. Também são tombados os alto-relevos de autoria de Victor Brecheret incorporados ao prédio da arquibancada social e ao prédio do antigo vestiário de jockeys, este último não incluído no tombamento. Conforme expresso em ambas as resoluções, qualquer intervenção que se planeje realizar no interior e área envoltória do Jockey Club deve ser aprovada pelos órgãos de preservação.
As resoluções especificam 17 edificações ou conjuntos de edificações tombadas e 9 edificações ou conjuntos de edificações a serem cadastradas, especificando o escopo para tal feito. Todavia, não especificam se as edificações cadastradas devem ser necessariamente preservadas ou se podem ser modificadas ou mesmo demolidas. Há ainda um terceiro conjunto de edificações não mencionadas nas resoluções, sobre as quais este projeto considera que não incidem restrições quanto a eventuais alterações ou mesmo demolições. Para ambas categorias será necessária a realização de consultas aos respectivos órgãos para verificar o entendimento preliminar aqui exposto.
Além do tombamento do traçado da pista do hipódromo, as resoluções destacam a importância da preservação das características das áreas não edificadas situadas no miolo das pistas (denominada Pião do Prado) e na Vila Hípica, para preservar os visuais tomados a partir das arquibancadas e garantir a visibilidade das estruturas protegidas. Nestas áreas, não serão admitidas construções em sobressolo, excetuada a implantação de elementos de sinalização de práticas esportivas.
Como visto, as diretrizes de tombamento do conjunto do Jockey Club são determinantes para a proposta de ordenamento urbanístico do PIU, considerando as áreas que podem ser restauradas para possibilitar a implantação de novos usos, áreas onde não é permitido construir, áreas com significativas restrições a transformações e outras áreas que podem ter uma transformação mais significativa, incorporando novos usos e construções. A síntese das diretrizes de tombamento está expressa no Mapa 2 a seguir:
Com base em sua classificação como Zona Especial de Preservação Cultural – Bens Imóveis Representativos (ZEPEC-BIR), o Jockey Club de São Paulo solicitou à Prefeitura a emissão de uma Declaração de Potencial Construtivo Passível de Transferência, documento este que possibilita ao proprietário de um bem tombado ou de interesse de preservação cultural a transferência, mediante venda, do direito de construir do imóvel para outros imóveis na cidade. Trata-se da efetivação da Transferência do Direito de Construir - TDC, instrumento de política urbana trazido pelo Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001) e regulamentado pela Prefeitura de São Paulo por meio de seu atual Plano Diretor Estratégico (Lei nº 16.050/2014), e legislações municipais correlatas. Este instrumento possibilita que categorias de imóveis específicos, privados do exercício pleno do direito de construir - no caso de imóveis classificados como ZEPEC-BIR isso decorre das restrições construtivas oriundas do tombamento - possam obter recursos a partir da venda do potencial construtivo não utilizado no próprio imóvel para posterior aplicação do referido recurso no restauro e conservação do bem de interesse histórico. O montante de potencial construtivo passível de transferência, por sua vez, é calculado nos termos do art. 125 do PDE e constará, a pedido do proprietário, em uma Declaração de Potencial Passível de Transferência.
Conforme já exposto no item 4.1, o JCSP obteve a Declaração em junho de 2015, constando um total de 351.981,00 m² de potencial construtivo passível de transferência, originado sem a doação de terreno. A partir deste instrumento, o Jockey efetuou duas operações de transferência de potencial construtivo, cedendo 50.000 m² para diferentes imóveis:
PROCESSO ADMINISTRATIVO | Declaração de PCpT | Certidão de TPC | Data da Publicação | PCpT (m²) | Área Cedida (m²) | Saldo de PCpT (m²) |
---|---|---|---|---|---|---|
2012-0.237.770-6 | 065/15 | - | 10/06/2015 | 351.981.00 | 0 | 351.981,00 |
6068.2018/0001994-4 | 065A/18 | 024/18 | 22/12/2018 | 351.981,00 | 8.442,41 | 343.538,59 |
6066.2019/0005896-7 | 065B/19 | 023/19 | 14/12/2019 | 343.538,59 | 41.557,59 | 301.981,00 |
Conforme disposto no art. 124, § 3º do PDE, “quando o potencial construtivo passível de transferência ultrapassar 50.000m² (cinquenta mil metros quadrados), a transferência do que exceder este limite se dará de forma gradativa em dez parcelas anuais, incluindo as declarações já emitidas anteriormente a publicação desta lei.”
Destaca-se que a Declaração do atual terreno do Hipódromo de Cidade Jardim foi emitida antes da entrada em vigor da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo do Município (Lei nº 16.402/2016) e que, portanto, não recebeu os Fatores de Incentivos definidos pelo art. 24 da referida lei, adotando-se, para fins do cálculo de seu potencial passível de transferência, o Fator de Incentivo igual à 1,0 (um) conforme determinava o art. 125, “caput” do PDE.
O Plano Diretor do Jockey Club de São Paulo foi desenvolvido como uma das ações necessárias para a obtenção da Declaração de Potencial Construtivo Passível de Transferência, vinculada à assunção de obrigações pelo proprietário quanto ao restauro e preservação de bens imóveis protegidos.
O Plano apresenta um histórico da instituição, do turfe e da criação do Hipódromo de Cidade Jardim, relatando a perda de popularidade do esporte e das receitas de apostas (poules), bem como as ações estratégicas previstas para sua recuperação financeira e o restauro dos edifícios e infraestrutura do hipódromo. O Plano mostra os eventos já realizados no local, como shows, festas e exposições, inseridos em uma visão estratégica de longo prazo que projeta a introdução de novos usos diversificados, simultaneamente à permanência das atividades do turfe, configurando no local um centro de entretenimento multifuncional. Esta visão estratégica, por sua vez, tem como referência experiências bem sucedidas em países como Austrália e Argentina, onde as corridas de cavalo são o ápice de roteiros de entretenimento que incluem gastronomia, cultura, jogos e compras.
O Plano traz também um levantamento detalhado dos edifícios e outros elementos existentes no hipódromo, seu uso pretérito, atual e futuro, a indicação de fluxos de circulação do público, de logística e bolsões de estacionamento, entre outras informações que possibilitam uma compreensão sobre o funcionamento do hipódromo, e que subsidiaram a proposta de setorização do hipódromo.
O partido urbanístico pode ser definido como o conjunto de decisões ou escolhas da equipe técnica para responder aos aspectos trazidos pelos diagnósticos e programa de interesse público, tendo como base os condicionantes do projeto, o panorama fundiário e as estratégias de desenvolvimento urbano presentes no Plano Diretor Estratégico - PDE.
O partido para o PIU Jockey Club parte de três pilares: a Macroárea de Estruturação Metropolitana (MEM), as características do hipódromo e as características do contexto urbano.
A Macroárea de Estruturação Metropolitana – MEM – é uma das oito macroáreas que representam a estratégia de ordenamento territorial do PDE. Em cada uma dessas macroáreas, estão definidos diferentes objetivos que norteiam seu desenvolvimento a longo prazo, considerando seus desafios e papéis dentro de uma estratégia de desenvolvimento urbano sustentável que engloba o conjunto da cidade, buscando a melhoria das condições urbanas, sociais, ambientais, econômicas, de infraestrutura e de mobilidade, entre outras.
A MEM é um território cujo desenvolvimento esteve historicamente ligado às orlas fluviais e ferroviárias da cidade e à formação das principais áreas industriais, concentrando atividades e elementos de infraestrutura de importância metropolitana. Este território, em sua maioria, possui baixas densidades populacionais e passa, há algumas décadas, por processos de transformação das atividades econômicas, constituindo-se como uma das regiões prioritárias para o desenvolvimento da cidade nos próximos anos. Nesta macroárea, os objetivos de desenvolvimento indicam que a infraestrutura existente deve ter um maior aproveitamento, com maior adensamento populacional, buscando equilibrar a relação entre moradias e postos de trabalho e qualificar os espaços públicos e o meio ambiente.
Na região do Hipódromo de Cidade Jardim, onde bairros jardins exclusivamente residenciais se mesclam a centralidades de negócios, comércio e serviços, em meio a importantes avenidas e à rede estrutural de transportes públicos, esses objetivos se traduzem na possibilidade de ampliar as densidades e as atividades não residenciais e preservar sua qualidade ambiental.
O Hipódromo de Cidade Jardim, a exemplo de seus congêneres, é um equipamento de grande escala, com características volumétricas, funcionais e logísticas muito diversas entre os diversos locais que abriga. A interdependência funcional entre as cocheiras e áreas de apoio, as tribunas e outras áreas de recepção do público e das pistas de corridas determina que este conjunto permaneça coeso para que o hipódromo continue funcionando, mesmo em um contexto de convivência com outras atividades, limitando, por exemplo, as possibilidades de subdivisão da área. Por outro lado, existem áreas atualmente desativadas ou cujo uso atual não possui um vínculo funcional direto com o hipódromo, sendo estas as áreas propícias para recepcionar transformações mais intensivas no conjunto.
Assim, as características do hipódromo determinam a necessidade de definição de diferentes estratégias para seus diferentes locais, coordenadas para que o conjunto deste equipamento possa preservar suas características funcionais e históricas, ao mesmo tempo em que possa se adequar às dinâmicas contemporâneas da cidade.
As características do contexto urbano indicam que as transformações no hipódromo sejam compatíveis com as particularidades do entorno, de modo que, ao mesmo tempo em que permitam que o equipamento se integre mais às dinâmicas urbanas locais e se torne menos hermético, esta integração ocorra de modo controlado, inibindo conflitos potenciais de convivência com as zonas exclusivamente residenciais e considerando as características da paisagem natural e construída local.
Assim, os parâmetros a serem definidos serão particularizados, buscando articular-se tanto com as áreas residenciais situadas a oeste e sul do hipódromo, quanto ao corredor de serviços da Av. Lineu de Paula Machado e ao eixo estrutural do corredor Francisco Morato – Eusébio Matoso.
A partir das diretrizes do partido urbanístico, foram avaliadas as diferentes áreas que compõem o Hipódromo de Cidade Jardim, bem como sua potencial articulação com o entorno e contribuição para os objetivos de desenvolvimento da Macroárea de Estruturação Metropolitana. Tal avaliação resultou na definição de setores e subsetores, apresentados a seguir.
O espaço do Hipódromo é composto por áreas bastante diversas. Há o grande espaço livre formado pelas pistas de grama e areia - onde ocorrem as corridas de cavalos e atividades de treinamento - e pelo Pião do Prado - o vazio central gramado onde se localiza o placar ou quadro de rateios das apostas. O público em geral circula entre o Estacionamento dos Eucaliptos e o complexo formado pelas tribunas, onde se localizam os acessos principais, as arquibancadas, restaurantes e salões nobres, o Paddock, o Tatersal, e as bilheterias de apostas ou “casas de poules”. Para dar suporte às atividades do turfe, a Vila Hípica possui 86 conjuntos de cocheiras, alojamentos para jockeys e funcionários, escola para jockeys, áreas de manutenção, centro veterinário, selaria, ferraria, crematório, farmácia, armazém e áreas administrativas. As Sedes social e esportiva do Jockey Club também estão instaladas no hipódromo, estando distribuídas em salões das tribunas, em edifícios de menor porte situados na Av. Lineu de Paula Machado, e em áreas livres que abrigam campos gramados, quadras e piscinas. Associações e agremiações diversas ligadas ao turfe ocupam edifícios de menor porte, situados entre a Vila Hípica e as tribunas. Os estacionamentos, todos implantados a céu aberto, são compostos por oito bolsões, totalizando cerca de 2.000 vagas. O maior é o Estacionamento dos Eucaliptos, localizado na Rua José Augusto de Queiroz, com cerca de 800 vagas. Os demais bolsões estão dispersos entre a Vila Hípica e as tribunas, com cerca de 1.200 vagas, Os acessos do público ao hipódromo e aos eventos, bem como dos associados ao clube, acontece pela Av. Lineu de Paula Machado e pela Rua José Augusto de Queiroz. O acesso à Vila Hípica se dá pela Rua Bento Frias e as operações logísticas (transporte de animais, montagem e desmontagem de eventos, manutenção, carga e descarga) se dão pelas ruas José Augusto de Queiroz e Bento Frias.
A partir do reconhecimento das áreas internas do hipódromo, foi possível distinguir dois grupos. O primeiro, denominado Setor de Preservação, corresponde a 83% da área do terreno do hipódromo e compreende as áreas funcionalmente ativas e diretamente utilizadas para as atividades do turfe, além de outras atividades do Jockey Club de São Paulo, com presença marcante de edifícios históricos e espaços livres preservados pelas resoluções de tombamento vigentes, que configuram os usos principais do equipamento. O segundo, denominado Setor de Transformação, corresponde a 17% da área do terreno do hipódromo e compreende as áreas funcionalmente dissociadas das atividades do turfe, as quais poderão ser transformadas urbanisticamente sem prejuízo do funcionamento do equipamento e das disposições das resoluções de tombamento, contribuindo para o maior aproveitamento do solo urbano na Macroárea de Estruturação Metropolitana e para a diversificação de usos no entorno.
Os objetivos específicos a serem alcançados no Setor de Preservação são:
Os objetivos específicos a serem alcançados no Setor de Transformação são:
A partir da definição dos setores de preservação e transformação, foram avaliados pormenores relativos a barreiras físicas e funcionais, aos edifícios e espaços livres, aos acessos e relações com o entorno e aos cenários de transformação, redundando na formulação da presente proposta de subdivisão dos setores em sete subsetores: Pistas de Corrida, Pião do Prado, Tribunas, Vila Hípica, Lineu de Paula Machado, José Augusto de Queiroz e Eusébio Matoso.
Como referência geral, a linha divisória entre o Subsetor Pistas de Corrida e os demais subsetores corresponde a uma ampliação em 5m do limite externo da pista de grama, de modo a afastar o limite físico das pistas de eventuais elementos de vedação que venham a ser implantados entre os subsetores. Quando os demais subsetores possuem edificações implantadas a distâncias menores que esta, prevalecem as edificações, como por exemplo nos subsetores Vila Hípica e Tribunas. Outras exceções à regra geral são a extensão do Subsetor Pistas até o limite nordeste do lote, onde se encontra o muro de vedação da Av. Magalhães de Castro (Marginal Pinheiros), e o limite da área de preservação permanente (APP) de 100m a partir da borda do leito regular do Rio Pinheiros, conforme disposições do art. 4º, alínea “c” do Código Florestal (Lei Federal nº12.651/2012), que define um dos limites entre os subsetores Pistas de Corrida e José Augusto de Queiroz. O limite físico entre a Tribuna Especial e o Clube define a divisão entre os subsetores Lineu de Paula Machado e Tribunas. As edificações secundárias que compõem o conjunto tombado do Subsetor Tribunas, como a Portaria do Estacionamento dos Eucaliptos e a Ducha de Cavalos, definem o limite entre os subsetores Tribunas e José Augusto de Queiroz. Por fim, os limites físicos dos conjuntos de cocheiras definem as divisões entre os subsetores Eusébio Matoso, Vila Hípica e Lineu de Paula Machado. As diretrizes para cada subsetor estão descritas a seguir:
1. Subsetor Pistas de Corridas: principal componente de hipódromo, palco das corridas de cavalos e grande espaço vazio estruturador do equipamento. São quatro pistas: uma externa, de grama e três de areia (sendo duas para treino), formando anéis circunscritos um ao outro. Este subsetor não inclui o “miolo” das pistas, que se constitui em outro subsetor, denominado “Pião do Prado”. Mais ao norte, no espaço entre as pistas de areia, há a piscina para fisioterapia dos cavalos e dois picadeiros utilizados para exercício e doma dos potros. Além de indissolúvel em termos de funcionamento, este subsetor condiciona a distribuição de todos os demais no hipódromo. As resoluções de tombamento o definem como área non aedificandi em sobressolo, possibilitando um eventual aproveitamento do subsolo, sem prejuízo da funcionalidade principal.
2. Subsetor Pião do Prado espaço livre que compreende o anel interno da pista de corridas, onde está instalado o Quadro de rateios e equipamentos de infraestrutura do hipódromo. As resoluções de tombamento a classificam como área non aedificandi em sobressolo, com o objetivo de preservar a visão completa das pistas pelo público a partir das tribunas durante as corridas. Portanto deve-se manter como área livre, dedicada à preservação da ambiência do hipódromo e da paisagem. Há potencial para aproveitamento como área de lazer e prática de esportes de associados e, eventualmente, do público, fora do período de realização de treinos e corridas e sem que o acesso prejudique as pistas. A área também pode continuar prestando relevantes serviços ambientais para detenção e absorção de águas pluviais. A possibilidade de transformações permanentes está limitada a construções em subsolo, sem prejuízo da funcionalidade principal.
3. Subsetor Tribunas: compreende os principais edifícios históricos do hipódromo, projetadas por Elisiário Bahiana, como os edifícios das Tribunas, Paddock e Tatersal, entre outros. São ainda hoje utilizados pelo Jockey Club, tanto para as atividades ligadas ao turfe, como para eventos não relacionados, além de abrigar os restaurantes hoje existentes. As edificações devem ser todas preservadas, ainda que seu uso possa ser transformado para se adaptar ao novo perfil multifuncional do conjunto. As áreas livres, situadas entre a Av. Lineu de Paula Machado e a pista do hipódromo também podem ter um aproveitamento mais nobre, substituindo áreas de estacionamento por atividades de cultura, lazer e gastronomia, por exemplo. Considerando sua localização e visuais privilegiadas, são áreas fundamentais para a qualificação e dinamização do conjunto. Neste subsetor também existem oportunidades de demolição de muros em trechos do perímetro, possibilitando maior amplitude visual do marcante conjunto de edifícios.
4. Subsetor Vila Hípica abarca o conjunto de cocheiras, edifício administrativo, clínica veterinária e demais usos de apoio ao turfe, implantados em edificações tombadas. Esse subsetor deve ser inteiramente preservado como patrimônio construído, sendo uma área fundamental para o funcionamento do hipódromo. Conforme indicado no Plano Diretor do Jockey, atualmente possui grande ociosidade pela redução do plantel de animais, o que indica que pode receber outras atividades compatíveis com as características dos edifícios existentes, com configuração pavilhonar de piso único, tais como equipamentos culturais, oficinas, eventos, atividades socioeducativas e de qualificação profissional, além de áreas administrativas e de apoio ao funcionamento do conjunto. Além da preservação e restauração, a adaptação dos edifícios deste subsetor para novas atividades pode demandar a instalação de novas infraestruturas e a reformulação dos espaços interiores.
5. Subsetor Lineu de Paula Machado em posição central no conjunto e situado entre a Av. Lineu de Paula Machado e a pista do hipódromo, é um subsetor onde estão implantadas edificações tombadas, como o antigo Ambulatório (que nos últimos anos tem abrigado a exposição Casa Cor) e a Caixa d’Água, juntamente com edificações registradas e edificações não mencionadas nas resoluções de tombamento. É também onde se encontra o clube e suas áreas esportivas, além de pequenos bolsões de estacionamento. Hoje a avenida não possui nenhum atrativo que dinamize sua frequência e crie alguma movimentação de pedestres. Do lado do hipódromo são quase 1.400 metros de muros, com poucos pontos de contato com a avenida. Do outro lado, conformando a borda da ZER (Zona Exclusivamente Residencial) encontram-se imóveis não residenciais classificados como ZCOR2 (Zona Corredor 2). Na maioria dos casos, são antigas residências que tiveram seu uso alterado para atividades relacionadas ao setor de serviços, mas que também não propiciam atratividade e movimento à avenida. Muitos desses imóveis encontram-se subutilizados, à venda ou disponíveis para aluguel. A proposta para esse subsetor é permitir uma transformação controlada no lado do hipódromo, possibilitando a implantação de novos edifícios ou a transformação dos existentes, voltados diretamente para a avenida para criar atratividade e movimento, fazendo com que o conjunto se relacione com maior intensidade com o bairro e contribuindo para trazer mais segurança ao entorno nos períodos em que a maioria dos moradores está ausente. A possibilidade da demolição dos muros, substituindo-os por gradis ou outras barreiras permeáveis visualmente também é importante para aproximar o conjunto do Jockey do bairro e qualificar a paisagem da Av. Lineu de Paula Machado.
6. Subsetor Eusébio Matoso compreende a área relativa ao conjunto de cocheiras mais ao norte do Jockey, próximo ao encontro das avenidas Lineu de Paula Machado, Eusébio Matoso, Prof. Francisco Morato e Vital Brasil. É o ponto de melhor acessibilidade do Jockey, a 550 metros da estação Butantã do Metrô (Linha 4 – Amarela), próximo à estação Hebraica-Rebouças da CPTM (Linha 9 – Esmeralda) e a poucos metros da Parada Vital Brasil do Corredor Campo Limpo – Rebouças – Centro da SPTrans, situado na Av. Prof. Francisco Morato. Pela proximidade com o corredor de ônibus e pelo fato das edificações constarem apenas como registradas nas resoluções de tombamento – o que possibilita sua transformação –, o Subsetor poderia receber parâmetros similares aos da ZEU (Zona Eixo de Estruturação da Transformação Urbana) vizinha, compatibilizando-o ao entorno, com ocupação mais intensa do solo, maior diversidade de usos e buscando promover a qualificação dos espaços públicos de modo articulado ao sistema de transporte público coletivo.
7. Subsetor José Augusto de Queiroz localizado na extremidade sul do lote, é composto pelo chamado Estacionamento dos Eucaliptos (800 vagas), que margeia o terreno junto à R. Dr. José Augusto de Queiroz, e pela área livre de formato triangular situada entre o estacionamento e a pista do hipódromo. O subsetor é o mais próximo da Ponte Engenheiro Roberto Rossi Zuccolo (Cidade Jardim), da estação Cidade Jardim da CPTM (Linha 9 – Esmeralda) e do Parque do Povo. Ao mesmo tempo em que se constitui atualmente como o principal acesso de veículos ao conjunto, é um subsetor que demanda intervenções que contribuam para a mitigação do impacto de vizinhança do hipódromo à zona exclusivamente residencial próxima. Nesse subsetor, encontra-se outra área passível de transformação mais intensa, que pode recepcionar empreendimentos que tragam diversidade de usos e maior densidade construtiva, afastados das residências para uma inserção sensível à vizinhança e à ambiência do conjunto do hipódromo, com preservação da vegetação existente.
As áreas e distribuição dos setores e subsetores é a seguinte:
Setor | Subsetor | Área (m²) | Distribuição (%) | ||
---|---|---|---|---|---|
Setor | Subsetor | Setor | Subsetor | ||
Preservação | Pistas de Corrida | 486.906,79 | 252.252,91 | 83 | 43 |
Pião do Prado | 99.727,90 | 17 | |||
Tribunas | 52.797,12 | 9 | |||
Vila Hípica | 82.128,86 | 14 | |||
Transformação | Lineu de Paula Machado | 99.727,89 | 46.930,77 | 17 | 8 |
José Augusto de Queiroz | 41.064,43 | 7 | |||
Eusébio Matoso | 11.732,69 | 2 | |||
Total | 586.634,68 | 100 |
A partir das contribuições da população na Etapa Prévia, a proposta inicial do PIU Jockey Club considerava a hipótese de implantação de um parque público no Subsetor Pião do Prado, cuja utilização se daria fora dos períodos de realização de treinos e corridas. Além de Pião do Prado, que abrigaria campos, quadras e pistas de corrida, o novo parque demandaria a utilização de áreas situadas nos subsetores Lineu de Paula Machado e José Augusto de Queiroz, para a implantação de edificações (administração, sanitários, vestiários, etc), áreas livres com vegetação arbórea e acessos exclusivos.
Em decorrência do aumento da frequência da população ao conjunto do hipódromo, estavam previstas intervenções urbanísticas associadas à melhoria da acessibilidade por pedestres e ciclistas a partir das estações metro-ferroviárias e da infraestrutura cicloviária existente. Este programa de intervenções seria suportado por receitas provenientes da venda de potencial construtivo adicional (PCA) aos setores de transformação do PIU, alocados em uma conta segregada do Fundurb.
Esta proposta inicial foi a base para as discussões do Grupo Técnico Intersecretarial formado pelas Secretarias de Desenvolvimento Urbano, Verde e Meio Ambiente, Cultura, Transportes e de Subprefeituras, cujas principais contribuições estão sintetizadas a seguir:
O encaminhamento jurídico deste PIU poderá ser realizado via decreto, estando assim limitado ao coeficiente de aproveitamento máximo da MEM (2,0), conforme dispõe o art. 15, § 1º da Lei de Zoneamento. Eventuais intervenções deverão ser custeadas por recursos privados, sem utilização de recursos públicos, considerando que os recursos do Fundurb devem ser empregados prioritariamente em regiões com maior vulnerabilidade social, maiores carências de infraestrutura urbana e fragilidades ambientais.
A Declaração de Potencial Construtivo passível de Transferência do Jockey está vinculada à integralidade do lote original do hipódromo, de modo que, caso haja parcelamento, o documento deverá ser reeditado para os novos lotes desmembrados, tendo em vista a alteração da condição fática que culminou no cálculo do Potencial transferível realizado em 2015.
O Hipódromo de Cidade Jardim não é uma área definida pelo PDE para implantação de parque público e os distritos do Morumbi e Butantã, onde o equipamento está inserido, estão entre as que detém os melhores indicadores ambientais da cidade. Por outro lado, o hipódromo é, reconhecidamente, uma área de interesse ambiental e paisagístico do município, com potencial de utilização pela população através da fruição pública de determinadas áreas. No entanto, em relação à proposta de implantação de um parque público, o Grupo avaliou que os eventos do turfe coincidem com os dias e horários de maior utilização dos parques municipais, diminuindo o alcance de sua frequência por um público mais amplo. Além disso, avaliou que a implantação e gestão de um parque público no local seria inviável, considerando as condições geológicas da área e as restrições das resoluções de tombamento, que restringem o plantio de vegetação arbórea e a construção de edificações no Pião do Prado.
Em relação às diretrizes de tombamento, destaca-se que o conceito de preservação deve compreender o uso compatível e contemporâneo do equipamento. Outra questão fundamental trazida é que os gabaritos dos edifícios nos setores de transformação não podem causar acanhamento do conjunto histórico do hipódromo.
As transformações previstas no hipódromo podem ser positivas para a região, desde que sejam bem equacionadas as relações de vizinhança e a articulação com os sistemas de transportes.
A partir destas contribuições e considerando as competências finalísticas das secretarias consultadas na matéria em que se manifestaram, a SP Urbanismo revisou as propostas do projeto, abandonando a proposta do parque público e, consequentemente, do programa de intervenções. Assim, no PIU Jockey Club o cerne do interesse público, que por sua vez justifica a continuidade da elaboração do presente PIU, passou a ter com objeto a definição dos parâmetros urbanísticos para a ZOE do Hipódromo de Cidade Jardim e a destinação dos recursos da venda do PCA dos setores de transformação para a conta geral do FUNDURB.
O PIU Jockey Club tem como característica a regulação de uma ZOE (Zona de Ocupação Especial) incidente sobre um relevante equipamento privado, cujo interesse público reside na preservação do hipódromo e de seus atributos históricos, arquitetônicos e paisagísticos. Conforme proposto no Programa de Interesse Público e manifestado nas contribuições recebidas na primeira Consulta Pública, este projeto traz a oportunidade deste equipamento ampliar seu interesse público, intensificando sua utilidade e atratividade para a população através da introdução de novas atividades que possam conviver com as atividades do turfe promovidas pelo Jockey Club de São Paulo, visto que estas ocorrem atualmente com menor intensidade do que no passado. Pelo porte e características da área, as áreas de interesse de preservação histórica e paisagística podem ser combinadas a outras que possam se transformar para intensificar o aproveitamento do conjunto, tornando-o mais diversificado e dinâmico e contribuindo diretamente para a qualificação urbana do entorno.
Considerando que o cumprimento da função social da propriedade desta área se relaciona justamente com essas possibilidades de uso mais intensivo, tanto do solo urbano, quanto em relação à frequência do equipamento, é importante que tais transformações ocorram mesmo na hipótese de impossibilidade de parcelamento da gleba, desde que atendam às diferentes diretrizes e parâmetros definidos para cada subsetor. Este é o conceito conhecido como “lote virtual”. No entanto, caso o Jockey Club consiga parcelar porções do lote - possibilidade esta que poderá ser melhor viabilizada a depender do afastamento das cláusulas de inalienabilidade e impenhorabilidade gravadas na Matrícula do lote - os mesmos parâmetros já definidos por subsetor permanecerão vigentes para os novos lotes frutos do desmembramento, somando-se a outros dispositivos exclusivos desse cenário, com a destinação de áreas
Em relação à alienação de partes da área, também é possível imaginar cenários diversos que considerem a condição fundiária atual. As condições definidas na matrícula do imóvel - notadamente as cláusulas de inalienabilidade e impenhorabilidade do bem - visam garantir e estão relacionadas à manutenção do equipamento do Hipódromo de Cidade Jardim, de modo a preservar as atividades ali desempenhadas pelo Jockey Club de São Paulo. Outra condição colocada na matrícula se refere à possibilidade de transferência do imóvel no qual se localiza o Hipódromo à Municipalidade, condição esta que se concretizará em caso de dissolução legal do Jockey Club de São Paulo enquanto uma associação civil sem fins lucrativos, ou seja, caso as funções precípuas de funcionamento do Jockey percam sua razão de ser ou deixem de existir.
Neste sentido, é relevante tratar a possibilidade de venda de parcelas do hipódromo sem desconsiderar a preservação das áreas funcionais que originaram o surgimento das cláusulas de inalienabilidade e impenhorabilidade e que garantem a manutenção da função social pública do Jockey Club enquanto entidade. Logo, acreditamos ser possível tanto a implantação de novos edifícios no setor de transformação (dissociadas da atividade principal do Hipódromo e sem transferência da propriedade do Jockey Club), cujas unidades serão disponibilizadas ao mercado consumidor mediante locação (empreendimentos de renda). Da mesma forma, seria possível considerar, na hipótese de o Jockey Club conseguir a autorização necessária para alienar o todo ou parcelas de seu imóvel, que as mesmas unidades pudessem ser vendidas livremente ao mercado. Dessa maneira, a proposta urbanística visa garantir a edificação de novos empreendimentos nas áreas dissociadas do setor de preservação independentemente do afastamento do ônus de inalienabilidade constante na matrícula do Hipódromo.
Em relação à transferência de potencial construtivo, como o potencial passível de transferência da declaração atual em posse do Jockey é maior que o potencial a que teria direito pela legislação vigente pós 2016, dada a entrada em vigor de novos Fatores de Incentivo, e pelos parâmetros definidos neste PIU, a modelagem econômica indica que a maior probabilidade é que o Jockey transfira este potencial por, pelo menos, os próximos dez anos, até que se esgote. Caso opte pelo cenário menos provável de parcelar a área enquanto ainda detém saldo de potencial transferível, terá este potencial recalculado nos termos da legislação vigente, com o desconto do potencial já transferido e já incorporado em outros imóveis localizados no município de São Paulo.
Em relação ao acesso do público a áreas do conjunto do hipódromo, parece haver uma grande compatibilidade entre os objetivos de transformação do conjunto do hipódromo em um centro de entretenimento multifuncional e o dispositivo da fruição pública, ampliando a atratividade da área para a população e possibilitando que o Jockey se beneficie dos incentivos urbanísticos previstos na legislação.
Como o Plano Diretor do Jockey 2013-2024 não indica um cronograma de quando a instituição pretende transformar os diversos espaços que compõem o hipódromo, os cenários descritos neste item demonstram como o PIU foi estruturado para responder a diversas hipóteses de desenvolvimento do conjunto no tempo, com diversas combinações possíveis entre a configuração fundiária, transferência de potencial, usos e produtos imobiliários, entre outras variáveis, possibilitando uma flexibilidade de escolhas à instituição conforme suas prioridades, ao mesmo tempo em que garante que tais transformações ocorram em consonância com as diretrizes de desenvolvimento urbano do PDE e características do entorno.
A área do Hipódromo de Cidade Jardim é constituída, atualmente, por um único lote com 586.634,68 m² (área matrícula) ou 617.971 m² (área conforme o Mapa Digital da Cidade - MDC). Com objetivo de compatibilizar os parâmetros aos dados utilizados para os cálculos da transferência do direito de construir (TDC), o PIU Jockey adotou a área da matrícula, definindo as áreas dos setores e subsetores a partir da proporção aferida nos programas de geoprocessamento utilizados para a execução dos mapas deste projeto.
A Lei de Zoneamento ou Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo – LPUOS (Lei nº 16.402/2016) prevê o parcelamento de áreas acima de 20.000m², com destinação de 30 a 40% de área pública. No entanto, em uma ZOE (Zona de Ocupação Especial) como o Jockey Club, conforme o art. 42 da LPUOS, este parâmetro de lote máximo não é aplicável, tendo em vista as particularidades do equipamento (hipódromo), do terreno e de seu conjunto construído, não se vislumbrando a possibilidade de um parcelamento tradicional do terreno, com abertura de novas vias e destinação de áreas verdes e institucionais.
A escala e implantação em um lote único são compatíveis com as características do hipódromo, que demanda extensas áreas livres de pistas e treinamento conectadas a áreas edificadas com funções ligadas ao turfe, como abrigo, tratamento e cuidado com os animais, alojamentos e vestiário para os jockeys, tribunas, áreas para apostas, leilões, eventos sociais e restaurantes, entre outras.
O projeto aponta para transformações mais intensivas no Subsetor Eusébio Matoso, combinadas a transformações mais restritas nos subsetores José Augusto de Queiroz e Lineu de Paula Machado e ao restauro e retrofit de edifícios dos subsetores Tribunas e Vila Hípica. Conforme já exposto, tais transformações podem ocorrer mesmo em um lote único, com parâmetros específicos aplicados a cada subsetor, como se cada um destes subsetores estivesse constituído em um lote diferente (lote virtual). Conforme as diretrizes definidas neste PIU, os novos empreendimentos que venham a ser implantados devem, necessariamente, estar implantados em um único subsetor, estando dispensados do atendimento das dimensões máximas de lote estabelecidas ordinariamente nos termos do artigo 42 da LPUOS, recebendo novas dimensões de área máxima de lote ajustáveis à característica desta ZOE
Na hipótese de o Jockey Club conseguir a autorização necessária para parcelar porções do lote, este parcelamento deverá ocorrer, primeiramente, através da modalidade desmembramento, mantendo a subdivisão dos setores e subsetores definidos no PIU, possibilitando a manutenção da coesão interna necessária ao funcionamento das atividades de cada subsetor e necessárias à preservação das atividades associadas ao turfe.
Após o desmembramento, o parcelamento poderá ocorrer em fases, mediante Plano Integrado, de modo que cada subsetor possa se desenvolver a seu tempo, dentro de uma ordem geral. Os subsetores dentro do setor de transformação deverão ser loteados, prevendo a destinação de áreas públicas para implantação de áreas verdes, sistema viário e áreas sem afetação definida, observando os limites máximos relativos à frente e área, conforme o Quadro 4 a seguir.
Subsetor |
Percentual Mínimo de Destinação de área pública (%) | Dimensão Máxima de lote | |
Frente máxima (m) | Área máxima (m²) | ||
Eusébio Matoso | 15 | 200 | 10.000 |
Lineu de Paula Machado | 25 | 20.000 | |
José Augusto de Queiroz | 30 |
As áreas públicas a serem destinadas deverão atender às seguintes diretrizes urbanísticas específicas:
As áreas públicas não especificadas acima não têm afetação de destinação previamente definida e deverão ser avaliadas no ato do licenciamento para definição de seu aproveitamento como áreas institucionais, verdes ou sistema viário, devendo atender as regras constantes nos artigos 46 e 47 da LPUOS.
No Subsetor Eusébio Matoso, a abertura de uma via local, de uso exclusivo para pedestres e ciclistas, contribuirá para ampliar a permeabilidade da área aos fluxos de mobilidade ativa, sem prejudicar a dinâmica de circulação de veículos da Rua Bento Frias, já muito carregada entre as Avenidas Magalhães de Castro (Marginal Pinheiros) e Eusébio Matoso.
No Subsetor José Augusto de Queiroz, o alargamento em 10 metros no trecho entre as Ruas Fonseca Teixeira e Itapê-Açú possibilitará a separação entre os fluxos de passagem entre as Avenidas Magalhães de Castro e Lineu de Paula Machado, e os fluxos internos do bolsão residencial, contribuindo ainda para uma melhor operação da CET em ocasiões de eventos e para a qualificação urbana local, com o alargamento de calçadas e implantação de um canteiro arborizado para separação dos fluxos.
Neste mesmo Subsetor, a maior parte da destinação prevista possibilitará a implantação de uma praça, com preservação da vegetação arbórea existente e a instalação de áreas de prática esportiva e de lazer. Combinada à área de fruição pública da porção privada deste subsetor, esta área verde formará uma faixa de transição entre o conjunto do Jockey e o entorno residencial, mantendo a qualidade ambiental existente e contribuindo para a diminuição do impacto de vizinhança.
No Subsetor Lineu de Paula Machado, a implantação de uma praça, situada no eixo da Praça Professor Cardim, entre as atuais instalações da área esportiva do Jockey Club e o edifício do antigo Ambulatório, contribuirá para a integração física e funcional de duas áreas que já possuem uma integração ambiental, considerando a vegetação arbórea de porte que funciona como um corredor de fauna entre o hipódromo e o bairro de Cidade Jardim.
Os parâmetros de ocupação do solo previstos consideram a diversidade dos subsetores contidos nos Setores de preservação ou transformação, atribuindo coeficientes de aproveitamento máximo, de modo que o conjunto do Hipódromo de Cidade Jardim tenha um Coeficiente de Aproveitamento global menor que o limite estabelecido para a MEM, conforme estabelecido pelo artigo 15 da LPUOS.
No Setor de Preservação, as características de ocupação devem preservar a funcionalidade das atividades ligadas ao turfe e a ambiência e integridade do conjunto do hipódromo, admitindo-se transformações restritas para qualificar e adaptar cada subsetor às demandas contemporâneas de maior diversidade de usos nos edifícios históricos e espaços livres.
Nos subsetores Pistas de Corrida e Pião do Prado, onde incidem restrições a edificações em sobressolo, é necessário preservar as áreas livres para o uso esportivo, a fruição da paisagem e o cumprimento dos serviços ambientais. Para esses subsetores foram utilizados como referência os parâmetros da Zona Especial de Preservação Ambiental – ZEPAM, adaptados às características específicas do hipódromo, com definição do coeficiente de aproveitamento máximo igual a 0,1.
Nos subsetores Tribunas e Vila Hípica, onde a ocupação atual é extensiva e concentra as principais referências construídas do hipódromo, as possibilidades de transformação são limitadas, condicionando a adoção de coeficientes de aproveitamento máximo iguais a 1,0.
Já no Setor de Transformação, os critérios para a definição dos parâmetros visam possibilitar as transformações mais intensas e permitir que se crie uma nova ambiência urbana diversificada, na qual o Jockey estabelece uma nova relação com a cidade e com seu entorno imediato, considerando as questões ambientais e as relações entre os novos edifícios e os edifícios existentes preservados para valorizar os atributos históricos e paisagísticos do hipódromo de modo a criar uma coexistência harmoniosa.
Nos subsetores Lineu de Paula Machado e José Augusto de Queiroz, entende-se que esse coeficiente deve ser mais moderado, igual a 2,0, tendo em vista a maior proximidade com os edifícios históricos e com o bairro exclusivamente residencial, bem como o objetivo de possibilitar uma maior integração com o cotidiano do entorno.
Já para o Subsetor Eusébio Matoso, por sua proximidade com os modais de transporte e grandes avenidas, propõe-se um coeficiente de aproveitamento mais alto (4,0), aumentando a densidade construtiva na extremidade norte do lote e estimulando um uso mais intenso dessa área.
Em relação aos gabaritos, a estratificação segue as mesmas diretrizes, reconhecendo os contrastes do contexto urbano, ao mesmo tempo em que propõe uma maior diversidade volumétrica na ambiência do conjunto.
Nos subsetores Pistas de Corrida e Pião do Prado, o gabarito de altura é zero, tendo em vista serem áreas non aedificandi em sobressolo. Nos subsetores Tribunas, Vila Hípica e Lineu de Paula Machado, para manter a relação volumétrica mais estreita com os conjuntos edificados existentes, o gabarito de altura definido é de 15 m.
Nos subsetores Eusébio Matoso e José Augusto de Queiroz, buscou-se estabelecer uma relação de contraste com as edificações existentes, reforçando as diretrizes de transformação mais intensa para estes subsetores. No Subsetor Eusébio Matoso, utilizando como referência as restrições do COMAER, tendo em vista os cones de aproximação do Aeroporto de Congonhas, o gabarito de altura de definido é de 80m.
No subsetor José Augusto de Queiroz, buscou-se permitir a verticalização no trecho mais próximo do Rio Pinheiros e mais afastado dos edifícios históricos e do entorno, evitando o acanhamento do conjunto e o sombreamento das residências. Neste subsetor, o gabarito definido é de 60 m. A escolha por esse gabarito foi orientada pelos estudos solares realizados (Figura 10), procurando uma altura máxima que não causasse sombreamento nas residências vizinhas, mas que ao mesmo tempo não fosse muito baixa a ponto de exigir que fossem implantadas diversas torres para esgotar o potencial construtivo máximo.
Adicionalmente, para esse subsetor, foi definida uma faixa de transição com a Zona Exclusivamente Residencial – ZER vizinha, onde incidirá o gabarito de altura de 10m no trecho do Estacionamento dos Eucaliptos junto à linha divisória com o Subsetor Tribunas e na faixa de 30m a partir da testada da Rua José Augusto de Queiroz no restante do subsetor.
As taxas de ocupação aplicáveis nos subsetores Pistas de Corrida e Pião do Prado são de 10%. No Subsetor José Augusto de Queiroz, onde se busca preservar grande parte da área como espaço livre, a taxa de ocupação máxima será de 30%. Em todos os demais, a taxa de ocupação adotada é de 70%.
Os recuos definidos para toda a ZOE Jockey Club correspondem a 5m de frente e 3m nas laterais e fundos dos lotes virtuais dos subsetores ou novos lotes frutos de parcelamento do lote original, com exceção do Subsetor Eusébio Matoso, onde os recuos laterais e de fundos são dispensados até 10m de altura e proporcionais à altura do edifício quando este for superior a 10m, sendo o mínimo de 3m, conforme disposições do Código de Obras e Edificações – COE (Lei 16.642/2017).
Adicionalmente, todas as novas edificações deverão observar um afastamento mínimo de 15 metros em relação às edificações tombadas e ao limite físico externo das pistas de grama.
No Subsetor Eusébio Matoso, considerando a referência da Zona de Estruturação Urbana – ZEU e a importância deste subsetor para o adensamento construtivo e populacional da região, em consonância com os objetivos de desenvolvimento urbano da Macroárea de Estruturação Metropolitana – MEM, o PIU Jockey definiu a incidência de Cota Parte máxima de terreno por unidade habitacional igual a 20 m².
Os parâmetros de Quota Ambiental são fundamentais para que o conjunto do Jockey possa ampliar os serviços ambientais prestados à cidade, considerando que o conjunto já possui atributos relevantes que devem ser preservados. Os parâmetros seguem uma lógica associada à diferenciação entre os setores.
No setor de transformação incidirão os mesmos parâmetros ordinários definidos na LPUOS para o Perímetro de Qualificação Ambiental 4 (PA 4), onde está inserida a ZOE Jockey Club. No cenário de transformação sem parcelamento, deverá ser adotada a pontuação para 10.000 m², igual a 0,78, pois a referência utilizada é a área dos subsetores e todos têm área superior a esta. No cenário de transformação após o parcelamento, o empreendimento deverá adotar a pontuação correspondente ao novo lote. Em qualquer cenário, a Taxa de Permeabilidade – TP definida é de 25%.
No setor de preservação, os subsetores possuem características distintas, mas tem em comum a restrição às possibilidades de alteração dos atributos ambientais atuais. Os subsetores Pistas de Corrida e Pião do Prado, que ocupam 60% do lote e são compostos integralmente por áreas livres permeáveis, são os principais contribuintes para a drenagem da área. Por outro lado, as restrições funcionais e de tombamento impedem a introdução de vegetação arbórea.
Os subsetores Tribunas e Lineu de Paula Machado possuem áreas arborizadas e áreas livres ora permeáveis, ora compostas por pavimentos implantados em conjunto com os edifícios históricos e que, portanto, devem ser em grande parte preservados, limitando as possibilidades de incremento de vegetação arbórea e áreas permeáveis. Nestes subsetores também são limitadas as possibilidades de implantação de reservatórios de retenção de águas pluviais. Os parâmetros de ocupação definidos limitam as possibilidades de transformação com acréscimo de área construída acima de 20%.
Assim, para este setor, a quota ambiental não será aplicável se, mesmo que ocorram transformações que superem os 20% de área construída, os atributos ambientais característicos de cada subsetor sejam mantidos conforme a situação atual, sem supressão de vegetação arbórea e área permeável. No caso de alteração destes atributos, o atendimento à quota ambiental deverá ser relativo ao setor de preservação, considerando o conjunto dos quatro subsetores que o compõem.
Em relação aos parâmetros qualificadores da ocupação, constituídos por fruição pública, fachada ativa, e limites de vedação do lote, são aplicáveis na ZOE Jockey Club os incentivos e obrigações previstos nos artigos 62 e 87 da LPUOS correspondentes a:
Tendo em vista as características dos passeios públicos das vias de acesso ao Hipódromo de Cidade Jardim, com passeios mais largos do que 5m de largura, não serão aplicados à ZOE Jockey Club os incentivos para alargamento das calçadas.
Tendo em vista as características dos Subsetores Pistas de Corrida e Pião do Prado, não são aplicáveis a estes subsetores os incentivos para os parâmetros qualificadores, valendo, entretanto, as regras de Zona Especial de Preservação Ambiental – ZEPAM.
Tendo em vista a necessidade de melhorar a integração do hipódromo com o bairro de Cidade Jardim, os limites de vedação por muros são obrigatórios para o setor de transformação e facultativos para o setor de preservação, já que neste existem trechos de muros integrados aos edifícios implantados junto ao limite do lote, sem recuos, bem como gradis com desenho integrado ao projeto dos edifícios. Neste setor, as alterações das características das vedações deverão ser aprovadas pelos órgãos de preservação do patrimônio histórico. Em relação ao muro de vedação da Av. Magalhães de Castro (Marginal Pinheiros), eventuais alterações também deverão ser submetidas à aprovação da Companhia de Engenharia de Tráfego – CET, que deverá avaliar a adequação da solução em relação à segurança viária, a fim de evitar que a iluminação e as atividades do hipódromo não ofusquem a visão ou distraiam os motoristas.
Em relação ao Subsetor José Augusto de Queiroz, a proposta trazida pelo PIU tem o objetivo de possibilitar a introdução de atividades de comércio e serviços que ampliem as opções de conveniência à vizinhança, evitando, por outro lado, que tais atividades tragam impactos negativos aos moradores. Para tanto, a estratégia de definição de obrigações e incentivos para este subsetor prevê a proibição da implantação de fachadas ativas e, ao mesmo tempo, a adoção do percentual mínimos de fruição pública em 50%, de modo que tais atividades possam ser implantadas em posição interna ao lote, afastadas da Rua José Augusto de Queiroz e das residências, porém abertas ao acesso público e integradas à vegetação arbórea da faixa de transição.
Os parâmetros de incomodidade definidos tem como referência a Zona de Centralidade – ZC, cujo mix de usos mais se aproxima da maioria dos subsetores do hipódromo e cujos limites estabelecidos na LPUOS possibilitam a necessária dinamização e diversidade ao conjunto, ao mesmo tempo em que impedem que os eventos que ocorram no hipódromo causem maiores impactos à vizinhança residencial. Estes parâmetros compreendem limites relativos à emissão de ruídos, de odores, de gases, de vapores e material particulado, de vibração associada, e de radiação – faixa de frequência de 0 a 300 GHz. Considerando as especificidades das atividades esportivas do turfe pré-existentes, não se aplicam os parâmetros de incomodidade especificamente a estas atividades.
As propostas de parâmetros relativos aos usos também têm como base a setorização. No setor de preservação, além de considerar as atividades inerentes ao hipódromo, o projeto considera uma ampla gama de usos não residenciais, que podem funcionar concomitantemente com as atividades do turfe ou em horários em que não esteja ocorrendo corridas e treinamentos nas pistas. No setor de transformação, o projeto admite a implantação de usos residenciais verticais nos subsetores Eusébio Matoso e José Augusto de Queiroz e usos não residenciais em todos os subsetores, excluindo grupos de atividades que possam causar maior impacto à vizinhança residencial.
Quanto ao uso principal do equipamento, todas as atividades associadas às funcionalidades do turfe devem ser permitidas na ZOE, pois o hipódromo pode continuar funcionando tal como atualmente. Quanto aos usos acessórios, nos subsetores Tribunas e Vila Hípica são permitidos usos não residenciais compatíveis com o uso principal, como serviços de alimentação, compras, equipamentos culturais e de lazer, feiras e atividades voltadas à economia criativa e ambiental.
É necessário, contudo, considerar a questão da realização de eventos, cujas manifestações da população revelaram diversos conflitos de convivência entre o Jockey e a vizinhança. Pela escala, localização e infraestrutura do equipamento, avalia-se que a permissão para que possam continuar a ocorrer no Hipódromo é positiva para o conjunto, ampliando sua utilização, desde que os parâmetros de incomodidade e condições de instalação possam controlar excessos e regular as condições para que grandes shows e outros eventos de maior impacto não mais ocorram.
Com o objetivo de estimular a diversidade de usos no conjunto e uma maior dinâmica urbana nos espaços públicos do entorno, a proposta de usos para o setor de transformação prevê a presença mais intensa de usos não residenciais. Esses usos surgem como complementares ao uso residencial do bairro Cidade Jardim, provocando efeitos positivos nas dinâmicas de mobilidade da região, na medida em que criam postos de trabalho na própria subprefeitura, trazendo trabalhadores de outras localidades para uma área atualmente vazia na maior parte do dia. Este contingente de trabalhadores ajuda a dinamizar a economia local nas centralidades próximas, trazendo maior movimento às ruas e, consequentemente, maior segurança. Será admitido o uso residencial vertical em empreendimentos de uso misto, com proporção máxima de áreas construídas computáveis de até 80% do empreendimento.
Nos subsetores Pistas de Corrida e Pião do Prado, considerando as restrições do tombamento e as funcionalidades relativas ao hipódromo, serão permitidas as atividades do turfe (Subsetor Pistas) e outras atividades de caráter esportivo, cultural e ambiental (Subsetor Pião do Prado), desde que realizadas ao ar livre e em horários em que não estejam ocorrendo atividades do turfe.
No Subsetor Lineu de Paula Machado, esta avenida é atualmente uma via de passagem, tendo de um lado o hipódromo, com poucos acessos e grande extensão de muros e, do lado oposto, a maior parte dos imóveis vazios na Zona Corredor existente - ZCOR2. Um exemplo bem sucedido das Zonas Corredor (ZCOR) do bairro Cidade Jardim é a Avenida dos Tajurás, onde é possível encontrar bancos, lojas, postos de conveniência, escola e diversos outros serviços que atendem às necessidades mais corriqueiras dos moradores do entorno sem causar incomodidade à vizinhança direta. Entende-se que a Av. Lineu de Paula Machado pode ser como uma extensão da Av. Tajurás no que tange a vitalidade do espaço público, criando um ambiente agradável ao pedestre de uma ponta a outra, chegando até a Av. Francisco Morato. A introdução de novos usos não residenciais similares à ZCOR2, com incentivo à fachada ativa, objetiva possibilitar a implantação de usos que possam impulsionar a transformação nunca vista no outro lado da avenida, fazendo com que o local se torne mais seguro e agradável para os moradores do entorno e para quem passa pela região.
No Subsetor José Augusto de Queiroz prevê-se atividades que possam conviver com a zona exclusivamente residencial no entorno imediato do Jockey – o chamado Bolsão 1 do bairro, situado entre a Rua Dr. José Augusto de Queiroz e a Av. dos Tajurás, com menor impacto na vizinhança. Além de atividades não residenciais de menor nível de incomodidade no térreo dos edifícios, serão admitidos usos residenciais verticais e de escritórios, com as condições de distanciamento definidas pelos parâmetros de ocupação.
A proposta de usos para o Subsetor Eusébio Matoso é mais permissiva, similar às zonas eixo de estruturação urbana – ZEU que caracterizam o eixo das Avenidas Eusébio Matoso, Vital Brasil e Francisco Morato, de modo a estimular atividades diversificadas. Pelo fácil acesso de pedestres através de metrô ou ônibus, as atividades que ali acontecerem pode estimular uma maior ocupação dos imóveis na Av. Lineu de Paula Machado.
Em todos os subsetores, é admitida a atividade de estacionamento de veículos para dar suporte não só às atividades do hipódromo, mas a eventos e demais atividades que venham a se instalar no conjunto, suprindo a demanda e buscando diminuir o impacto de estacionamento de veículos nas ruas das zonas residenciais próximas. Considerando que atualmente todos os bolsões existentes são em superfície, as possibilidades de preservação, transformação e qualificação do conjunto do hipódromo podem utilizar áreas atualmente reservadas para este uso para um aproveitamento mais nobre, transferindo as vagas existentes para estacionamentos em subsolo. Os usos permitidos para cada subsetor são apresentados no quadro 7, a seguir:
Em relação às condições de instalação, a aplicação dos parâmetros deverá considerar a diversidade de usos, a divisão entre os subsetores deste PIU e os cenários de parcelamento previstos neste PIU.
No setor de transformação, para o cenário de implantação de empreendimentos sem parcelamento do lote original, será necessária a análise da CET para definição dos parâmetros gerais e específicos por subcategoria de uso, admitindo-se a adoção de soluções que atendam ao conjunto de usos da ZOE Jockey Club, tais como número de vagas, áreas de embarque e desembarque, áreas e vagas para veículos de carga e fretamento. Para o cenário de parcelamento do solo, deverão ser aplicados em cada lote os parâmetros correspondentes a cada subcategoria de usos definidos no Quadro 4A da LPUOS.
No setor de preservação, em qualquer cenário de parcelamento, admite-se a adoção de soluções que atendam ao conjunto dos subsetores deste setor, sendo também neste caso, necessária a análise da CET para definição dos respectivos parâmetros.
Esta modelagem econômica tem dois objetivos fundamentais: o primeiro é precificar o Potencial Construtivo Adicional a ser alienado em eventuais empreendimentos imobiliários no âmbito do PIU Jockey Club e, o segundo, avaliar o potencial máximo de receita a partir da utilização da Outorga Onerosa do Direito de Construir, que se destinará ao FUNDURB ao longo dos anos.
Para tanto, foram elaboradas simulações de empreendimentos imobiliários nos terrenos assinalados como passíveis de transformação urbanística, de maneira a (i) prever as implantações possíveis de acordo com o ordenamento indicado no PIU (estudo de massas) e (ii) simular seu fluxo de caixa e calcular seus indicadores financeiros (estudo de viabilidade econômica e financeira). Tais procedimentos permitem calibrar a equação da Outorga Onerosa de acordo com a disponibilidade de pagamento dos empreendimentos, adequando os preços do potencial construtivo adicional ao preço de venda e aos demais elementos de composição de custo.
A modelagem está dividida em 6 seções. Na primeira é apresentado resumidamente o potencial construtivo adicional no perímetro PIU, considerando os Setores de Transformação e os parâmetros urbanísticos propostos. Na segunda e terceira partes, foi realizada uma pesquisa lançamentos imobiliários em uma determinada área de influência do PIU, que servirá de apoio tanto à definição das premissas e vocações nos estudos de viabilidade – seus usos e tipologias mais demandados e preços praticados – quanto à capacidade de absorção do potencial construtivo.
Na quarta seção são demonstrados os resultados dos estudos de viabilidade, a precificação do Potencial Construtivo Adicional e a receita de Outorga Onerosa. Na sequência são demonstradas também fontes alternativas de receita no perímetro, como a venda de Potencial Construtivo mediante Transferência do Direito de Construir (TDC). Ao final, ambas as receitas e estudos são colocados na perspectiva da demanda imobiliária no entorno, demonstrando o tempo possível de captura de recursos para o FUNDURB.
Como demonstrado nos estudos urbanísticos do PIU, o perímetro objeto de estudo foi dividido em Setores de Preservação e de Transformação. Os estudos de viabilidade consideram esses últimos para o desenvolvimento de negócios imobiliários, visto que são as áreas com vocação para recepção de novos usos. A produção de imóveis servirá para a geração de renda mediante alienação do chamado Potencial Construtivo Adicional – ou seja, aquele potencial calculado acima do Coeficiente de Aproveitamento Básico dos terrenos.
A Tabela 1 a seguir resume a quantidade de Potencial Construtivo Adicional considerada na modelagem dos três Setores de Transformação. Para tanto, foram adotadas como base as áreas líquidas de terreno, decorrentes de possíveis destinações de área pública em processos de parcelamento do solo, conforme parâmetros indicados pelo PIU.
Resumo de áreas e projeto | Eusébio Matoso | José Augusto de Queiroz | Lineu de Paula Machado | Total |
---|---|---|---|---|
Área líquida de terreno (m²) | 9.973 | 28.745 | 35.198 | 73.916 |
CA máximo | 4,4 | 2,2 | 2,2 | - |
Gabarito máximo | Sem limite | 60m | 15m | - |
Taxa de Ocupação | 70% | 70% | 70% | - |
Área computável (m²) | 43.880 | 63.239 | 77.436 | 184.555 |
Potencial Construtivo Adicional máximo (m²) | 33.907 | 34.494 | 42.238 | 110.639 |
Diante do tamanho dos Setores e do aproveitamento concedido, é possível a construção de cerca de 184 mil m² de Área Computável, o que equivale a 110 mil m² de Potencial Construtivo Adicional a ser consumido em novos empreendimentos imobiliários. Para os cálculos foram considerados o incremento de 10% do Potencial Construtivo Adicional relativo à Cota de Solidariedade, conforme Art. 112 do PDE.
Como observado, no Setor Eusébio Matoso pretende-se uma utilização mais intensa do solo, com Coeficiente de Aproveitamento alto e sem restrição de gabarito. Já os Setores Lineu de Paula Machado e José Augusto de Queiroz apresentam condições mais restritivas de desenvolvimento, com Coeficiente de Aproveitamento duas vezes menor e gabarito máximo de 15 e 60 metros. Ainda assim, a dimensão dos Setores e suas condições privilegiadas de localização permitem a adoção de tipologias bastante viáveis, como será demonstrando nas seções seguintes.
Considerando o grande volume de Potencial Construtivo Adicional ofertado no âmbito do PIU, coube inicialmente à modelagem econômica mensurar a capacidade dos Setores de Transformação em atrair demanda por terras para produção imobiliária. Essa capacidade de atração será utilizada mais adiante, para alocação no tempo dos recursos provenientes da alienação do Potencial Construtivo Adicional.
Para expressar o comportamento da produção imobiliária no entorno foi definida, primeiramente, uma Área de Influência Imobiliária, um perímetro que alcança as franjas dos principais vetores de transformação do entorno, a saber: a Av. Faria Lima, o entorno das Estações Faria Lima, Butantã e Morumbi da Linha 4-Amarela do Metrô e o baixo Itaim Bibi.
O estudo considerou, então, dois movimentos: (i) a oferta de terrenos transformáveis dentro dessa Área de Influência – dado que comporta os Setores de Transformação do PIU, e (ii) a demanda por produção imobiliária, considerando o histórico de lançamentos nessa mesma Área.
O levantamento das áreas que apresentam maior probabilidade e viabilidade de transformação partiu da identificação de seu inverso, ou seja, das áreas e usos considerados consolidados. A base de dados utilizada foi formada a partir do cruzamento das informações do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2018 e da estrutura fundiária disponibilizada na plataforma Geosampa (Julho/2019), contando com informações e geometrias atualizadas pela própria SP-Urbanismo.
Foram considerados como consolidados lotes e glebas com verticalizados ( usos residenciais, comerciais, serviços e misto), comércio e serviços horizontais significativos, equipamentos e usos especiais e coletivos; lotes com indicativo de incorporação imobiliária; lotes com área inferior a 500m²; e lotes em Zonas com Coeficiente de Aproveitamento menor ou igual a 1 (ZER, ZPR, ZCOR, ZEPAM). A Zona de Ocupação Especial correspondente à Subprefeitura de Pinheiros foi considerada transformável, uma vez que vem sendo estudada em um PIU específico. O dimensionamento da oferta considera os parâmetros da legislação em vigor para cada lote transformável.
Perímetro | Área dos lotes (m²) |
Área total dos lotes transformáveis (m²) |
Área Computável (m²) |
Potencial Construtivo Adicional (m²) | |
---|---|---|---|---|---|
Área de Influência Imobiliária (excluído PIU) | Butantã | 1.363.254 | 148.548 | 587.436 | 438.888 |
Itaim Bibi | 1.375.957 | 136.884 | 515.304 | 378.420 | |
Morumbi | 3.906.695 | 137.840 | 978.540 | 711.359 | |
Pinheiros | 2.115.272 | 252.873 | 300.700 | 217.783 | |
Total | 8.761.178 | 676.145 | 2.381.980 | 1.746.450 | |
PIU Jockey Club | 586.635 | 73.916 | 184.555 | 110.639 | |
Participação do PIU no total | 7% | 11% | 8% | 6% |
O levantamento apontou para a escassez de terras disponíveis para desenvolvimento imobiliário no perímetro, somando apenas 7% da área de lotes, concentrados no entorno das estações Butantã e Morumbi do Metrô e, de forma mais esparsa e com lotes menores, no baixo Itaim e no baixo Pinheiros. À exceção da Gleba do Jockey Club, apenas três terrenos na Área de Influência Imobiliária são maiores que 15 mil m², o que aumenta ainda mais a atratividade imobiliária dos Setores de Transformação do PIU, que oferecem 11% dos terrenos transformáveis da área de influência analisada.
A demanda do mercado imobiliário é fundamental para compreendermos sua capacidade de consumo de Potencial Construtivo Adicional ofertado a partir do levantamento das áreas transformáveis.
Os dados de produção imobiliária correspondem ao levantamento dos lançamentos da EMBRAESP, de 1995 a 2017, de forma que seja possível observar o comportamento do consumo histórico nas diversas regiões da Áreas de Influência Imobiliária. Os resultados foram sistematizados no mapa e gráficos a seguir, todos colocados em termos de Área Útil ou Privativa.
Para projeção anual da demanda foi levado em consideração o ciclo de lançamentos imobiliários, colocando os dados em perspectiva de uma média móvel de 3 anos. A primeira projeção realizada corresponde à média dos últimos 2 ciclos e, na ausência de produção imobiliária, os resultados mais recentes com produção positiva.
Contudo, os dados demonstram movimentos variados do mercado ao longo dos anos, com picos anteriores a 2015, que poderiam também informar a projeção da demanda. Essa variação é influenciada tanto pela disponibilidade de estoque de Potencial Construtivo Adicional, em diferentes marcos regulatórios, quanto pelo comportamento do setor da construção civil na cidade de São Paulo.
Tendo em vista as boas condições locacionais e fundiárias nos Setores de Transformação do PIU, bem como seus parâmetros urbanísticos, foi possível incrementar a projeção da demanda, incluindo no cálculo os últimos picos de produção imobiliária em ciclos anteriores (portanto, antes de 2015). O resultado para a Área de Influência Imobiliária é demonstrado a seguir:
Região | Área útil Residencial | Área útil Comercial | Total | ||
---|---|---|---|---|---|
Morumbi | 7.477 m² | 90% | 822 m² | 10% | 8.299 m² |
Itaim Bibi | 30.945 m² | 94% | 2.148 m² | 6% | 33.093 m² |
Pinheiros | 14.666 m² | 72% | 5.602 m² | 28% | 20.268 m² |
Butantã | 607 m² | 36% | 1.094 m² | 64% | 1.700 m² |
Total | 53.695 m² | 85% | 9.666 m² | 15% | 63.361 m² |
Trata-se, como demonstrado, de uma região com produção imobiliária intensa, muito demandada e bastante sensível às mudanças no regramento urbanístico. Sabendo-se que a produção imobiliária seria absorvida prioritariamente pelos terrenos que apresentem as melhores condições de viabilidade, pode-se dizer que apesar dos Setores de Transformação corresponderem à somente 7% de toda a área computável ofertada no recorte de análise, eles apresentam condições urbanísticas bastante atraentes para absorção dos 63 mil m² anuais de área útil ou privativa projetados.
Para alimentar os estudos de viabilidade, foram prospectados os dados de lançamento de acordo com as regiões da Área de Influência Imobiliária. Cada trecho – Morumbi, Itaim Bibi, Pinheiros e Butantã – corresponde a um possível vetor de produção imobiliária que informa as condições de incorporação a serem utilizadas pelos 3 diferentes Setores de Transformação do PIU. A seguir foram sistematizados os dados em termos de uso, tipologia e preços de lançamento.
No período indicado, foram mapeados 197 lançamentos, com uma oferta de 14.962 unidades imobiliárias, com uma prevalência de dois terços de unidades residenciais. Já em termos de área privativa lançada, os usos residenciais correspondem a cerca de 70% do total.
Localização | Total | Comercial | Residencial | ||
Morumbi | 1.399 | 397 | 28% | 1.002 | 72% |
Itaim Bibi | 7.755 | 2.759 | 36% | 4.996 | 64% |
Pinheiros | 5.273 | 1.660 | 31% | 3.613 | 69% |
Butantã | 535 | 274 | 51% | 261 | 49% |
Total | 14.962 | 5.090 | 34% | 9.872 | 66% |
Localização | Total | Comercial | Residencial | ||
Morumbi | 155.008 m² | 14.904 m² | 10% | 140.104 m² | 90% |
Itaim Bibi | 749.469 m² | 253.521 m² | 34% | 495.948 m² | 66% |
Pinheiros | 521.634 m² | 143.799 m² | 28% | 377.835 m² | 72% |
Butantã | 28.452 m² | 11.553 m² | 41% | 16.899 m² | 59% |
Total | 1.454.564 m² | 423.777 m² | 29% | 1.030.787 m² | 71% |
Observa-se também nos lançamentos a manutenção da proporção entre o uso residencial e comercial, relação esta que altera-se significativamente apenas no caso do Morumbi, que detêm 28% de suas unidades lançadas como comerciais, mas apenas 10% da área lançada como tal, o que indica que suas unidades comerciais são relativamente menores que as residenciais em comparação às outras regiões. Cabe, portanto, analisar o tamanho médio das unidades lançadas, bem como a suas características tipológicas básicas – a quantidade de dormitórios, no caso residencial, ou se as unidades comerciais correspondem às lajes corporativas (área livre) ou salas comerciais.
Localização | Residencial | Comercial | |||||||
Flat | 1 dorm | 2 dorm | 3 dorm | 4+ dorm | Total | Sala | Área Livre | Total | |
Morumbi | 0 | 8.350 | 17.663 | 41.646 | 72.445 | 140.104 | 14.904 | 0 | 14.904 |
Itaim Bibi | 38.620 | 51.857 | 64.140 | 63.790 | 277.540 | 495.948 | 143.436 | 110.085 | 253.521 |
Pinheiros | 6.038 | 52.868 | 81.932 | 23.578 | 213.419 | 377.835 | 74.244 | 69.555 | 143.799 |
Butantã | 0 | 0 | 0 | 15.079 | 1.820 | 16.899 | 10.755 | 799 | 11.553 |
Total | 44.659 | 113.075 | 163.735 | 144.094 | 565.224 | 1.030.787 | 243.338 | 180.439 | 423.777 |
Localização | Residencial | Comercial | |||||||
Flat | 1 dorm | 2 dorm | 3 dorm | 4+ dorm | Geral R | Sala | Área Livre | Geral NR | |
Morumbi | - | 93 m² | 81 m² | 102 m² | 254 m² | 140 m² | 38 m² | - | 38 m² |
Itaim Bibi | 31 m² | 44 m² | 65 m² | 100 m² | 294 m² | 99 m² | 58 m² | 408 m² | 92 m² |
Pinheiros | 23 m² | 41 m² | 67 m² | 100 m² | 359 m² | 105 m² | 47 m² | 953 m² | 87 m² |
Butantã | - | - | - | 61 m² | 130 m² | 65 m² | 40 m² | 200 m² | 42 m² |
Média total | 30 m² | 44 m² | 67 m² | 94 m² | 308 m² | 104 m² | 51 m² | 520 m² | 83 m² |
A análise tipológica demonstra que, no uso Residencial, predomina a preferência por apartamentos grandes, com 3 ou mais dormitórios. Cabe ressaltar, por outro lado, novas tendências, como demonstra o volume significativo de oferta de unidades com 2 dormitórios em Pinheiros e movimentos recentes no Butantã, ainda não identificados na base de dados, com o lançamento de tipologias menores, sobretudo após a inauguração da Estação da Linha 4 do Metrô.
Considerando a proximidade dos quatro vetores de análise com os três Setores de Transformação, os estudos de viabilidade desenvolvidos a seguir estabeleceram as seguintes vocações: no Setor Eusébio Matoso, a proximidade com a Linha 4 do Metrô confere ao terreno vocação tanto para construção pequenos apartamentos residenciais, como salas comerciais. No Setor José Augusto de Queiroz, entende-se que, dada a proximidade com a Avenida Cidade Jardim e o Itaim Bibi, o terreno serve tanto ao desenvolvimento de plantas residenciais maiores, como também o investimento em lajes corporativas. Já o Setor Lineu de Paula Machado, considerando os parâmetros dispostos e o diagnóstico do PIU que apontou a necessidade de dinamização de usos na avenida, apostará exclusivamente nos usos não residenciais.
Os preços de lançamentos praticados atualmente foram extraídos da mesma base de dados e atualizados pelo INCC, considerando o último lançamento para a tipologia específica e localidade desde 2006.
Localização | Flat | 1 dorm | 2 dorm | 3 dorm | 4+ dorm | Média |
Morumbi | - | R$ 14.154 | R$ 12.788 | R$ 14.113 | R$ 7.326 | R$ 10.964 |
Itaim Bibi | R$ 28.009 | R$ 29.898 | R$ 25.903 | R$ 26.687 | R$ 35.083 | R$ 31.484 |
Pinheiros | R$ 16.175 | R$ 15.641 | R$ 13.914 | R$ 19.619 | R$ 18.127 | R$ 16.823 |
Butantã | - | - | - | - | R$ 8.416 | R$ 8.416 |
Preços médios | R$ 25.793 | R$ 16.905 | R$ 15.119 | R$ 22.626 | R$ 21.396 | R$ 20.094 |
Localização | Sala | Área Livre | Média |
Morumbi | R$ 15.106 | - | R$ 15.106 |
Itaim Bibi | R$ 28.924 | R$ 25.238 | R$ 25.667 |
Pinheiros | R$ 26.708 | R$ 16.149 | R$ 17.441 |
Butantã | R$ 19.015 | R$ 17.171 | R$ 17.990 |
Preços médios | R$ 23.619 | R$ 17.277 | R$ 18.367 |
Como pode se observar, os preços mais elevados são praticados no recorte corresponde ao Itaim Bibi e, em seguida, Pinheiros, ambos com grande influência da Av. Faria Lima.
Os preços dos imóveis residenciais variam conforme a tipologia e determinam um gráfico em forma de “U”, sendo as tipologias de dois dormitórios (demanda que foi observada principalmente em Pinheiros) as mais baratas. Esse resultado é bastante usual: as plantas menores oferecem ao incorporador a estratégia de elevar o preço por metro quadrado, pois representa pouco impacto no preço total. Já as unidades de três ou mais dormitórios, embora extensivas em metragem, geralmente, localizam-se nos melhores pontos das regiões avaliadas e, assim, o ponto agrega valor ao produto.
Quanto aos aluguéis, foi utilizado como variável o rental yield disponível na base de dados da FipeZap, referente a Maio/2020. Em relação aos usos não residenciais, importante destacar que a base não distingue as tipologias entre Área Livre e Sala comercial. Assim, uma vez que a calibragem do dado se ampara principalmente nas maiores áreas – a tipologia Área Livre – considerou-se o dado para estimar o aluguel da primeira tipologia, e um mesmo acréscimo em 40% para a segunda.
Multiplicando-se o rental yield pelo preço do metro quadrado considerado anteriormente, obtemos o preço do aluguel mensal de cada metro quadrado, disposto abaixo:
Localização | Residencial | Comercial | |||||||
Flat | 1 dorm | 2 dorm | 3 dorm | 4+ dorm | Geral R | Sala | Área Livre | Geral NR | |
Morumbi | - | R$ 76 | R$ 59 | R$ 55 | R$ 24 | R$ 50 | R$ 101 | - | R$ 98 |
Itaim Bibi | R$ 151 | R$ 161 | R$ 120 | R$ 104 | R$ 116 | R$ 143 | R$ 194 | R$ 121 | R$ 167 |
Pinheiros | R$ 87 | R$ 84 | R$ 64 | R$ 76 | R$ 60 | R$ 76 | R$ 179 | R$ 77 | R$ 113 |
Butantã | - | - | - | - | R$ 28 | R$ 38 | R$ 128 | R$ 82 | R$ 117 |
Média total | R$ 139 | R$ 91 | R$ 70 | R$ 88 | R$ 71 | R$ 91 | R$ 159 | R$ 83 | R$ 119 |
O estudo de viabilidade econômica e financeira de empreendimentos imobiliários é dividido em duas partes. Na primeira, o estudo de massa, são avaliadas implantações nos terrenos de acordo com o regramento urbanístico, considerando o máximo aproveitamento do lote, resultando no cálculo do quadro de áreas de cada empreendimento. Na segunda parte, a análise financeira, essas áreas são precificadas e dispostas num fluxo de caixa como receitas e despesas, incluindo nos cálculos o fator “tempo da transformação”, obtido pelas estimativas da demanda imobiliária dos próximos anos na região e da capacidade de atração desse mercado pelos Setores de Transformação do PIU.
Esse exercício foi efetuado nos 3 Setores de Transformação – Eusébio Matoso, José Augusto de Queiroz e Lineu de Paula Machado. Seguindo o estudo de vocação dos terrenos, nos dois primeiros Setores considerou-se o desenvolvimento de empreendimentos de uso misto, com fachada ativa: no Setor Eusébio, optou-se por unidades residenciais de 2 dormitórios e salas comerciais, próximo do que se espera para Pinheiros e Butantã; já no Setor José Augusto de Queiroz, foram adotadas unidades residenciais de três dormitórios e andar livre, na mesma perspectiva do Itaim Bibi e Morumbi. Por fim, no Setor Lineu de Paula Machado foi realizada modelagem de desenvolvimento imobiliário exclusivamente comercial, também com fachada ativa, coerente com as expectativas do PIU de atração de novas dinâmicas para a Av. Lineu de Paula Machado.
Setor | Gab. (m) |
Área Comp. (m²) | Pot. Const. Adicional (m²) | CA | Uso | Torres |
Área Útil (m²) | Planta (m²) | Unid. | Vagas Garagem |
Eusébio Matoso | 67 | 43.880 | 33.907 | 4,4 | Residencial | 4 | 45.539 | 65 | 704 | 884 |
Salas Comerciais | 1 | 8.100 | 45 | 180 | ||||||
Fachada ativa | - | 4.986 | - | - | ||||||
José Augusto de Queiroz | 59 | 63.232 | 34.487 | 2,2 | Residencial | 5 | 57.600 | 120 | 480 | 1.216 |
Andar livre | 1 | 14.528 | 454 | 32 | ||||||
Fachada ativa | - | 5.749 | - | - | ||||||
Lineu de Paula Machado | 15 | 77.331 | 42.133 | 2,2 | Andar livre | 4 | 59.520 | 1.240 | 48 | 960 |
Fachada ativa + Serviços | - | 19.141 | - | - |
Os resultados da modelagem demonstraram que todos os empreendimentos apresentam viabilidade financeira. O VGV alcança, ao todo, R$ 3,76 bilhões e o ganho com venda ou permuta dos terrenos atinge cerca de R$ 828 milhões. Importante destacar que todos os Setores têm potencial para atingir Margens Líquidas maiores que 20% e Taxas Internas de Retorno bem expressivas, em torno de 30%, resultado da composição entre as condições de localização - com preços/m² de lançamento elevados - e parâmetros urbanísticos vantajosos do ponto de vista imobiliário.
Setores de Transformação: | Eusébio Matoso | José Augusto de Queiroz | Lineu de Paula Machado | |
VGV | R$/m² | 15.872 | 20.341 | 15.836 |
R$ | 930,5 mi | 1.584 mi | 1.248 mi | |
Terreno | R$/m² | 20.527 | 12.124 | 7.801 |
%VGV | 22% | 22% | 22% | |
R$ | 204,7 mi | 348,5 mi | 274,6 mi | |
Outorga | Fp | 2,4 | 2,4 | 2,2 |
R$/m² | 984 | 1.969 | 1.807 | |
%VGV | 3,6% | 4,3% | 6,1% | |
R$ | 33,4 mi | 67.9 mi | 76,1 mi | |
Cota de Solidariedade | R$ | 1,79 mi | 5,18 mi | 6,35 mi |
ML | (%) | 25,6 | 23,5 | 23,8 |
TIR | (%) | 33,2 | 31,1 | 29,8 |
VGV | Terreno | Outorga Onerosa | Cota de Solidariedade | |||
Total | %VGV | Preço médio | R$ | %VGV | ||
R$ 3,76 bi | R$ 828 mi | 22% | R$ 1.584/m² | R$ 177,4 mi | 4,7% | R$ 13,3 mi |
Os estudos de viabilidade demonstram que existe disponibilidade financeira para que os empreendimentos contribuam com a Outorga Onerosa e para a Cota de Solidariedade, essa última exigida para empreendimentos com mais de 20.000m² de área computável (Art. 111 e 112 do PDE). No caso da Outorga, foram considerados preços médios de Potencial Construtivo Adicional praticados em outras áreas com perfil similar, em termos de valorização imobiliária e parâmetros urbanísticos.
Tal como previsto pelo PDE, os preços decrescem de acordo com o CA máximo, perfazendo uma média de R$1.584/m² (considerando CA=2,2, e 4,4) e uma receita de aproximadamente R$ 177,4 milhões, correspondente a cerca de 4,7% do VGV, em média, para os estudos realizados. Tais valores consideram Fatores de Planejamento (Fp) de 2,4 para os Setores Eusébio Matoso e José Augusto de Queiroz, e 2,2 para o Setor Lineu de Paula Machado, portanto, maiores que aqueles indicados no PDE.
Em relação à Cota de Solidariedade, a estimativa de R$13,3 milhões deriva de uma das modalidades de pagamento, no caso, a destinação de 10% do valor do terreno para o FUNDURB (inciso III do Art.112 do PDE).
Por se tratar de um imóvel tombado, o Jockey Club teve acesso ao instrumento de Transferência do Direito de Construir (TDC), tendo emitido em Março de 2015 uma Declaração de Potencial Construtivo Passível de Transferência (PCpt), calculada de acordo com as regras constantes no Art. 125 do PDE.
Como se trata de uma declaração já emitida pelo Município, não convém ao PIU em curso alterar qualquer disposição em relação ao montante de potencial construtivo disponível. Ainda assim, e sobretudo pelo volume de PCpt, trata-se de um importante ativo que, ao longo dos anos, também será observado em relação às decisões de se levar adiante ou não novos empreendimentos imobiliários no perímetro do PIU.
O cálculo do potencial seguiu a fórmula:
PCpt = Atc × CAbas× Fi
onde Atc é área do terreno cedente, CAbas é o coeficiente de aproveitamento básico do terreno cedente, vigente na data de referência e Fi é o fator de incentivo igual a 1.
No cálculo realizado em 2015, foram apresentados os seguintes valores:
Atc = 586.635 m²
CAbas = 0,6
∴ PCpt = 586.635 × 0,6 × 1 = 351.981 m²
De acordo com os dados da PMSP, desde a emissão da Declaração, em 2015, foram transferidos 50.000m², resultando em um PCpt disponível atualmente de 301.981m².
Ainda que não tenhamos certeza do fluxo futuro de transferência desse potencial, é possível estimarmos com precisão a receita máxima a ser atingida pelo PCpt disponível.
No modelo da TDC, o PCpt é convertido em Potencial Construtivo Equivalente ao imóvel receptor (PCr), seguindo a fórmula do Art. 128 do PDE:
onde VTcd é valor unitário/m² do terreno cedente ou doado de acordo com o Cadastro de Valor de Terreno para fins de Outorga Onerosa vigente na data de expedição da Declaração (03/2015), Cr é valor unitário/ m² da contrapartida da Outorga Onerosa no imóvel receptor e CAmaxcd é coeficiente de aproveitamento máximo do imóvel cedente, com valor fixo de 4,0 para as hipóteses de transferência de potencial sem doação.
Sabemos que o os preços máximos a serem atingidos por cada m² de PCpt equivale à razão entre a receita de Outorga Onerosa praticada no imóvel receptor (ou seja PCr × Cr) e o PCpt disponível. Podemos, então, concluir que o teto do preço/m² do PCpt a ser negociado entre o detentor da Declaração e o imóvel receptor será sempre VTcd / 4.
Na Declaração emitida em Março de 2015, o VTcd = R$1.769/m². Como o VTcd deve ser corrigido pelo IPCA (IBGE) acumulado até o mês anterior à data de transferência ao imóvel receptor, atualmente o VTcd seria igual a R$2.267,16/m², resultando em R$566,79/m² de PCpt.
Dessa forma, considerando os 301.981m² disponíveis, o instrumento de TDC ainda tem potencial para gerar cerca de R$171 milhões ao Jockey Club, em valores de Abril/2020, receita que provavelmente não será desprezada.
Vale ressaltar também que, de acordo com as regras vigentes, após os 50.000m² transferidos inicialmente, o saldo só poderá ser transferido gradualmente por meio de 10 parcelas anuais. Ou seja, os 301.981m² disponíveis resultariam, em termos de receita, no máximo, R$17,1 milhões ao ano ao Jockey Club, pelos próximos 10 anos.
Uma outra hipótese a ser destacada é a possibilidade da emissão de uma nova Declaração de Potencial Construtivo Passível de Transferência, que seria possível a partir do parcelamento da gleba. Considerando que essa nova Declaração seria calculada à luz do regramento estabelecido pelo PIU e pelo zoneamento, estima-se que seriam produzidos 17.151 m² de PCpt a um preço máximo de R$451/m², dados os valores constantes na atualização do Quadro 14 do PDE em 2020. Como o potencial já transferido supera consideravelmente o potencial de uma nova Declaração, conclui-se que, apesar da possibilidade dessa nova emissão cumprir exigências do ponto de vista regulatório, ela não será capaz de efetivar novas receitas ao Jockey Club.
O leque de composição de negócios permitidos pelo PIU Jockey Club é bastante amplo: é possível optar pelo parcelamento dos Setores de Transformação, o que permitiria um possível cenário de alienação de imóveis, ou então trabalhar cenários de rentabilidade baseados exclusivamente em aluguéis dos imóveis não residenciais. Ainda, seria possível pensar em um modelo que combinasse ambos os cenários, de forma a dinamizar os ativos no tempo.
A simulação aqui realizada considera um modelo híbrido, tendo como teto de lançamentos aquele definido pela projeção anual da demanda. Tomamos como base um cenário otimista, no qual os Setores de Transformação, por suas características endógenas, fossem capazes de consumir cerca de 60% da produção imobiliária anual identificada na Área de Influência Imobiliária, ou seja, algo em torno de 38 mil m² de área privativa ao ano.
Em relação a proporção de usos residenciais e não residenciais, optou-se por adotar a mesma proporção identificada na demanda, resultando em um consumo anual de, no máximo, 5.800 m² de área privativa para usos comerciais e serviços – o que inclui áreas de fachada ativa, torres com salas comerciais e andares livres – além de uma área privativa residencial anual de pouco mais de 32 mil m².
O cenário adotado considera a possibilidade de empreendimentos para venda nos Setores Eusébio Matoso e José Augusto de Queiroz e empreendimentos comerciais para renda no Setor Lineu de Paula Machado. Além disso, sabe-se que nos próximos 10 anos ainda seria possível usufruir as receitas de TDC, ou seja, qualquer alienação (residencial ou comercial) ocorreria, em tese, após esse período. Dessa forma optou-se pela priorização no lançamento dos imóveis de aluguel no Setor Lineu de Paula Machado na primeira década, seguido dos lançamentos de imóveis para venda no Setor Eusébio Matoso – completando a nova frente da Avenida – e, por fim, José Augusto de Queiroz.
O fluxo de lançamentos considera a possibilidade de faseamento de cada empreendimento, sendo que o volume de área lançada ao ano corresponde sempre a uma ou mais torres (residencial ou não residencial) ofertadas. Caso a oferta ultrapasse a demanda, acumulam-se alguns anos para novos lançamentos, até o esgotamento das áreas privativas estimadas nos estudos de viabilidade. Também foi considerada uma vacância média de 5% para as locações.
Ano | Pot. Const. Adic. (m²) | Área Útil (m²) |
OODC recebida (R$) |
Projeção aluguéis nos empreendimentos de renda (R$) |
VGV dos empreendimentos de uso misto (R$) | ||
José Augusto de Queiroz | Lineu de Paula Machado | Eusébio Matoso | |||||
Total | 110.527 | 77.877 | 78.817 | 58.625 | 177.390.982 | 1.351.240.022 | 2.514.571.501 |
Ano 1 | 10.533 | 0 | 19.704 | 0 | 19.031.709 | 0 | 0 |
Ano 2 | 3.511 | 0 | 0 | 0 | 6.343.903 | 18.510.137 | 0 |
Ano 3 | 3.511 | 0 | 0 | 0 | 6.343.903 | 18.510.137 | 0 |
Ano 4 | 3.511 | 0 | 19.704 | 0 | 6.343.903 | 37.020.275 | 0 |
Ano 5 | 3.511 | 0 | 0 | 0 | 6.343.903 | 37.020.275 | 0 |
Ano 6 | 3.511 | 0 | 0 | 0 | 6.343.903 | 37.020.275 | 0 |
Ano 7 | 3.511 | 0 | 19.704 | 0 | 6.343.903 | 55.530.412 | 0 |
Ano 8 | 3.511 | 0 | 0 | 0 | 6.343.903 | 55.530.412 | 0 |
Ano 9 | 10.096 | 0 | 0 | 0 | 12.824.549 | 55.530.412 | 0 |
Ano 10 | 10.096 | 0 | 19.704 | 0 | 12.824.549 | 74.040.549 | 0 |
Ano 11 | 7.306 | 0 | 0 | 0 | 7.190.259 | 74.040.549 | 0 |
Ano 12 | 7.306 | 0 | 0 | 25.263 | 7.190.259 | 74.040.549 | 145.869.496 |
Ano 13 | 1.442 | 0 | 0 | 25.263 | 1.419.227 | 74.040.549 | 251.476.124 |
Ano 14 | 6.273 | 0 | 0 | 0 | 11.195.711 | 74.040.549 | 211.213.256 |
Ano 15 | 6.273 | 0 | 0 | 4.050 | 11.195.711 | 74.040.549 | 213.775.601 |
Ano 16 | 8.462 | 0 | 0 | 4.050 | 14.353.193 | 74.040.549 | 108.168.973 |
Ano 17 | 6.120 | 25.340 | 0 | 0 | 12.047.771 | 74.040.549 | 203.059.694 |
Ano 18 | 5.611 | 25.340 | 0 | 0 | 11.045.386 | 74.040.549 | 359.731.694 |
Ano 19 | 1.072 | 12.670 | 0 | 0 | 2.110.890 | 74.040.549 | 414.873.847 |
Ano 20 | 1.072 | 0 | 0 | 0 | 2.110.890 | 74.040.549 | 235.008.000 |
Ano 21 | 2.145 | 4.843 | 0 | 0 | 4.221.780 | 74.040.549 | 176.022.272 |
Ano 22 | 2.145 | 4.843 | 0 | 0 | 4.221.780 | 74.040.549 | 97.686.272 |
Ano 23 | 0 | 4.843 | 0 | 0 | 0 | 74.040.549 | 97.686.272 |
De acordo com as projeções, seria possível realizar todos os lançamentos imobiliários nos Setores de Transformação em pouco mais de 20 anos, prazo portanto referencial para o recebimento integral dos 177,4 milhões de Outorga Onerosa. Nesse período, a receita com aluguéis se aproxima do VGV desenhado nos estudos de viabilidade para o Setor Lineu de Paula Machado, demonstrando a pertinência dos preços de potencial construtivo adicional ali praticados.
Os resultados reiteram que a localização do Jockey Club e as disposições do PIU dão margem a grande atratividade de negócios imobiliários. A região tem forte vocação comercial, mas também deve-se considerar o ordenamento para fins residenciais, muito demandado. Dada a atratividade do mercado, a velocidade de vendas não deve prejudicar os resultados financeiros no caso da escolha dos usos e modelos de negócio.
Os estudos demonstram também que, independente do modelo de negócio a ser adotado, os Fatores de Planejamento propostos são sensíveis aos indicadores financeiros correntes. Em consequência, a destinação de parte do perímetro do PIU para transformação urbanística e imobiliária permite a geração de receita considerável ao FUNDURB – recursos que poderão ser utilizados na execução das intervenções públicas em outras regiões da cidade, equalizando-se, portanto, os ganhos privados com os ganhos públicos proporcionados no âmbito do PIU Jockey Club.
Dentre as estratégias do Plano Diretor Estratégico (PDE), tem destaque o fortalecimento da participação popular nas decisões dos rumos da cidade, considerando as diversas instâncias e por meio de diferentes instrumentos de participação e controle social. Tais estratégias garantem a participação de representantes dos diferentes segmentos da população de forma direta ou por intermédio de associações representativas, nos processos de planejamento e gestão da cidade, de realização de investimentos públicos e na elaboração, implementação e avaliação de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano.
O PDE definiu, no artigo 136, que os PIUs elaborados pelo Poder Público deverão apresentar propostas de transformações urbanísticas, econômicas e ambientais no perímetro onde for aplicado o instrumento, cabendo ao PIU indicar os objetivos prioritários da intervenção, as propostas relativas a aspectos urbanísticos, ambientais, sociais, econômico-financeiros e modelo de gestão democrática que contemple mecanismos de participação e controle social e instrumentos para monitoramento e avaliação das ações.
O Modelo de Gestão Democrática, de modo geral, considera informações como as diretrizes de desenvolvimento urbano, os parâmetros urbanísticos e o programa de intervenções previsto para propor os mecanismos de controle social e monitoramento dos resultados do projeto para o equipamento e a região em que está inserido.
Neste projeto em particular, o PIU estabelece diretrizes e parâmetros para uma área privada de propriedade do Jockey Club de São Paulo, que será transformada conforme as prioridades e disponibilidade de recursos desta organização. Tampouco há neste projeto um programa de intervenções, que demande a definição de prioridades e a fiscalização da implantação de obras relacionadas ao projeto. Em consequência dessas características, o PIU Jockey não define nenhum Instrumento de Ordenamento e Reestruturação Urbana específico para veicular suas disposições, sendo estas diretamente aplicáveis após a edição do decreto. Nestas condições, não há previsão no PIU Jockey para constituição de um Conselho Gestor, pois não existem elementos típicos da natureza e competência deste tipo de colegiado.
Tal característica, no entanto, não impede que a sociedade civil organizada cumpra seu papel de monitoramento dos resultados do projeto em relação ao desenvolvimento urbano e ambiental da região, pois permanecem ativas as demais instâncias da democracia participativa que atuam em nível local e municipal com atribuições associadas à política urbana municipal, sendo estes canais preferenciais para o acompanhamento das transformações pretendidas pelo projeto e, eventualmente, para a proposição de correções e ajustes para que os objetivos do PIU sejam alcançados. Dentre estas instâncias, podemos destacar:
As contribuições da sociedade civil, recebidas durante o processo de desenvolvimento deste PIU através do processo participativo (consultas públicas, apresentações no CPM e CADES Butantã e no CMPU) revelaram diversas organizações atuando na região, que ajudaram a modelar a presente proposta e que certamente continuarão ativas e vigilantes após a edição do decreto regulamentador da ZOE Jockey Club.
Contribuições
Como arquiteta e urbanista e principalmente CIDADÃ, nascida e criada na cidade de São Paulo, sou ferrenha defensora da implantação de novas áreas verdes, parques de uso comum, que trariam imensos benefícios ao bem estar, qualidade de vida e principalmente para frear a imensa vedação do solo drenante do qual a cidade tanto precisa. A construção desenfreada de imensos empreendimentos por conta da ganância das construtoras, está impactando diretamente na derrubada dos maiores patrimônios sócio culturais de toda a cidade e seus cidadãos! Peço à Prefeitura e seus representantes foquem seus esforços e empreendam sua força de decisão a favor da qualidade de vida dos que vivem nesta cidade! Por favor! Transformem em Parque Público a área do Jóquei Club!
O Jockey Club de São Paulo é um patrimônio histórico e deveria ser restaurado e continuar como Hipódromo de corrida de cavalos, com seus grandes prêmios, se houver interesse dos donos de Haras e de cavalos, com sua associação (ou clube). Acho q deveria ser aberto ao público como Área de Lazer em dias específicos q não tenha corridas de cavalos com parquinho para crianças e faixas para pedestres correrem ou caminharem e faixas para bicicleta.
A área deveria incluir a área da Escola Jockey Club de São Paulo, aonde estudei no Ensino fundamental qdo pequena, e continuar como escola para alfabetização de adultos , reforço no contraturno escolar pra crianças de escola pública, é um prédio lindo e histórico também, se encontra todo depredado e abandonado. Poderia facilmente funcionar um Centro tipo CEU. Não moro mais na Capital, mas já vi dois colégios funcionando ali e uma míni série gravada naquele prédio.
Gostaria de saber porque não se considerou na viabilidade o impacto no trânsito e na mobilidade urbana com tantas novas pessoas ocupando os novos prédios propostos nesse projeto. O impacto de eventual piora da mobilidade urbana da região pode pode refletir na qualidade de vida de todo o entorno.
NOSSA SUGESTÃO E SOLICITAÇÃO SEMPRE FOI QUE PINHEIROS TENHA SEU CENTRO CULTURAL PÚBLICO MUNICIPAL INAGURADO , HONRANDO O COMPROMISSO INICIAL DO PLANO DIRECTOR EM 2003 MAIS O MENOS POR SER URGENTE A NECESIDADE DE TER UM CENTRO CULTURAL ,DOMDE PRESERVAR NOSSA HISTÓRIA COMO SOCIEDAD ORGANIZADA, ASSIM COMO OFERECER UM POLO AL TURISMO CULTURAL ENCONTRAR ,ESTA IDENTIDADE REGIONAL ,ABANDONADA ENTRE UM AMONTOADO DE PREDIOS E MAISD PREDIOS,, PINHEIROS MERECE TER UMA AREA DE PINHEIROS ARAUCARIAS, EU ME COMPROMETO A COLABORAR COM ALGUMAS SEMENTES DE ARAUCARIAS,, UM CENTRO CULTURAL PÚBLICO MUNICIPAL ,, VALORIZANDO ESA AREA TAN ESPECIAL
A área do Jockey é escassa em árvores. Não há possibilidade de promover uma maior arborização, por exemplo no perímetro externo da pista 1 e outros locais possíveis? Por exemplo, o município fornecer as mudas, talvez o plantio, cabendo ao Jockey sua manutenção. Melhorando assim a área verde da cidade.
Possibilitar a qualificação da micro acessibilidade de pedestres e ciclistas no entorno, nas travessias e nos acessos ao Jockey Club, considerando a necessidade de promover transposições qualificadas sobre o Rio Pinheiros, a partir das estações Hebraica-Rebouças e Cidade Jardim da CPTM, tanto quanto da Ciclovia do Pinheiros e nos percursos entre o hipódromo, as regiões da Estação Butantã do Metrô, a Centralidade da Vital Brasil, o Instituto Butantã, a USP, o Corredor da Av. Prof. Francisco Morato e os principais equipamentos da região, sugerimos a ligação entre as 2 estações da CPTM (Hebraica e Cidade Jardim) e as respectivas pontes vizinhas Euzébio Matoso e Cidade Jardim, tal como foi efetuada a ligação da Estação Universitária e respectiva ponte, facilitando a mobilidade tanto de usuários visitantes, quanto de funcionários e moradores em geral da região.
Possibilitar melhorar a mobilidade e transporte das pessoas na região do entorno, nas travessias e nos acessos ao Jockey Club, bem como nas passagens para os distritos do Butantã, Morumbi, Vila Andrade e região, considerando a necessidade de promover viagens qualificadas e eficientes no transporte público, a SMT precisa demarcar faixas exclusivas na esquerda (preferencialmente) e / ou direita, desde a Av. Cidade Jardim, na Ponte Cidade Jardim, nas Avenidas dos Tajurás, Lineu de Paula Machado (até a USP), na Rua Oscar Americano, na Av. Morumbi até as Pontes do mesmo nome e na Rua São Valério, Nordestino e Alvarenga, até a Av. Prof. Francisco Morato. Assim a faixa exclusiva da Av. Giovanni Gronchi terá vazão da Padre Lebret. Precisa demarcar Áreas de Conflito (zebrado amarelo) nas confluências de todas estas vias, nestas faixas evitando fechamento das mesmas pelo trânsito de carros congestinados.
Com a falta de áreas verdes não seria melhor para a cidade transformar o Jocquey num grande parque público
Não concordamos com a forma da implantação do empreendimento no Joquey Clube
É um lugar Histórico importante da cidade que dever continuar funcionando com parcerias e mas segurança !corridas!turismo! Dinheiro para cidade ! Corridas de cavalos !aberto a público c lojas, comércio,shopping,no próprio jokey
Sabendo que a consulta publica define as regras para o desenvolvimento deste equipamento nos próximos anos, imagino a intervenção nessa área de mais de 700mil metros quadrados de cunho ambiental. O jóquei é uma área alagável do rio pinheiros e um possível corredor verde, com grau alto para uma mudança visível em todo seu perímetro urbano. Transformar o jóquei numa versão paralela de pantanal atribuiria todo o valor que essa área merece. Queria poder explicar mais com frases menos complexas. Mas imaginem até o shopping Eldorado virando uma gigantesca fazenda urbana. É nesse tipo de cidade que devemos mirar. Devolver área permeável com um ecossistema autossuficiente. Seria incrível o primeiro jóquei revitalizado na américa latina que respeita aonde foi construído. Palco de pequenos eventos, floresta urbana, corredor ecológico, escola, oficinas, jardim aberto com animais silvestres, um desvio das ciclo faixas daquela zona e um respiro verde (a capital precisa) entre todas aquelas casas bilionárias à venda.
Sugiro rever os índices dos quadros 1, 2 e 3 (CA maximo, Taxa Ocupação, Gabarito) para o subsetor Jose Augusto de Queiroz aplicando os mesmos utilizados para o setor Eusebio Matoso. Considerando que o objetivo do PIU seja propiciar a participação da iniciativa privada possibilitando a captura de valor dos negócios imobiliários para aplicar no desenvolvimento urbano, entregando para a cidade áreas públicas qualificadas, é certo que a viabilidade econômico financeira seja chave para o sucesso do PIU. Caso contrário háo risco de ser mais um projeto com boas intenções porém sem aderência do setor privado e consequentemente, sem sair do papel. Desta forma entendo que há uma incongruência ao se considerar o subsetor Jose Augusto de Queiroz como o de maior valor ( R$20.341/m² vide estudo de viabilidade) porém penalizando o mesmo com CA max, Gab Max e TO max inferiores aos indices aplicadosno subsetor Eusebio Matoso cuja percepção no estudo de viabilidade é de menor interesse do mercado ( R$15.872/m²). Entendo que quanto maior o VGV potencial do PIU, maiores as possibilidades de se capturar o valor para as melhorias urbanas, para áreas publicas e qualificação da região. Da forma que está o projeto deixa-se de explorar um enorme potencial! Visto que o tamanho do subsetor Jose Augusto de Queiroz é 3,5 vezes a área Eusebio Matoso. abraços!
item 7. Subsetor José Augusto de Queiroz A solução indicada não me parece a melhor para contribuir na mitigação do impacto de vizinhança do hipódromo à zona exclusivamente residencial próxima, não atende os moradores da região e não atende os interesse da comunidade em geral. O Estacionamento dos Eucaliptos pode ser melhor aproveitado para a comunidade em geral se tornado em parte Área Pública sem atrapalhar o subsetor, passível de transformação mais intensa, que pode recepcionar empreendimentos que tragam diversidade de usos e maior densidade construtiva, afastados das residências para uma inserção sensível à vizinhança e à ambiência do conjunto do hipódromo, com preservação da vegetação existente. Na R. Dr. José Augusto de Queiroz existem 400 m.de muro em linha reta dividindo com a área do Jockey até a portaria de entrada do Jockey , que ao invés de se transformar em mais uma via de carros, retirando Arvores de grande porte, que de 4 pistas se transforma em 2 pistas em cada ponta, que é o que todos menos querem, pode em parte se transformar em um Parque Público com a dimensão de 400 m. X 25 m. = 10.000 m² de área já muito arborizada que pode aumentar e ser mantida pelo Jockey (1º faixa de estacionamento dos carros dentro do Jockey) que em vez de ter muros dividindo o Parque Público com o Jockey poderia ser Grade de ferro vazada dando amplitude e valorizando a cidade. A solução que proponho não prejudica o PIU aqui colocado, atende os moradores mais próximos, atende os moradores da região, atende o moradores de São Paulo com mais um Parque Público e com certeza se tornará mais um ponto Turístico de São Paulo. O Restante 2/3 do Estacionamento do Eucaliptos, já bem arborizados, continuaria a funcionar como estacionamento para os usuários do Jockey, para os frequentadores da praça, para os usuários em geral etc. É uma solução simples, barata e de fácil execução! Parabéns pelo trabalho. Estou a disposição Sandra
Seja qual for o projeto urbanístico, desde construção de casas, prédios, bairros, devem ter regras rígidas mínimas de área verdes, possibilitar a mobilidade urbana fácil, ágil e segura; ter pequenas praças e parques próximos às moradias dos cidadãos, promovendo à beleza aos olhos e sentimentos de tranquilidade, promovendo a aproximação entre crianças, adultos e idosos; promovendo a afetividade e amizade entre as pessoas moradoras e frequentadoras do bairro. Tudo isso promove a saúde, a qualidade de vida do cidadão e portanto, uma cidade mais saudável com pessoas saudáveis e não violentas. Prédios públicos devem ter plantas com obrigatoriedade de áreas verdes e vários pequenos locais para o cidadão praticar atividade física de forma que possa ir à pé; prédios privados idem, as ruas devem ter uma única mão com uma lógica bem planejadas. As vias para o transporte público devem ser bem projetadas. Estimular os cidadãos através de políticas públicas a embelezar as fachadas. Espaço entre a rua e a construção de paredes dos prédios e entre prédios que sejam saudáveis sem aglomeração. Construir espaços públicos próximos as residências com unidade de saúde; pequenas praças de convivência, para atividade física e promoção da proximidade, afetividade, amizade entre pessoas; escolas fundamentais, possibilitando uma vivência mais humanizada. Que todos os prédios públicos tenham áreas, disponibilizadas, para serem aproveitados também pelo cidadão. Grandes parques são bem vindos, mas os pequenos espaços de convivência espalhados são muito mais úteis à qualidade de vida do cidadão e da cidade.
Como socio do Jockey clube desde 1981 tem a dizer que enfim conseguimos tentar resolver um problema que se arrasta a varios anos. MAS EM NENHUM MOMENTO OS SOCIOS ESTAO SENDO CONSULTADOS E NEM INFORMADOS dos tramites. Entendo como o nome ja diz SOCIO. Queremos opinar e vou conclamar outros socios para o mesmo.
O HIPÓDROMO PAULISTANO E SUA INEXORÁVEL DESAPROPRIAÇÃO Com seus 600.000 metros de área, aproximadamente 25 alqueires, o hipódromo Paulistano acaba de completar 80 anos. Foi incorporado ao patrimônio do Jockey Club através de contrato de doação feito pela “Cia Cidade Jardim”, empresa colonizadora dos bairros de Cidade Jardim e Morumbi. Celebrado em novembro de 1936 com a interveniência e participação direta da Prefeitura de São Paulo, através do Prefeito Fábio Prado, à época também Presidente do Jockey Club. Destacam-se entre as suas principais cláusulas “a inalienabilidade e impenhorabilidade da terreno” e a hipótese de dissolução legal do Jockey onde "a área do hipódromo com seus terrenos e edificações reverterão para o patrimônio da municipalidade". ( registrado no 11 Tabelião de Notas SP ) No início dos anos 80, acompanhado da evolução e mudanças de hábitos da população e das atividades de lazer e entretenimento da cidade, o Jockey e seu hipódromo passaram por uma crescente perda de público. Desde então, vem passando por um longo e contínuo período de dificuldades, agravamento de suas finanças, deterioração fiscal, chegando ao ponto de deixar de honrar o pagamento de prêmios aos proprietários e criadores de cavalos, permanente atraso nos salários de seus funcionários, inadimplência de pagamentos das contas de energia, água, limpeza e segurança. Como desdobramento ao esvaziamento e enfraquecimento da entidade, o desaparecimento ainda maior do público e deterioração da atividade. A mentalidade que prevaleceu no Jockey Club nos últimos 30 anos, à exceção de determinado período, foi a de que estando o turfe irremediavelmente debilitado, não restaria ao Jockey outro caminho senão a alienação de seu patrimônio e a tentativa de transformá-lo num grande cassino passando a adotar outros tipos de jogos e apostas como, por exemplo, caça níqueis. Inúmeras vendas de patrimônio do Jockey foram consumadas, entre outras importante e valiosa área rural ( seu Posto de Fomento ), a sede do Jockey ( prédio inteiro e bem localizado na Rua Boa Vista ) e Colégio do Jockey ( situado ao lado da Vila Hípica do hipódromo, adquirido pela Fundação CSN, empresa ligada ao atual presidente Benjamin Steinbruck ). As vendas sucessivas de seu patrimônio imobiliário não resolveram nenhum de seus problemas, o dinheiro virou pó. A expectativa 9 de legalização do jogo no Brasil não chegou e, assim, as duas “saídas milagrosas” fracassaram. O Jockey viveu momentos de melhoria financeira, e aumento de púbico, quando abriu caminhos para transformar-se num espaço aberto para a população com eventos culturais, artísticos e multi esportivos. "Espaço da cidade", “parque dos paulistanos, onde as corridas passaram a ser mais uma de suas atrações, longe de ser a única”. Período em que foram renegociadas e colocadas em dia, através de Refis, suas dívidas tributárias, pagando em dia seus funcionários, bem como os prêmios aos proprietários e criadores de cavalos. A revitalização da sede do centro ( Rua Boa Vista ) passou a ser lucrativa, utilização adequada da Chácara do Ferreira ( com a mudança de nome para Chácara do Jockey e palco de grandes eventos ), além da recuperação do acervo artístico. Tudo isso sem a venda de nenhum imóvel e nenhuma obra de seu arte que, ao contrário, foram restauradas. Com a renovação e ampliação de seu público passou a integrar-se à agenda de eventos da cidade obtendo sua reinserção na grande mídia ( principais jornais e revistas ), bem como parceria com a Rede Globo que passou a realizar a cobertura televisiva de seus mais importantes eventos. Através da “Folha de São Paulo”, em matéria publicada em 25/01/2021, assinada pelo repórter Artur Rodrigues, a população paulistana foi informada estar atualmente em gestação um "Plano de Intervenção Urbana" ( PIU DO JOCKEY) na área do hipódromo paulistano. Projeto, atualmente em discussão, que buscaria a otimização do Hipódromo para futuros empreendimentos e edificações imobiliárias. Consta das publicações da prefeitura que numa primeira rodada de audiências públicas teria sido constatada a impossibilidade do hipódromo transformar-se num espaço de participação da população, “parque da cidade”, pelo fato de dificultar a realização e atrapalhar a realização das corridas. Encontram-se abertas uma segunda etapa de audiências que deverão ir até 26 de fevereiro. Sem entrar no mérito da credibilidade, ou mesmo representatividade, da primeira etapa de audiências públicas já realizadas, registre-se o absurdo desta preliminar conclusão de que a participação da população nas dependências do Jockey atrapalhariam o movimento das corridas. As experiências dos importantes hipódromos do mundo apontam que no fato de vir a ser um “parque público” encontra-se a possibilidade de seu sucesso e sobrevivência. Essa foi chance que o Jockey não soube ( ou não quis ) 10 aproveitar. O renomado e internacional Hipódromo de Longchamp, por exemplo, encontra-se no coração do Bois de Boulogne ( o grande parque da cidade de Paris ). O parque aberto para a população atrai o público para o hipódromo que passa a se interessar e acompanhar as corridas, condição que o viabiliza e fortalece. Hoje as corridas semanais podem ser realizadas em outro espaço, num local fora da capital de SP, em função de seu pequeno publico que já acompanham as corridas virtualmente e à distância. O Jockey terá condições até mesmo de reformar o hipódromo de Campinas, de sua propriedade, ou optar pela construção de um novo hipódromo em outra localidade do interior paulista. No hipódromo de Campinas, à semelhança de Cidade Jardim, seus atuais dirigentes, ao invés de fortalecerem a prática de um centro de treinamento para seus cavalos, pretendem a estruturação de outro “projeto imobiliário” transformando-o também num grande conjunto de residências e escritórios. O Hipódromo Paulistano, e sua inexorável vocação de “parque da cidade”, poderá passar a sediar algumas reuniões de corridas anuais, aquelas de altíssima qualidade e nível técnico, à semelhança do GP de Fórmula 1 em Interlagos. Durante todo o decorrer do ano, as áreas do hipódromo devem e poderão transformarem-se num completo “Parque Público”, aberto para toda a população, com áreas verdes, atividades físicas, pistas de ciclismo e multi esportivas. Um grande e importante Centro de Artes, Cultura, Inovação, Lazer, Esportes e Entretenimento. Seus espaços melhores aproveitados e utilizados em benefício de toda a população de São Paulo. Eram 8.000 sócios o quadro associativo do Jockey Club de SP nos anos 80, caiu para 3.000 no início dos anos 2.000. A decadência e o esvaziamento da entidade deixou de oferecer aos seus sócios qualquer vantagem ou benefício. 90 % do histórico rol de seus sócios desligaram-se de forma definitiva, grande parte como forma de protesto e indignação. Restam, infelizmente, atualmente, pouco mais de 300 sócios pagantes. Um processo deliberado de esvaziamento com propósito polêmico e questionável. O esvaziamento progressivo da entidade foi acompanhada de sucessivas mudanças estatutárias. As eleições passaram a ser indiretas para um Conselho Diretivo que pretende encampar e gerir os bilionários projetos imobiliários em questão. Outra mudança, essa ainda mais recente, restringiu a apenas 50 associados o quórum das Assembleias que hoje são o suficiente para aprovar suas deliberações, inclusive as que tratam da 11 alienação e administração de seu patrimônio. Passaram a adotar, como regra, a possibilidade do voto virtual. Conjunto de encaminhamentos controversos e polêmicos do ponto de vista do Código Civil que dispõe sobre a legalidade dos estatutos dos clubes e associações esportivas. A mais recente e emblemática decisão, já sob as novas e questionáveis novas regras, a constituição de uma “Companhia de Investimentos e Exploração Imobiliária” com o objetivo de implementarem a gestão e administração dos futuros projetos imobiliários no hipódromo e em outras áreas. A questão central que precede e antecede a polêmica e controversa reurbanização das áreas do hipódromo paulistano ( PIU do Jockey ), além de sua adequação para vir a ser um Centro das Artes, Cultura e Inovação, “Parque do Jockey”, centro de lazer e entretenimento, diz respeito à legalidade, legitimidade e representatividade em performa-la. Somos uma entidade onde as políticas de vendas e liquidação reiterada de patrimônio não surtiram efeito, fracassaram. Não nos levaram a lugar algum. Antes de qualquer “plano de reurbanização” ou qualquer outra iniciativa, estão colocadas todas as condições para a prefeitura de SP declarar o hipódromo Paulistano de utilidade pública para fins de desapropriação, incluindo as áreas tombadas ( a serem preservadas ), como também aquelas que poderão serem transformadas. Para a afetiva preservação histórica do Jockey e do turfe, encontram-se colocadas as condições para a prefeitura de SP vir a declarar o Hipódromo Paulistano de utilidade pública para fins de desapropriação. Poderá faze-lo através de um encontro de contas com seus passivos. A única forma de obter-se a legitimidade e legalidade necessárias para a modernização e recuperação de uma das mais importantes áreas permeáveis e bem localizadas de São Paulo, colocando-as à serviço da cidade. Márcio Toledo Ex-Presidente do Jockey Club de SP por dois mandatos sucessivos ( 2005 a 2008 e 2008 a 2011 ), Sócio Titular e efetivo no exercício pleno de seus direitos, Presidente do Interbanc Agropecuária, Proprietário do Grupo 6 de Cocheiras, localizadas na Vila Hípica do Hipódromo Paulistano (Matéria Folha de S Paulo) Endividado, Jockey de SP dá 'desconto' e se desfaz de patrimônio milionário Para quitar débitos, clube já vendeu imóveis até para os seus associados Guilherme Seto Artur Rodrigues SÃO PAULO Com dívida de centenas de milhões de reais, o Jockey Club de São Paulo, ícone do glamour quatrocentão paulistano, já vendeu mais de R$ 110 milhões em imóveis para colocar as finanças em dia. O valor tem sido usado para pagar dívidas tributárias, manter suas operações e, por fim, atrair investidores. O Jockey vendeu ao menos quatro imóveis nos últimos anos, todos por meio de leilão público e aprovados em assembleia de sócios. As ofertas têm sido escassas —algumas vezes, feitas por sócios abastados e abaixo do valor estimado pela prefeitura. Um dos imóveis, onde funciona posto de gasolina, foi vendido por R$ 8 milhões. O valor venal de referência estimado pela prefeitura é de R$ 12,7 milhões. O Jockey lançou o imóvel em leilão por esse preço, mas não recebeu propostas. O clube vendeu também um terreno de mais de 3.200 m2 onde no passado funcionou o colégio Equipe, ao lado do Jockey, em Cidade Jardim. A compradora foi a Fundação CSN, ligada à Companhia Siderúrgica Nacional, comandada por Benjamin Steinbruch, presidente do conselho administrativo do Jockey. O imóvel recebeu só uma proposta e foi vendido pelo valor mínimo no leilão, R$ 11,9 milhões. Novamente, o valor está abaixo do estimado pela prefeitura: R$ 13,9 milhões. A maior soma conseguida pelo Jockey, de R$ 90 milhões, foi com a venda de prédio no centro de São Paulo onde ficava a sede social do clube. O edifício foi vendido para o empresário Antranik Kissajikian e seu filho, André Kissajikian, sócios do Jockey.
O Plano Diretor vigente engloba um instrumento para análise e solução de micro áreas urbanas, denominado Plano de Intervenção Urbana (PIU), cuja utilização pode ser entendida nas propostas específicas realizadas que envolveram o Anhembi, Pacaembu, e outras áreas de igual interesse. Está em estudo agora, o PIU referente ao Jockey Clube, que ocupa uma extensa área junto à Marginal do Rio Pinheiros, parte ocupada pelo uso ligado às corridas equestres, sendo o restante da área subutilizada. A proposta seria uma forma de melhor utilização destas últimas, com consequente reforço as condições físicas e econômicas do Jockey Clube, modalidade que enfrenta problemas mundialmente, pela queda de interesse neste tipo de utilização. Assim, parece louvável a iniciativa e o respectivo debate a respeito. Cabe, porém uma observação; na análise dos demais PIUs processados, verificam-se problemas cujo indicador é o mesmo, falta de integração das propostas efetuadas com as condições do entorno. De fato, embora a intervenção legal seja elogiável, as consequências destas inserções de propostas micros à a área urbana necessitam ser avaliadas quanto suas consequências, no mesmo tempo em que se pretenda sua implantação. No caso em tela, existe uma coincidência favorável, a legislação prevê para breve uma reforma do Plano Diretor. Ora a soma e a superposição destas medidas, é a solução correta, de forma a atender não só ao Jockey Clube, mas também os moradores do entorno à área; enfim aos interesses da cidade de São Paulo como um todo.
Os prédios modernos tem plantas que tem varandas, constituindo um espaço agradável para quem mora em prédios. A maioria dos novos prédios tem brinquedoteca e piscina - o que é ótimo -, no entanto, deveria se ter a obrigatoriedade de áreas de convivência social esportiva, com pequenas quadras ao ar livre pois a necessidade de se estimular a atividade física e o convívio entre crianças e pessoas também devem ser partes importantes da humanização dos projetos urbanísticos que todas as Secretarias devem participar ativa e efetivamente.
Curiosamente, o plano proposto pela Prefeitura essencialmente é um projeto imobiliário, enquanto nos comentários de cidadãos não se lê uma linha de apoio à construção de prédios. O interesse do cidadão é por áreas verdes de fruição e lazer, está claro. A quem interessa, afinal, fechar mais um pouco a paisagem e gerar poluição com trânsito de caminhões, produção da matéria-prima (concreto e aço, entre outros, que destroem os nossos ecossistemas) e uso intensivo de água e energia elétrica? Tornar a cidade um pouco mais feia? Certamente a poucos, que nem sequer se manifestam neste espaço. Portanto, cabe à Prefeitura representar verdadeiramente o interesse público e interromper de uma vez o toma lá, dá cá de suas relações com o setor imobiliário. São Paulo já tem imóveis suficientes, basta reformá-los e ocupá-los. Em pleno 2021, devemos falar de plantio de árvores e alargamento de calçadas, bens comuns, não de plantio de prédios e alargamento de ruas, bens para poucos. E acabar de uma vez com a destinação do orçamento público para fins particulares.
A intervenção prevista na parte que tem limite com a área estritamente residencial na rua Doutor José Augusto de Queiroz vai acabar com a moradia de todos as famílias dali, pois essa rua vai ser transformada numa avenida semelhante à Av. dos Tajurás, onde claramente é inviável a permanência de residências. Prédios do gabarito previsto na área do atual campo de futebol (área 6 no mapa) (60m de altura) vão congestionar sozinhos todo o bolsão 1 do bairro Cidade Jardim refletindo impacto na Marginal e na Ponte Cidade Jardim já bastante sobrecarregadas em horários de pico. O alto fluxo de pessoas e comércio numa zona estritamente residencial certamente trará problemas de segurança para o bairro.
A meu ver esse projeto causará um enorme impacto negativo no nosso bairro, no que diz respeito a: Degradação do meio ambiente Grande aumento do tráfego de veículos de toda espécie ocasionando um trânsito extremamente complicado e moroso. Descaracterização do nosso bairro que ainda é na maior parte, residencial. Desvalorização dos nossos imóveis/ casas Aumento da violência. Não vejo esse PIU como um projeto de interesses públicos e sim de grandes interesses privados que nos causarão inúmeros transtornos. Um PARQUE aproveitando toda área verde já existente e incorporando mais e mais e mais árvores e verde é o que nossa população realmente precisa.
Favorável à preservação ambiental, incremento de vegetação arbórea e áreas permeáveis, benfeitorias para maior acesso público e caracterização/estruturação como parque ecológico, cultural e esportivo. Contra ao empreendedorismo imobiliário. O Jockey Club é um patrimônio histórico e penso que deve ser preservado e explorado como tal, com limitações urbanísticas consoantes com sua estrutura, assim como pela constituição histórica do seu entorno.
Na qualidade de moradora e proprietária de imóvel localizado no bolsão 1 e SÓCIA do Jockey clube de São Paulo tenho a registrar : 1- Empreendimento pretendido dessa magnitude é incompatível com a zona residencial , com a infra estrutura urbana existente e certamente ira gerar prejuízo diversos a cidade e a vizinhança, como aumento do trafico , aumento da poluição sonora e do ar ,descaracterização urbanística dentre outras. 2- O "projeto Jockey"deve majoritariamente contemplar um novo parque para a cidade de São Paulo , trasendo mais área verde e qualidade de vida para todos . A carência de áreas verdes e parques na cidade de SP é inquestionável. As áreas comerciais bem como empreendimentos verticalizados dentro do projeto devem ficar limitadas a porcão próxima a av Eusebio Matoso que ja abriga áreas comerciais e verticalização no seu entorno. 3- Para reduzir o impacto de vizinhança especificamente no bolsão 1 é necessário consolidação do fechamento do sistema viário "ruas com circulação exclusivas à moradores" , ajuste no zoneamento da av Tajuras restringindo atividades que gerem impacto no convívio com a área residencial , tais como ; borracharia , oficina mecânica, clinicas veterinárias , hotel de pets , restaurantes , etc , buscando um comercio mais qualificado lindeiro a área residencial, restrição também à atividades comerciais dos dois lados da nova rua Dr José Augusto de Quiroz .
Na qualidade de moradora e proprietária de imóvel localizado no bolsão 1 e SÓCIA do Jockey clube de São Paulo tenho a registrar : 1- Empreendimento pretendido dessa magnitude é incompatível com a zona residencial , com a infra estrutura urbana existente e certamente ira gerar prejuízo diversos a cidade e a vizinhança, como aumento do trafico , aumento da poluição sonora e do ar ,descaracterização urbanística dentre outras. 2- O "projeto Jockey"deve majoritariamente contemplar um novo parque para a cidade de São Paulo , trasendo mais área verde e qualidade de vida para todos . A carência de áreas verdes e parques na cidade de SP é inquestionável. As áreas comerciais bem como empreendimentos verticalizados dentro do projeto devem ficar limitadas a porcão próxima a av Eusebio Matoso que ja abriga áreas comerciais e verticalização no seu entorno. 3- Para reduzir o impacto de vizinhança especificamente no bolsão 1 é necessário consolidação do fechamento do sistema viário "ruas com circulação exclusivas à moradores" , ajuste no zoneamento da av Tajuras restringindo atividades que gerem impacto no convívio com a área residencial , tais como ; borracharia , oficina mecânica, clinicas veterinárias , hotel de pets , restaurantes , etc , buscando um comercio mais qualificado lindeiro a área residencial, restrição também à atividades comerciais dos dois lados da nova rua Dr José Augusto de Quiroz .
Inaceitável tal intervenção no Joquei , por que não um parque , aumentando a área verde da cidade e trazendo a integração do Hipódromo à sociedade. Chega dessas construções que acabam com nossos bairros , que descaracterizam as áreas de São Pulo. Inviável engolir uma área residencial , acabar com área permeável do entorno do rio, acabar com as árvores , que já não são muitas em nossa cidade. O impacto ao entorno será violento ! Nenhum estudo digno de impacto ao tráfego , nenhum estudo de meio ambiente e impactos ao entorno ! Enfim propostas pautadas na indiferença com os moradores do bairro e visando apenas o lucro das grandes incorporadoras e presidência do Joquei Clube. Lamentável !
O PIU no jockey clube no formato que está sendo proposto, atenta contra as condições que o tombando e preservação do jockey agride o meio ambiente e fatalmente irá diminuir uma das áreas verdes da cidade além de atingir as áreas residências em seu entorno. Há outras soluções sustentáveis e economicamente viáveis para recuperar o jockey.
O projeto como esta posto , torna-se critico aos moradores do entorno . Alargamento de vias , derrubada de arvores , prejuizao na insolacao das casas , aumento de ruidos , poluicao , aumento do movimento de veiculos . vira trazer , enormes prejuizos aos moradores , solicito a revisao completa desta ideia de edificacao de predios .Obrigado
Muito difícil conseguir manifestar minha opinião aqui nesse canal , já foram inúmeras tentativas recusadas. Como morador da cidade de São Paulo acho um absurdo a área do Joquei Clube ser destinada ao que se refere o PIU. O PIU é um ato contra os moradores do bairro , contra a cidade que precisa URGENTE de áreas verdes e permeáveis . Não podemos aceitar a verticalizacao de uma área tão importante e Histórica da nossa Cidade. É claro que grandes construtoras , poder público e Joquei clube estão alinhados para mais uma vez favorecerem a eles próprios e não a nossa cidade ! Não ao PIU!
Basicamente somos contra por conta de inúmeros fatores, sem citar que o Jockey é tombado e que sua constituição quando da doação do terreno à municipalidade, veda qualquer utilização que não seja corrida de cavalos. 1) Aumento excessivo de tráfego 2) Descaracterização de um bairro que é na sua maioria residencial ( Recentemente já fomos “presenteados” com a construção de torres residenciais e comerciais em um lado da rua Itape-açu) 3) Desvalorização de todos os imóveis da região 4) Os PIUs foram criados para o caso de interesse público. Não é o caso deste onde existe flagrante desvio de finalidade já que só beneficiará incorporadoras. Isto posto,acredito que um parque iria mais em direção aos interesses da municipalidade de S Paulo.
Projeto totalmente incompatível com os anseios dos moradores da cidade e bem alinhado com a indústria IMOBILIARIA A população, ainda mais em condições de pandemia que vivemos, precisa cada vez mais de áreas verdes, parques, quadras esportivas que comtemple o uso COLETIVO. O que está sendo "negociado" são terrenos para projetos imobiliários para atender uma elite financeira em detrimento do uso COLETIVO. Espero que os gestores se atentem a isso e façam o papel que lhes foram conferidos, por voto popular, em prol do COLETIVO.
Sou proprietária de uma casa na Rua Itape-açu 158, arredores deste projeto PIU JOCKEY. Não consegui acessar o site que foi fornecido para as nossas manifestações: www.gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/jockey-club-2. O site não funciona e com isso, fomos prejudicados. Sou contra a este projeto: 1) Pelo fato do Jockey ser uma área tombada 2) Por trazer um tráfego absurdo na nossa região. 3) Por desvalorizar a nossa região e os nossos imóveis. 4) Pelo fato do projeto PIU apenas beneficiar as incorporadoras em detrimento dos nossos interesses. É um projeto UNILATERAL!!! At. Cláudia Maria Cataldi (11)99982 8589
SOMOS ABSOLUTAMENTE CONTRA O PROJETO , COMO ESTÁ PROPOSTO. Acho uma afronta enorme aos direitos adquiridos , não só aos moradores do entorno , como à tantos e tantos paulistanos que seriam diretamente prejudicados por um adensamento populacional extremo em uma área já tão afetada pelo trânsito extremo. É notório o complexo trânsito da região , que será muito afetado com um empreendimento deste porte e que obviamente não terá como ser resolvido , já que existe um afunilamento provocado pela ponte . Moro e transito há mais de 20 anos na região e está claro que toda esta área em torno do Jockey Club constituem um problema enorme para toda a Zona Sul da cidade , no que se refere ao trânsito !!’ Podemos notar que sempre que o trânsito aperta ao redor da ponte CJ , o reflexo se estende por muitos e muitos km em todas as direções . Isto foi claramente notado por urbanistas que projetaram todos os túneis nesta região , sendo que infelizmente o efeito benéfico no trânsito já foi absorvido há muitos anos . É uma falta de respeito e constitui uma seríssima provocação a seleridade com que estão tentando passar está mudança e no meio de uma época tão complicada e atípica , de LockDown na cidade , quando as pessoas estão preocupadas com outros temas . Existem inúmeras proposta muito mais inteligentes para a ocupação racional deste espaço e que preservam o interesse de todos , como um parque com adensamento de verde e área de lazer para todos . Enfim a proposta além de ser irregular e afrontar o direito de muitos cidadãos , beneficiaria pouquíssimos , à custa de toda população paulistana
Muito triste em ver a proposta desse PIU. Nem parece que a prefeitura fez algum tipo de estudo para tal apresentação. alargamento de uma via que leva nada a lugar algum, impacto de transito não estudado de forma idônea,diminuição de área verde na cidade que precisa tanto disso. Porque não trazer para a cidade um novo parque? Tragam para a cidade soluções que ajudem a população e não soluções para engordarem cada vez mais os cofres públicos e privado de grandes incorporadoras. NãO A ESSE PIU! Tragam algo que visa o bem estar da população , já tão sofrida com a cidade cheia de enchentes , pois não existem mais áreas permeáveis na nossa cidade , como hoje o Joquei. Acabar com o patrimônio tombado não é a solução!
Como morador dessa enorme cidade, sou totalmente contra Esse PIU! Precisamos de mais áreas verdes na cidade, mais áreas comuns para os cidadãos, com esse PIU teremos a retirada de 500 mts lineares de árvores que guardam espécies como Tucanos,macacos e papagaios nativos. Essa construção de mais torres enormes!!! quem precisa de mais torres enormes nessa cidade? Ou será que o que está por trás do PIU é a ganancia de grandes incorporadores e escritórios de arquitetura e urbanismo que só visam o Lucro. Será mesmo que esse PIU está sendo proposto com intenções como faladas, de trazer o Joquei para o convivio da sociedade? Teremos um desvio de finalidade no terreno que foi dodado para TURFE,não se pode ter exploração imobiliária em áreas doadas! Incomum esse tipo de abordagem em uma época de PANDEMIA. Por diversas vezes tentei deixar aqui minha opinião e a mesa não foi publicada. Integrar o Joquei como um parque a aberto ,aonde os moradores e a cidade usariam sua estrutura e espaço. Criar um museu, um teatro, praças , um PARQUE Por favor , repensem ! Não ao PIU Joquei
Lamentável essa proposta para uma área que deveria ser destinada para a população com área verde e um parque. Vocês só pensam em favorecer grandes incorporadoras e escritórios de arquitetura e urbanismo, nunca a população é favorecida. Fora o impacto de área permeável e destruição de 500 mts de arvores com fauna nativa.
Não ao PIU! As experiências dos importantes hipódromos do mundo apontam que a ser um “parque público” encontra-se a possibilidade de seu sucesso e sobrevivência. Essa foi chance que o Jockey não soube ( ou não quis ) 10 aproveitar. O renomado e internacional Hipódromo de Longchamp, por exemplo, encontra-se no coração do Bois de Boulogne ( o grande parque da cidade de Paris ). O parque aberto para a população atrai o público para o hipódromo que passa a se interessar e acompanhar as corridas, condição que o viabiliza e fortalece. No hipódromo de Campinas, à semelhança de Cidade Jardim, seus atuais dirigentes, ao invés de fortalecerem a prática de um centro de treinamento para seus cavalos, pretendem a estruturação de outro “projeto imobiliário” transformando-o também num grande conjunto de residências e escritórios. O Hipódromo Paulistano, e sua evidente vocação de “parque da cidade”, poderá passar a sediar algumas reuniões de corridas anuais, aquelas de altíssima qualidade e nível técnico, à semelhança do GP de Fórmula 1 em Interlagos. Durante o ano, as áreas do hipódromo devem e poderão transformarem-se num completo “Parque Público”, aberto para toda a população, com áreas verdes, atividades físicas, pistas de ciclismo e multi esportivas. Um grande e importante Centro de Artes, Cultura, Inovação, Lazer, Esportes e Entretenimento. Seus espaços melhores aproveitados e utilizados em benefício de toda a população. Chega do favorecimento de grandes empreiteiras e incorporadoras, precisamos de áreas arborizadas.
Primeiramente, vale notar que é praticamente impossível conseguirmos nos manifestar a respeito do projeto. Acessamos a página via computador ou celular e os comentários não ficam registrados, pois sempre há algum "problema". Parece até proposital para inibir as pessoas a deixarem comentários. Adicionalmente, fazem uma consulta em meio a uma pandemia onde as pessoas não estão tão atentas quanto poderiam. Apresentam um projeto de ALTÍSSIMO impacto na região como se fosse algo positivo e sem maiores consequências. Só há UM beneficiado com esse projeto: o Jockey clube. E claro, as empresas que pretendem lucrar com as vendas de imóveis. Há um claro desvio de finalidade aqui, uma vez que o terreno do Jockey foi doado pela Cia City para fins específicos de atividade esportiva (turfe), NÃO sendo permitida a exploração imobiliária da área doada.
Sou proprietária de uma casa na Rua Itape-açu 158, arredores deste projeto PIU JOCKEY. Sou contra a este projeto: 1) Pelo fato do Jockey ser uma área tombada 2) Por trazer um tráfego absurdo na nossa região. 3) Por desvalorizar a nossa região e os nossos imóveis. 4) Pelo fato do projeto PIU apenas beneficiar as incorporadoras em detrimento dos nossos interesses. É um projeto UNILATERAL!!! At. Cláudia Maria Cataldi (11)99982 8589
Não a esse PIU! Seria incrível o primeiro jóquei revitalizado na américa latina que respeita aonde foi construído. Palco de pequenos eventos, floresta urbana, corredor ecológico, escola, oficinas, jardim aberto com animais silvestres, um desvio das ciclo faixas daquela zona e um respiro verde (a capital precisa). Sabemos que a consulta publica define as regras para o desenvolvimento deste equipamento nos próximos anos, imagino a intervenção nessa área de mais de 700mil metros quadrados de cunho ambiental. O jóquei é uma área alagável do rio pinheiros e um possível corredor verde, com grau alto para uma mudança visível em todo seu perímetro urbano. Precisamos retirar esses prédios desse projeto !
Se existe realmente uma intenção de melhorar a região sem prejudicar o entorno , em qualquer das áreas que aonde pretende -se edificar a altura não deveria passar 15m ! Considero descabida uma construção de 60m de altura na rua José Augusto de Queiroz, por trazer sombra e mais frio no período de inverno e prejudicar o transito local por mais que seja feito um alargamento dela .
Não concordo pois o bairro de Cidade Jardim principalmente perto da ponte da Cidadd Jardim vai ficar totalmente prejudicado e degradado. As questões ambientais prejudiciais com um empreendimento desse porte vão ser inúmeras principalmente com a derrubada dos eucaliptos O trânsito ficará inviável nessa região Esse gigantesco empreendimento não trará nenhum benefício à população de SP e sim a grandes empreendedores imobiliários que visam o próprio enriquecimento
A construção de torres de 60 metros de altura em área estritamente residencial unifamiliar é uma afronta. Essa proposta de PIU deixa bastante claro o seu grande objetivo: exploração e especulação imobiliária com benefícios financeiros para pouquíssimos e impactos negativos para todos os moradores da região, impactos como aumento extraordinário no trânsito local, piora na segurança com aumento do comércio e fluxo de pessoas, quebra do silêncio e transtornos num cronograma de 10 anos de obras, retirada de 500 metros de árvores frutíferas e eucaliptos. Esse PIU deveria ter como objetivo a melhoria da qualidade de vida e bem estar de todos, talvez transformando o Jóquei num grande parque aberto a todo o público, mas o que está sendo proposto é exatamente o oposto disso.
Sou totalmente contra a esse projeto, como moradora do entorno do Jockey já posso prever as dificuldades que enfrentaremos com o aumento do trânsito da região.Não tem sentido um projeto desse porte dentro do Jockey,muda totalmente a proposta pelo qual foi concebido.Consigo entender que um parque agradaria muito mais a população de São Paulo.
Na minha opinião, não acho que a PIU do Jockey Clube está sendo realizado no momento mais oportuno, ficando quase que imperceptível ao conhecimento da maioria da população, devido ao momento de pandemia em que estamos vivendo. Esse projeto irá prejudicar uma grande região no entorno, além de modificar a finalidade pelo qual o terreno do Jóquei foi doado, não permitindo a exploração imobiliária. Nós moradores, adquirirmos nosso imóvel com a intenção de residirmos num bairro estritamente residencial, constituído principalmente de casas. Esse projeto, aumentará sobremaneira a circulação de pessoas devido à instalação do comércio e a construção dos enormes prédios propostos. Isso prejudicará muito a nossa segurança, nossa privacidade, nossa insolação e principalmente, o nosso sossego. Outro prejuízo seria ambiental, com a redução da vegetação localizada junto ao muro do Jóquei, e a elevação da poluição visual e sonora na rua Dr José Augusto de Queiroz, com o aumento do tráfego e com a obra de ampliação das faixas de trânsito dessa rua.
SÃO PAULO PRECISA DE VERDE... SÃO PAULO NECESSITA DE PARQUES ... SOU SÓ A FAVOR DE VERDE E PARQUES!!!
As estratégias e táticas para o incentivo do crescimento desenfreado imobiliário nesta região, é de interesse de um pequeno grupo de pessoas. Todo o entorno do bairro será afetado.
O Jockey é uma das principais áreas e pemeabilizacão da cidade de São Paulo, sou morador do bolsão 1 e sabemos que esta área sofre frequentes alagamentos durante o Verão. Nós moradores somos totalmente contra a mudança do PIU.
NÃO AO PIU!!! Esse PIU deveria ter como objetivo a melhoria da qualidade de vida e bem estar de todos, talvez transformando o Jóquei num grande parque aberto a todo o público, mas o que está sendo proposto é exatamente o oposto disso. Construção de torres de 60 metros de altura em área estritamente residencial unifamiliar é uma afronta. Essa proposta de PIU deixa bastante claro o seu grande objetivo: exploração e especulação imobiliária com benefícios financeiros para pouquíssimos e impactos negativos para todos os moradores da região, impactos como aumento extraordinário no trânsito local, piora na segurança com aumento do comércio e fluxo de pessoas, quebra do silêncio e transtornos num cronograma de 10 anos de obras, retirada de 500 metros de árvores frutíferas e eucaliptos
A área do Jockey foi doada para apenas a finalidade do Turf. E não desviando atividades estranhas como eventos e condomínios.
Vale ressaltar que é praticamente impossível conseguirmos nos manifestar a respeito do projeto! Após inúmeras tentativas espero que essa seja publicada. O PIU do Jockey Clube está sendo realizado no momento mais oportuno, ficando quase que imperceptível ao conhecimento da maioria da população, devido ao momento de pandemia em que estamos vivendo.NÃO AO PIU! Muitas outras propostas muito mais inteligentes para a ocupação deste espaço e que preservam o interesse de todos , como um parque com adensamento de verde e área de lazer para todos . Proposta absurda que quadruplicará o transito da região , que ja enviável. Afrontar o direito de muitos cidadãos , beneficiaria apenas os envolvidos como incorporadoras e diretoria do clube , à custa de toda população. Atenção prefeito Bruno Covas , isso não está correto! Atenção CONDEPHAT E CONPRESP !
O bolsão 1 é estritamente residencial, este projeto está descaraterizando o bairro. A R: Dr . José Augusto de Queiroz, será uma via de tráfego intenso, acarretando um enorme tráfego em todo o bolsão. Retirada de árvores do estacionamento, irá acabar com a vista dos moradores . Inaceitável o descaso ambiental. Somos contra o PIU do Jockey!!!!!!
Em pleno 2021, devemos falar de plantio de árvores e alargamento de calçadas, bens comuns, não de plantio de prédios e alargamento de ruas, bens para poucos. Deveríamos acabar de uma vez com a destinação do orçamento público para fins particulares. Um absurdo a prefeitura propor uma coisa dessas,mostra que nada foi pensado a não ser os interesses de incoporadoras e da mesma. Sou totalmente CONTRA esse PIU!
Não a esse PIU absurdo. Está na cara que apenas interesses financeiros estão sendo pensados. Arrancar 500 mts de arvores , construir torres absurdas em uma zona estritamente residencial, obstruir a visão de um patrimonio TOMBADO, fora o desrespeito ao direito adquirido das pessoas que por lá vivem. Como a prefeitura de SP pode fazer esse tipo de consulta ao meio de uma PANDEMIA MUNDIAL. Está claramente aqui que o interesse é que ninguém saiba o que está por acontecer! Tragam parques, museus, centro culturais, tragam resoluções serias e não simplesmente deem de bandeja o que pode ser público e de uso dos cidadãos para as grandes CONSTRUTORAS. NÃO a essa proposta absurda!!!
Não a esse PIU vergonhoso! Esse PIU deveria ter como objetivo a melhoria da qualidade de vida e bem estar de todos, talvez transformando o Jóquei num grande parque aberto a todo o público, mas o que está sendo proposto é exatamente o oposto disso. A Prefeitura só pensa em lotear a cidade a favor das incorporadoras? Tantos projetos bacanas já foram apresentados para o Jockey, e agora nesse momento tão delicado em que vivemos , vcs resolvem fazer um consulta publica? Será que é pra ninguém saber e participar? Tragam coisas boas para nossa cidade e não mais prédios e prédios....
Na minha opinião, não acho que a PIU do Jockey Clube está sendo realizado no momento mais oportuno para os envolvidos.PANDEMIA, caos, protestos... e vocês aqui fazendo isso ? quem vcs querem beneficiar? A população que não seria né? Queremos parques e arvores, queremos o Jockey como um espaço para todos e não para torres de apartamentos de elite e seus escritórios, impactarão no transito,na falta de permeabilidade do solo,mais torres,torres e torres. Ninguém quer isso Senhores! O Jockey ao longo dos anos teve tantas propostas bacanas e nenhuma aceita. Gostaria de saber aonde o CONPRESP e CONDEPHAT estão de acordo com essa proposta ultrajante!
Acho um ABSURDO o que querem fazer no bairro. Não se preocupam com o bem-estar dos moradores que aqui estão há anos. Essa pequena minoria que está por trás disso só pensa em si próprio. Além do que, o que SP precisa é de mais áreas VERDES e menos construções. Sou totalmente CONTRA esse empreendimento.
A Sociedade Amigos da Cidade Jardim, SACJ vem se manifestar contra alguns dos pontos propostos no Projeto de Intervenção Urbana (PIU) do Jockey Club: 1. A construção de torres de 60 metros, sem que haja perímetro de transição entre esses empreendimentos e as ruas do entorno; 2. A implantação de uma avenida de alto tráfego na rua José Augusto de Queiroz. Justificativa: Em reunião realizada em 28 de novembro de 2019 entre o então secretário de Licenciamento e Urbanismo, Fernando Chucre, o presidente da SP Urbanismo, Fernando Gasperini, o presidente da Sociedade Amigos da Cidade Jardim, SACJ, Marcelo Gatti Reis Lobo, sua conselheira, Laís Helena de Castro e o arquiteto Ricardo Gardinal, da Plareng, foi feita apresentação do projeto Bairro Protegido com todas as intervenções de moderação de tráfego para aquele perímetro da Cidade Jardim, que incluíam bolsões de contenção de trânsito em vias residenciais internas ao bairro, tratamento e padronização de calçadas e ciclofaixa que permita a conexão entre o Jockey Club e o Parque Alfredo Volpi, entre outras. Na mesma ocasião, a SACJ também propôs “prever a contenção de acessos ao Jockey Club para público e logística, de modo a evitar o tráfego de passagem e acúmulo de veículos nas ruas internas ao bairro, de trânsito local, em Zona Exclusivamente Residencial – ZER. Para isso, sugerem dar preferência de entrada ao Jockey pela Marginal do Rio Pinheiros, destacando haver espaço para a construção de pista de desaceleração”. Ponderou ainda a SACJ na mesma reunião: “se a ampliação de gabarito nas extremidades do Jockey Club, conforme setorização proposta, poderia ocasionar sombreamento à área exclusivamente residencial vizinha”. Por fim, neste mesmo encontro, a SP Urbanismo considerou que os projetos e itens pontuados pela SACJ seriam convergentes com a proposta trabalhada no PIU Jockey Club e ficou acordado que a equipe da SPUrbanismo entraria em contato com os representantes da SACJ quanto fosse realizar uma vistoria técnica ao Jockey Club, para que fossem indicados os pontos de conflito no bairro. ATÉ O MOMENTO, A SACJ NÃO FOI PROCURADA PELA SPURBANISMO. Vale lembrar que, as preocupações manifestadas pela SACJ foram incluídas no texto, mas sem a apresentação de soluções. É por este motivo que a SACJ reitera NÃO CONCORDAR COM A IMPLANTAÇÃO DE TORRES DE 60 METROS SEM PERÍMETRO DE TRANSIÇÃO ENTRE OS EMPREENDIMENTOS E AS RUAS DO ENTORNO e A IMPLANTAÇÃO DE AVENIDA DE ALTO TRÁFEGO NA RUA JOSÉ AUGUSTO DE QUEIROZ. E solicita uma reunião entre o atual secretário municipal de Licenciamento e Urbanismo, sr Cesar Angel Boffa de Azevedo, e o presidente da SPUrbanismo, sr Francisco Roberto Arantes, para a apresentação do PIU do Jockey Club à Sociedade Amigos da Cidade Jardim (SACJ) e apresentação de propostas.
Sou totalmente contra, mudei para o bairro por ser um lugar tranquilo de CASAS residenciais. A obra do varanda já esta prejudicando muito o bairro e não queremos uma obra maior ainda, o impacto no transito será enorme prejudicando a ponte cidade jardim refletindo em toda a volta. Um parque seria muito melhor para a cidade de São Paulo visto que faltam espaços verdes e a obra só degradaria o meio ambiente.
Sou morador do jardim Everest Morumbi perto da ZEU limite ao jóquei club onde é um bairro residencial onde deixa a indignação comum plano diretor totalmente incompatível com um bairro cuja é residência !
Precisamos de parques e verde , chega de concreto ,o Jóquei é um ícone para a cidade , e não pode transformar o entorno em especulação imobiliária e descaracterizar o bairro , precisamos do verde !!!
Fico muito contrariada ao saber destes planos de construir prédios no Jockey. O governo deveria se dar conta de que a cidade precisa de mais áreas verdes , se preocupar mais com a qualidade de vida do cidadão , do que com os lucros imobiliários. O Jockey foi tombado há muitos anos e graças a isso os paulistanos ainda tem este patrimônio . Não podemos perder este patrimônio para projetos mirabolantes que vão prestigiar pouquíssimos
Mais uma barbaridade que nos querem enfiar goela abaixo. Qual o interesse social dum projeto que de um lado contarah com imoveis carissimos, certamente nao acessiveis aa populacao em geral, e de outro acabarah com um entorno razoavelmente bem resolvido e arborizado? Estah obvio o interesse meramente economico e urbanisticamente indenfensavel. Aprovado administrativamente isso certamente terah graves entraves via Poder Judiciario. Trata-se de um escarnio!
inacreditavel! exploração imobiliária sem contrapartida para ninguem. Isso é uma barbaridade. Acaba com o bairro. Holocausto no transito. Feito num momento que fica escondido pela pandemia. Barbaridade! E vai tirar mais VERDE E AREA PERMEAVEL DA CIDADE. Nao da p acreditar.
além de tudo: a vegetação que será destruida abriga atualmente algumas espécies nativas, dentre elas o papagaio verdadeiro, cujos casais que todos os anos a usam para fazer seus ninhos. a autoridade ambiental tem que ser cientificada disso. ou a prefeitura estarah cometendo crime ambiental.
Maria Aparecida Eiras Garcia Arquiteta urbanista Concordo plenamente com a associação dos moradores e acho que , este projeto é inconstitucional por mudar drasticamente a que foi destinado em sua escritura primitiva por instrumento de doação, de um pulmão verde da cidade , a uma grande especulação imobiliária gritante . Está claro , que os moradores do entorno serão prejudicados ; bem como todos que dependem da ponte eng. Zucollo, antiga Cidade Jardim. Imagina o caos em horas de pico , com toda a população que irá ocupar os prédios , lojas e escritórios.? Espero que o Patrimônio , preserve o jóquei e sua área verde que tanto faz falta para cidade .
Gostaria de manifestar aqui a minha total indignação ao projeto de construir prédios na zona residencial do Jockey. Além de distruir um patrimônio histórico de referência da cidade, árvores e animais também serão prejudicados. Contamos com a consciência dos nossos representantes defendendo a manutenção dessa belíssima área residencial.
Isso é um absurdo! Acaba com um dos poucos bairros de São Paulo cheio de árvores. Caos no transito em uma área que já se encontra intransitável. PIU Feito num momento que fica escondido pela pandemia? Qual o real interesse de tudo isso? Queremos mais parques para a cidade e não mais prédios e alargamentos de ruas que levam nada a lugar algum.
O governo deveria se dar conta de que a cidade precisa de mais áreas verdes , se preocupar mais com a qualidade de vida do cidadão , do que com os lucros imobiliários. NÃO A ESSE PIU! Ele só traz ganhos ao presidente do Joquey e aos exploradores imobiliário. Sr Bruno Covas , não podemos acreditar que o Sr irá se alinhar com tal proposta!
Qualquer que seja a região, inclusive a tratada aqui, deve se pensar na qualidade de vida das pessoas que moram e frequentam a área. Para os moradores, deve haver escolas, postos de saúde, clubes e pequenas áreas de lazer que as pessoas mais necessitadas possam ir inclusive à pé. Também delegacias e postos de segurança próximos às residências. Incluir grandes áreas de lazer com diferenciais que não existem nas pequenas áreas de lazer. As avenidas, ruas devem ter alguma lógica comum de "mãos", se possível ruas de mãos únicas com uma lógica de engenharia que possam ser atribuídas a todas as ruas e avenidas e nem seja necessário tantas placas. Construir de forma semelhante a que fizeram com os hospitais que seriam de campanha e se tornaram definitivo em São José dos Campos de forma eficiente, prazo curto e cumprido e com o apoio de cabeças boas e eficientes dos diferentes profissionais (engenharia, logística, economia, saúde e outros)Tudo isso contribui para uma melhor qualidade de vida
A região do Jockey é de todos os cidadãos de São Paulo e assim deve ser projetada a melhoria com muitas áreas verdes de acesso para qualquer cidadão e porque não um cartão postal da cidade de São Paulo promovendo em um ambiente saudável, a qualidade de vida, a humanização da convivência, a beleza e a dessa forma contribuindo para a diminuição da violência e egoísmo. O planejamento deve ser feito de forma que em qualquer região do município, não só no Jockey, tivesse uma "lógica saudável" e que o cidadão soubesse que em qualquer região do município existisse esse planejamento e, claro, execução com prazos definidos dessa "lógica saudável". Pela primeira vez em muitos anos vi um projeto grande (ou pequeno) em que as pessoas gastaram um recurso que seria temporário, transformando em definitivo e entregue antes do prazo estabelecido, com pessoas de diferentes especialidades trabalhando de forma eficiente e eficaz: hospital que seria de campanha de São José dos Campos: Tem que se planejar pensando como as pessoas querem viver bem, - de forma saudável, é claro - e que se perpetuem no futuro e não ter que fazer "puxadinhos" dos projetos do passado e, com certeza temos especialistas bem capazes para executar esses trabalhos sem enrolação e burocracias.
Penso que deveriam preservar como um patrimônio histórico da cidade, mantendo as características do Jockey Club, porém com possibilidade de lazer para os paulistanos, e acima de tudo, aumento e proteção das áreas verdes. São Paulo não precisa de mais prédios, precisa de áreas de lazer, existem muitos prédios vazios por aí, e também, quando a cidade se tornar um lugar insuportável, o que não falta muito, os imóveis não trarão mais lucro para as construtoras.
Como morador ha 45 anos do bairro da Cidade Jardim acompanhei vários estágios do Jóquei...desde seu final de apogeu da década de 80 ate chegarmos ao ostracismo decadente dos últimos anos... COMO ESTÁ NÃO DA PRA FICAR pois se tornou palco de eventos de péssima reputação com enorme publico e prejuízos ao bairro. Virou um SALVE-SE QUEM PUDER, UM PALCO DE EVENTOS SEM QUALIDADE... UMA MASSIFICAÇÃO PERIGOSA TANTO EM QUALIDADE CULTURAL COMO EM VIOLÊNCIA FISICA E MORAL AOS MORADORES ! O bairro residencial sofreu muito com provas de atletismo, shows com enorme público por varios dias,,, O PODER PÚBLICO FAZENDO VISTAS GROSSAS Do PREJUIZO AO BAIRRO E O DESRESPEITO AO CIDADÃO QUE MORA NO ENTORNO SUPORTANDO EM SILÊNCIO OS ABUSOS COMETIDOS PELO JOQUEI PRAÇA DE EVENTOS. Sou CONTRA as torres de 60 m na Jose Augusto de Queiroz pois como eu ja li nos comentários, ja basta as obras da Varanda ... NAO PRECISAMOS DE MAIS PREDIOS AINDA MAIS DESTA ALTURA! Queremos o Joquei inserido no bairro com mais arvores, vegetacao e projetos racionais deixando de lado o INTERESSE IMOBILIÁRIO QUE MUITO BEM SABEMOS EH O QUE MOVE ESTE PIU NOS MOLDES QUE ESTÁ! Quanto se ganhará deixando um projeto como este passar ? Literalmente “passar a boiada” é o que desejam com este PIU da maneira que está! Apoio que áreas precisam ser repensadas como a da Eusebio Matoso com grande proximidade a vias de intenso trafego e facilidade de acesso ( metro, onibus, trem, e automóveis) inclusive esta regiao esta com um intenso crescimento imobiliário nos últimos meses... A av Lineu de Paula Machado, lindissima avenida com suas arvores de grande porte e jardinagem bem mantida precisa de um projeto racional preservando a parte arquitetônica dos predios do joquei, areas verdes, e que propicie revitalização das casas pois grande parte está desocupada visto que a prostituicao ainda eh presente durante o dia todo o que denigre o bairro! Porquê nao trazer outros consulados ( diversas cidades possuem “setor de consulados, embaixadas” para a avenida? Ja existe o da Russia e a Turquia ja tem imovel tambem no bairro... Como se provou ao longo dos ultimos anos alugar espaço apenas pra restaurantes e eventos não é viável ... o Tatersal é perfeito para shows intimistas e teatro,,, Peço que revejam este PIU alterando os pontos negativos que citei e que grande parte dos comentários tambem expõe.
Eh inacreditavel que tentem passar um projeto como este com torres e mais torres ... Sao Paulo não precisa de predios, precisa de areas verdes, areas de convivencia para seus habitantes... há tantos paisagistas e botanicos bons hoje em dia, so para citar um dou como exemplo RICARDO CARDIM, que cria projetos inserindo vegetação nativa e projetos de reuso de agua, floresta urbana... que tal usar um projeto RACIONAL, INTELIGENTE levando-se em conta areas verdes ja existentes e novas com casas, e ou predios baixos de ate 4-5 andares??? NÃO DARÁ TANTO $$$ MAS SERA CERTAMENTE MELHOR VISTO E ACEITO PELA COMUNIDADE POIS DA MANEIRA COMO ESTÁ O IMBROGLIO SERA GRANDE E MAIS ANOS E ANOS SE PASSARÃO E O JOQUEI CONTINUARA PARADO... Vai envolver tantos orgaos e briga na justiça que eu diria... quem tudo quer nada tem, sejam racionais... Vou dar um exemplo simples mas batante pratico... as torres do SERIDO 106, predios na rua serido lá do outro lado do rio pinheiros, la perto da estação cidade jardim do trem SÃO ENORMES E POSSUEM "APENAS 31 ANDARES"e são um paredão se vistos daqui do bairro da Cidade Jardim, onde esta o Joquei... imaginem construir torres de 60-80 m do lado de ca do rio... VAI SER UM PAREDÃO MEDONHO, um absurdo !!!!!!!! Vamos mais longe... ao final da Av Lineu de paula Machado, esquina da Av Francisco Morato onde se deseja erguer torres de 80 m, ha projeto de tambem se levantrar torres no terreno onde ha um heliponto,no "terreno do Safra"... ai eu pergunto... o que sera desta regiao dentro de alguns anos se esta especulação desenfreada de imoveis for liberada? as Ruas serao as mesmas, mas o prejuizo será sem precedentes e eterno!
Não consigo entender o início de obra tão grandiosa se não terminou o Vale do Anhangabaú e com tantas críticas às obras em andamento sem finalização. É irracional uma obra que interfira tanto nas questões ambientais e paisagísticas. Será que São Paulo precisa disso? Eu entendo que não.
A área deveria ser transformada em um grande Horto florestal , preservando o patrimônio existente , implementando atividades ligadas com a equitação ; como por exemplo uma escola de equitação e criação e aprimoramento de equinos, rodeios e exposições e não ser permitida a construção de edificios sejam para qualquer finalidade.
As duas estações de trem da Marginal Pinheiros, a Hebraica Rebouças e a Cidade Jardim, têm passarelas para atravessar sobre as pistas da avenida. O projeto deveria prever que pelo menos uma delas tivesse também uma ponte para pedestres cruzando sobre o Rio Pinheiros, para ter acesso à área do Jockey. As pontes Cidade Jardim e Eusébio Matoso não oferecem travessias seguras e confortáveis para os pedestres. Essas travessias poderiam permitir que, além dos pedestres e usuários dos trens, a ciclovia junto ao rio tivesse acesso às atividades previstas no PIU.
A população necessita de espaços para ter uma vida saudável. Todos os espaços deveriam ser planejados para que os cidadãos possam usufruir, com parques, ruas e locais de lazer, escolas, postos de saúde e espaços que possibilitem o estímulo da convivência entre crianças e também entre adultos (estímulo visual/cultural/turístico: cultural, hortas, jardins, até mesmo de trabalho). As atividades em espaços fechados e específicos como as desenvolvidas no Jockey Club poderiam ser deslocados para regiões um pouco mais distantes, pois são pessoas restritas que tem facilidades para se deslocar. Não temos cidades como na Europa, mas podemos tornar a cidade de São Paulo acolhedora, bela, saudável e especial para todos.
"Contudo, a maioria das contribuições alertaram para os impactos dos eventos realizados pelo Jockey Club de São Paulo no cotidiano dos moradores de residências vizinhas, com queixas relativas a ruídos, trânsito, insegurança e atividades ilícitas" aqui citado. Como se fosse um problema que só a aflige nesta imensa metrópole. Lamentável que as "contribuições da vizinhança" venham contradizer o que já está tombado, desdizer uma memória que não pertence a ela, e sim a cidade mais rica do país. Há algo que deve ser preservado além do valor individual desta "vizinhança". Digo isto como moradora de um bairro que vem mantendo uma memória nacional por várias gerações. É custoso, é cansativo, mas é gratificante. Aí poderemos falar de gestão democrática.
Setor Pião do Prado- Muito preocupa no texto a possibilidade de construção de subsolo sobre este setor, uma vez que ele serve como área de permeabilidade de águas pluviais, e fazem parte do sistema de várzea do rio pinheiros, a partir do momento que subsolos sejam executados toda a área será impermeabilizada, mesmo que possua áreas verdes na superfície. Setor Transformação Jose Augusto de Queiros - Esta área faz limite com zona de uso estritamente residencial, sendo necessária uma zona de transição sem verticalização ostensiva e sem permitir fachadas ativas que comprometam a área de recuos . Sendo de extrema importância aumento de área permeável (sem subsolo) neste local a ser edificado.
A definição de 80m de altura ( 26 andares) e 60m de altura ( 20 andares) como gabarito é extremamente agressiva para a região , que possui todo o entorno com limite de altura próximo dos 9m. Verticalizar sem fazer zonas de transição causará impacto na paisagem urbana, influencia nos ventos, drenagem, ilhas de calor e demais fatores ambientais , além do impacto no volume de pessoas e veículos que circularão pelo local. Não foi elaborado nenhum estudo de impacto de vizinhança para definir qual seria a real consequência de construções deste porte não somente nas avenidas lindeiras ao terreno, como também no seu entorno direto, uma vez que temos saídas de acesso importantes dos bairros do Butantã e Morumbi (Tunel Sebastião Camargo/pontes Eusébio Matoso e Cidade Jardim). Qual impacto no transito já caótico da região? Não Existe transposição cicloviária para outra margem do rio pinheiros, acesso de pedestres é precário por ambas as pontes que dariam acesso as estações da CPTM.
Não Foi apresentado ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA , este deve ser considerado antes de estudos de viabilidade econômica e financeira.
Como representante do Cades- Butantã venho deixar claro que não houve consulta ao conselho , sendo que o próprio conselho que precisou buscar informações com parceiros do CPM e subprefeitura. Outro ponto importante, que foi notificado por colegas de outros conselhos que participaram, que a primeira proposta apresentada não possuía nenhuma das intervenções apresentadas na proposta atual nas zonas de transformação, que causam muita estranheza e pouco foi considerado da maior demanda da população e conselhos, de transformar a área em parque/área verde , mesmo que privado, com aumento de áreas permeáveis verdes e não de edificações.
Sob a justificativa que não consta no PDE área de preservação, estamos justamente no momento de revisão deste PDE, sendo possível a modificação deste zoneamento. Sob a justificativa de que o Morumbi e Butantã possuem melhores indicadores ambientais, a própria área existente atualmente, sem adensamento, contribui para estes indicadores positivos, sendo que o adensamento irá justamente diminuir a qualidade ambiental local. Sob a justificativa de restrições geologicas locais, se existe uma restrição para plantio de arvores, o que nos dirá de restrições referentes a implantação de subsolos? Área pertence a a várzea do rio Pinheiros, qualquer intervenção que não seja um pântano original pertencente ao local deverá ter restrições geológicas. Sob a justificativa de não ser possível plantar arvores no pião do prado, não existe impedimento de plantio arbóreo nas demais áreas do entorno, não edificadas, podendo ser ocupadas por áreas de lazer . Sob a justificativa de horários de funcionamento, o parque poderá ser privado, podendo fazer seus proprios horários, desde que não causem impacto na zona residencial lindeira.
A área onde está situado o Jockey Club de São Paulo tem uma função ambiental importantíssima para a região. A sociedade civil quer a preservação do.patrimonio ambiental e refuta veementemente a construção de torres habitacionais naquela área.
A área onde está situada o Jockey Club tem uma importante função ambiental que deve ser preservada. A Sociedade Civil.organizada não concorda com a instalação da enormes torres habitacionais previstas e pede a manutenção do atual patrimônio ambiental sem prédios
A Sociedade Civil tem o Direito à Cidade e, como tal, refuta e não concorda veementemente com entrega de tamanha importância para a especulação imobiliária. Precisamos preservar nosso Patrimônio Ambiental!
Como representante de Associação de bairro no Conselho de Política Urbana, pondero sobre a importância de reconsiderarem definir um Conselho Gestor para este Projeto de Intervenção Urbana, que seja um canal facilitador para representantes da vizinhança diretamente afetada, assim como outros setores da sociedade civil que atuarão no desenvolvimento econômico, social e cultural do perímetro do PIU do Jockey e representantes da esfera Municipal, para garantir comunicação, apresentação e ciência de projetos, empreendimentos , buscando soluções e entendimentos entre os envolvidos. O Artigo 180 da Constituição Estadual, afirma o direito da vizinhança, quando no estabelecimento de diretrizes e normas relativas ao desenvolvimento urbano, o Estado e os Municípios assegurarão: I - o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e a garantia do bem-estar de seus habitantes; II - a participação das respectivas entidades comunitárias no estudo, encaminhamento e solução dos problemas, planos, programas e projetos que lhes sejam concernentes;
Projeto importante para atualização da cidade, visivelmente a área é sub utilizada por uma demanda que não se justifica mais. Preservar o que é necessário é fundamental.
Parabenizo o bom e muito interessante trabalho da Prefeitura. Na minha opinião, a cidade clama e deve ser mais democratizada para atrair potencial moradia, atividades de serviços e negócios compatíveis, e atrair frequência de todas as pessoas para áreas agradáveis como a do Jockey (e, espero, seu futuro Parque), que possui qualidade de vida e ambiental muito superior à da média da Cidade de SP. Esta área nobre é muito ociosa, sub-ocupada e sub-utilizada, além de repleta de vasta infraestrutura pública nas proximidades. Alguns comentários importantes: 1) Apesar de não ser um Urbanista e muito menos um empreendedor imobiliário ou ter qualquer ligação com este setor, a proposta da Prefeitura faz bastante sentido, democratiza e dinamiza a cidade. Frequento a região, especialmente durante o fim de semana, de passagem pela Ciclovia/ciclofaixa e é, em geral, uma área praticamente deserta e abandonada durante o dia. Apenas quando há um ou outro evento no Jockey, eventualmente, se observa algum movimento pela região; 2) A área do Jockey, atualmente, é um grande monumento ao desperdício, uma enorme área em local nobre, "ultra-sub" utilizada, sendo que a cidade, de outro lado, possui um significativo déficit habitacional e carência de áreas verdes e parques. Há uma lógica perversa da grande falta de adensamento (nesta e outras regiões adjacentes) que acaba por empurrar boa parte desta demanda potencial para áreas cada vez menos centrais e mais afastadas, por causa de preços de terrenos mais acessíveis, e com baixa, ou ainda, sem nenhuma infraestrutura pública; 3) Cidades mais adensadas que estimulem (muito) menos o uso de veículos para transporte individual ou que aproximem os indivíduos de seus respectivos trabalhos, lazer, de outras pessoas e outras atividades são claramente a tendência - parece que estamos parados numa época entre o início e meados do século 20, que já passou faz tempo. A Cidade de SP deveria acompanhar estas tendências de melhor utilizar, racionalmente, o espaço urbano; 4) Minha sugestão seria a construção de uma passarela, situada entre a Ponte Cidade Jardim e Eusébio Matoso, sobre o Rio Pinheiros, para futuro acesso de frequentadores, pedestres, ciclistas e outros (nada de veículos) direta e facilmente ao futuro Parque do Jockey, e interligando-se também à atual Ciclovia existente da Marginal Pinheiros; 5) É claro que neste Projeto a Prefeitura tem que ter a capacidade e o bom senso para equilibrar certas demandas e ponderações dos moradores da região com as do resto da cidade, por exemplo em aspectos como impacto no trânsito da região, impacto ambiental, incomodidade e outros. Boa Sorte e espero que seja um Plano que realmente saia do papel e melhore a Cidade de SP.
Se a gestão urbana tem oportunidade de melhorar a cidade de São Paulo, façam em todas as regiões, não só do Jockey, um espaço que seja atrativo só de olhar e seja convidativo aos olhos da população, turistas e que sejam compartilhados no uso pela população. Temos o espaço, temos flora, temos engenheiros, agrônomos, designers, outros especialistas; temos profissionais, estudantes e professores de universidades públicas; tudo possibilitando fazer um projeto coordenado e executar de forma clean, bonita e barata utilizando os recursos disponíveis da nossa natureza, estabelecendo um fluxo de pessoas, carros e transporte público inteligente; cabeamento e encanamentos subterrâneo sinalizados e de fácil acesso para consertos e otimizando os recursos de investimento para que não sejam projetos temporários, utilizando a informatização para auxiliar nessa construção e que se execute os planos para que sejam perenes e antevendo as necessidades futuras.
Olá Parabenizo essa iniciativa a fim de otimizar o Jockey com seus 600.00m2. Uma sujestão aPrefeitura devia utilizar a Guarda Civil Metropolitana - GCM a fim de manter um policiamento eficaz mediante a construção de uma central de vídeo monitorameto. Essa iniciativa economiza a tercearização de segurança privada,e ao mesmo tempo qualificar mais uma atuação da GCM até mesmo como cuidadar de Cavalos, Piscineiro, logistica - como banho e alimentação dos animais e treinamento; incentivo para as modalidades do clube com geração renda e qualificação de GCM's para esta atividade.
Sou favorável
Totalmente a favor. Apoio
A Sociedade Amigos da Cidade Jardim – SACJ, vem se manifestar contra o Plano de Intervenção Urbana (PIU) do Jockey Club, tal qual foi apresentado pela SPUrbanismo em reunião realizada no último dia 9 de abril/2021, às 15h, com moradores do bairro Cidade Jardim, pelos motivos abaixo relacionados, fundamentado em PARECER TÉCNICO elaborado pela PLARENG – ARQUITETURA E ENGENHARIA. Basicamente a proposta da prefeitura transforma o Jockey em um verdadeiro shopping center. Substitui parte de seus quilômetros de muros de 4 metros de altura, por fachadas de prédios comerciais, lojas, supermercados e restaurantes, com frentes para o bairro Cidade Jardim, sem nenhum tratamento urbanístico para o bairro estritamente residencial, um dos poucos ainda preservados, praticamente, o maior e mais importante em área de vegetação da cidade. O PIU limitou-se a prescrever regras para dentro dos muros do Jockey, tratando-o como se fosse mais um simples terreno privado da cidade em vias de edificação de mais um prédio para atividade comercial. Esqueceu-se do seu poder de transformação urbana para a cidade de São Paulo, da sua importância histórica, arquitetônica e artística. Esqueceu-se da total ausência de infraestrutura. Esqueceu-se dos moradores do entorno! Enfim, a Sociedade Amigos da Cidade Jardim – SACJ, lamenta que a prefeitura de São Paulo não tenha pensado no Jockey como uma área de integração e reurbanização da cidade como foi o Ibirapuera, levando a humanização da cidade com sua integração ao Parque do Povo, ao Parque Alfredo Volpi, à USP, à ciclovia do rio Pinheiros, às ciclofaixas... Uma pena que a PMSP continue concretada a conceitos urbanísticos ultrapassados e veja o Jockey tão somente como mais um shopping privado, mesmo em época onde nem mesmo as compras são feitas mais como antigamente. Além dessas premissas, pontua-se ainda outras críticas objetivas ao PIU, requerendo-se que sejam recebidas para fins de sua modificação. 1. INTENSA GERAÇÃO DE TRÁFEGO – A transformação do Jockey em área comercial gerará um impacto incalculável ao bairro Cidade Jardim, em especial nas ruas lindeiras, com enorme e irreparável consequências na deterioração das vias, passeios, residências e segurança, tornando-se obrigatório várias obras de contenção do fluxo das milhares de pessoas e veículos. Em reunião realizada em 28 de novembro de 2019, entre a Sociedade Amigos da Cidade Jardim - SACJ e o então secretário de Licenciamento e Urbanismo, Fernando Chucre, e o presidente da SPUrbanismo, Fernando Gasperini, a SACJ apresentou o projeto de Moderação de Tráfego para o bairro Cidade Jardim, com a inclusão de sistemas de contenção de trânsito para as vias residenciais do bairro, tratamento e padronização de calçadas, ciclofaixas e boulevares, que privilegiam o pedestre e permitam as conexões do Jockey Club aos demais setores do bairro Cidade Jardim. A proposta foi totalmente desconsiderada no projeto ora apresentado; Na mesma ocasião, a SACJ também propôs “prever a contenção de acessos ao Jockey Club para público e logística, de modo a evitar o tráfego de passagem e acúmulo de veículos nas ruas internas ao bairro, de trânsito local, em Zona Exclusivamente Residencial – ZER. Para isso, sugerimos dar preferência de entrada ao Jockey pela Marginal do Rio Pinheiros, destacando haver espaço para a construção de pista de desaceleração”. Inversamente, no projeto do PIU está previsto a criação de um alargamento de uma rua interna do bairro para o acesso ao shopping. De acordo com o parecer técnico da Plareng à minuta de Decreto de implantação do PIU do Jockey Club, com base em seus anexos Mapa 1, Quadros 1, 2, 2A, 3 e 3A, o potencial construtivo pretendido do setor de transformação do PIU Jockey Club apresenta-se elevado, com risco de impacto relevante às atuais condições de vivência e características originais residenciais do bairro, pois, tendo como base inicial uma área liquida obtida através do coeficiente de aproveitamento básico, taxa de ocupação, gabaritos de 74.000m² e com possibilidade de ganho de potencial construtivo adicional (outorga onerosa) de aproximadamente 110.000m², chegar-se-ia à criação de uma área total construída de 184.000m² estimulando demasiadamente o adensamento populacional do bairro, prejudicando e intensificando a geração de tráfego, sem contrapartidas ao bairro através do incremento de infraestrutura viária, redes de água e esgoto, passeio e segurança pública e integração com áreas verdes da região. 2. GABARITOS - Reiteramos nossa discordância com relação aos gabaritos de 60m de altura para empreendimentos no chamado subsetor rua José Augusto de Queiroz, assim como para empreendimentos de 80m no subsetor av Eusébio Matoso. Entendemos que não se pode admitir tais limites máximos, seja pela preservação dos imóveis mais próximos, sombreamento, adensamento populacional e ampla preservação do patrimônio tombado do Jockey Clube, afetando não somente os moradores dos Bolsões 1 e 6 da Cidade Jardim, mas o bairro Cidade Jardim como um todo, sem que haja nenhuma obra de reurbanização ou mitigação de impactos. No Parecer Técnico sobre a minuta do decreto para a implantação do PIU do Jockey, análise do Quadro 2, dos coeficientes de aproveitamento, taxas de ocupação, gabaritos de altura máxima, recuos mínimos, cota parte máxima de terreno por unidade e fator de planejamento, chega-se a um potencial construtivo alto para o setor de transformação, devido à possibilidade de duplicação nos setores Lineu de Paula Machado e José Augusto de Queiroz e quadriplicação no setor Eusébio Matoso devido à proximidade com os modais de transportes, intensificando o nível populacional da área. Com os gabaritos de 60m e 80m nos subsetores José Augusto de Queiroz e Eusébio Matoso respectivamente, nota-se um incentivo a edifícios de grande porte e tornando o subsetor Lineu de Paula Machado compatível com a altura da fachada existente, favorecendo a relação volumétrica. 3. INFRAESTRUTURA - Apesar da proposta de adensamento populacional, no projeto do PIU apresentado não há nenhum tipo de previsão para obras de infraestrutura de vias, passeio público, rede elétrica, água, esgoto, segurança pública, contenção de tráfego e nenhum estudo sobre a permeabilidade do solo, em particular no Bolsão 1, área constantemente sujeita a enchentes durante o período das fortes chuvas de verão. 4. ADENSAMENTO COMERCIAL MÁXIMO - O projeto apresentado propõe ainda introduzir futuras construções para fins comerciais no chamado subsetor José Augusto de Queiroz, implantadas dentro do Jockey, mas com fachadas para a rua, abertas ao público. Segundo estudo do Quadro 3, de usos permitidos nos subsetores do PIU do Jockey Club, no Parecer técnico sobre a minuta do decreto, nota-se o estímulo à diversidade de usos em todo o setor de transformação, principalmente de uso não residencial, deixando para o uso residencial (edifícios) os subsetores José Augusto de Queiroz, junto à marginal e avenida Eusébio Matoso. 5. IMPACTO VIZINHANÇA - Não concordamos também com a diversidade de usos proposta no chamado Setor de Transformação (rua José Augusto de Queiroz, av Lineu de Paula Machado e av Eusébio Matoso). Embora no texto se fale da exclusão de atividades que possam causar maior impacto na vizinhança, não há objetividade em sua definição, deixando-o aberto para qualquer interpretação. 6. Igualmente, quando falamos na av Lineu de Paula Machado, em particular, há proposição para que essa via seja uma extensão da av dos Tajurás, com a introdução de novos usos não residenciais, com incentivo à fachada ativa. Lembramos que tal via está situada à frente do Bolsão 6, totalmente residencial. Ver menção sobre usos no Quadro 3, já mencionado no parecer técnico sobre a minuta do decreto, já citada no item 4 deste documento. 7. PARQUE PÚBLICO - Por fim, o principal fator e proposta para o PIU do Jockey é sua transformação parcial em parque público, que se integrasse a outras áreas verdes da região. Na proposta apresentada ela foi afastada apenas “por não ser viável”, sem que haja uma justificativa. Questionamos: Onde está o Estudo de Impacto de Vizinhança que possa determinar quais atividades serão implantadas nessas vias? Em nossa opinião deve haver um amplo EIV, com todas as propostas ora apresentadas, antecedendo a aprovação do PIU do Jockey, devendo ser elaborado conjuntamente com sua proposta e trazendo todas as obras necessárias de mitigação de impacto, vinculando-as as suas realizações prévias. Vale lembrar ainda, que em nosso encontro de 28 de novembro de 2019, acima mencionado, a SPUrbanismo considerou que os projetos da SACJ, assim como os itens pontuados seriam convergentes com a proposta do PIU do Jockey e que a SPUrbanismo se comprometia em contatar a Sociedade Amigos da Cidade Jardim - SACJ quando fosse fazer uma vistoria técnica no Jockey Club para que fossem indicados pontos de conflito no bairro. O que se pode constatar do projeto do PIU ora apresentado é que os elementos pontuados pela SACJ não foram incorporados ao projeto e que, a SACJ nunca foi procurada pela SPUrbanismo para a visita técnica ao Jockey para que pudesse esclarecer os pontos de conflito. Diante dos fatos relatados, a SACJ reitera ser contra a proposta do PIU do Jockey no modelo apresentado, requerendo sua reelaboração, considerando os pontos ora apresentados, em especial pela elaboração do completo Laudo de Impacto de Vizinhança, a ser incorporado a sua aprovação, assim como a execução prévia das obras de contenção dos impactos. Marcelo Gatti Reis Lobo Presidente Solange Melendez Diretora Executiva
PARECER TÉCNICO À SACJ (SOCIEDADE DOS AMIGOS DA CIDADE JARDIM) SOBRE OS QUADROS EM ANEXO DA MINUTA DO DECRETO MUNICIPAL (SÃO PAULO) REFERENTE AO PIU – JOCKEY CLUB PROJETO DE INTERVENÇÃO URBANA ABRIL DE 2021 O Projeto de intervenção Urbana – PIU – JOCKEY CLUB – estabelece novas diretrizes e parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo do ZOE (Zona de Ocupação Especial) Jockey Club – PRU (Perímetro de Regulação Urbanística) e subdivide o lote em Setor de Preservação e Setor de Transformação. Estes 2 setores foram desmembrados em 7 subsetores, conforme Mapa 01, sendo: I. Subsetor Pistas do Jockey – Setor de Preservação II. Subsetor Pião do Prado – Setor de Preservação III. Subsetor Tribunas – Setor de Preservação IV. Subsetor Vila Olímpica – Setor de Preservação V. Subsetor Lineu de Paula Machado – Setor de Transformação VI. Subsetor José Augusto de Queiroz – Setor de Transformação VII. Subsetor Eusébio Matoso – Setor de Transformação O Setor de Preservação tem o objetivo específico, conforme o artigo 4º da Minuta do Decreto, de preservar as áreas relacionadas a atividades do turfe e edifícios históricos tombados pelas resoluções vigentes e compreende 4 subsetores. O Setor de Transformação, agrega 3 subsetores, áreas funcionalmente dissociadas das atividades do turfe e onde há a possibilidade de transformação urbanística de acordo com o artigo 5º da Minuta do Decreto. Em análise aos quadros anexos à Minuta do Decreto em referência chega-se as seguintes considerações: - Quadro 1, de Percentuais Mínimos de destinação de Área Pública e Dimensão Máxima de Lotes por Subsetor, anexo 2 da Minuta; Nota-se que há a destinação de percentual maior (25% e 30%) de áreas públicas para os subsetores Lineu de Paula Machado e José Augusto de Queiroz, possibilitando o aumento da integração do Hipódromo com novas atividades com o entorno e a cidade. Quanto às dimensões dos lotes, o quadro especifica a dimensão máxima do lote para cada setor, porém conforme nota (a), poderão haver lotes menores, de 1000m² e frente de 20m, de acordo com o Lei 16.402/2016, aumentando a possibilidade de diversificação de lotes e usos no local. - No Quadro 2, em análise através dos coeficientes de aproveitamento, taxas de ocupação, gabaritos de altura máxima, recuos mínimos, cota parte máxima de terreno por unidade e fator de planejamento, chega-se a um potencial construtivo alto para o setor de transformação, devido à possibilidade de duplicação nos setores Lineu de Paula Machado e José Augusto de Queiroz e quadriplicação no setor Eusébio Matoso devido à proximidade com os modais de transportes, intensificando o nível populacional da área. Com o mesmo raciocínio, a taxa de ocupação é elevada nos subsetores Lineu de Paula Machado e Eusébio Matoso com taxa de 0,7, possibilitando a ocupação maior das áreas e preservando um pouco mais o solo do subsetor José Augusto de Queiroz, tornando-o mais vertical, com taxa de 0,4. Com os gabaritos de 60m e 80m nos subsetores José Augusto de Queiroz e Eusébio Matoso respectivamente, nota-se um incentivo a edifícios de grande porte e tornando o subsetor Lineu de Paula Machado compatível com a altura da fachada existente, favorecendo a relação volumétrica. Os recuos para os 3 subsetores, foram definidos em 5m de frente e 3m de fundo e laterais, exceto no subsetor Eusébio Matoso que até 10m de altura está isento de recuos laterais de fundo, ampliando o seu potencial de construção, assim como, possibilitando para este subsetor uma maior quantidade de unidades habitacionais devido à cota parte máxima de terreno por unidade ser de 20m². Com relação ao elevado fator de planejamento para o setor de transformação, definido entre 2,20 e 2,40, nota-se um desestímulo para o adensamento destas áreas em função da infraestrutura existente, apesar do valor imobiliário alto, porém, propicia ao poder público obtenção de uma maior receita financeira em função de venda de potencial construtivo, pois quanto maior este instrumento, maiores as contrapartidas (outorga onerosa) a serem pagas pelos empreendedores à prefeitura do município. No setor de transformação de acordo com o Quadro 2ª, a taxa de permeabilidade em qualquer cenário é de 25% e a quota ambiental sem parcelamento deverá ser igual a 0,78, o que estimula as ações ambientais como cobertura e fachada verde, áreas ajardinadas, reservatórios de retenção, piso drenante. Quanto aos parâmetros de incomodidade, Quadro 3A, definidos para o ZOE Jockey Club, verifica-se como referência para a área, a zona de centralidade onde o nível de emissão de ruído está entre 60 e 50db. A sugestão para emissão de ruído pode ser diminuir para níveis entre 50 e 40db. De acordo com o Quadro 3, de usos permitidos nos subsetores do PIU do Jockey Club, nota-se o estímulo à diversidade de usos em todo o setor de transformação, principalmente de uso não residencial, deixando para o uso residencial (edifícios) os subsetores José Augusto de Queiroz, junto à marginal e avenida Eusébio Matoso. CONCLUSÃO Da análise do material disponibilizado: Mapa 1, Quadros 1, 2, 2A, 3 e 3A, anexos à Minuta do Decreto Municipal do PIU do Jockey Club, conclui-se que o potencial construtivo pretendido do setor de transformação do PIU Jockey Club apresenta-se elevado, com risco de impacto relevante às atuais condições de vivência e características originais residenciais do bairro, pois, tendo como base inicial uma área liquida obtida através do coeficiente de aproveitamento básico, taxa de ocupação, gabaritos de 74.000m² e com possibilidade de ganho de potencial construtivo adicional (outorga onerosa) de aproximadamente 110.000m², chegar-se-ia à criação de uma área total construída de 184.000m² estimulando demasiadamente o adensamento populacional do bairro, prejudicando e intensificando a geração de tráfego, sem contrapartidas ao bairro através do incremento de infraestrutura viária, redes de água e esgoto, passeio e segurança pública e integração com áreas verdes da região. Ademais, verifica-se também alterações de usos que possibilitariam o surgimento de polos geradores com dinamismo urbano diverso ao residencial, característica precípua do bairro. Destarte, sugere-se a possibilidade de regulação destas situações contrárias através da execução de contrapartidas acima descritas, vinculando-as aos recursos provindos da outorga onerosa que poderão ser destinados ao bairro Cidade Jardim. Desta forma, a Plareng Ltda sugere que a Sociedade Amigos da Cidade Jardim – SACJ, solicite a Prefeitura Municipal de São Paulo alterações na minuta do decreto do Plano de Intervenção Urbana (PIU) do Jockey Club, tal qual se apresenta, ou seja, que o poder público municipal garanta no projeto a redução do potencial construtivo e de uso, além de obras e ações para a mitigação dos impactos ocasionados por parte do poder público municipal a todo o bairro Cidade Jardim, de forma a preservar as ZERs (Zonas Estritamente Residenciais). Recomendamos que o presente decreto seja revisado dentro das considerações expostas neste parecer. Oportunamente, ratificamos, que permanecemos à disposição para quaisquer colaborações técnicas necessárias na formatação do decreto definitivo. Arquiteto Ricardo Gardinal Plareng Ltda